terça-feira, 21 de outubro de 2014

Apenas basquete

   
Modalidade cresceu no país e vai com força para as Paralímpiadas

   A um mês atrás aqui em minha cidade ,Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, pude conhecer e entrevistar um profissional que realiza um trabalho excelente com basquetebol. Tiago Frank, professor de Educação Física formado em Caxias, técnico da seleção brasileira de basquetebol em cadeira de rodas sub-21 que falou mais sobre o esporte e as expectativas de futuro para a modalidade.
   O esporte paralímpico em nosso país não era muito divulgado e nem possuía muitos investimentos, porém após uma boa atuação nos Jogos Parpans de 2007 no Rio (com atuação excelente do Brasil) isso mudou um pouco. Os investimentos no esporte paralímpico aumentaram, as oportunidades também, com inúmeros projetos que foram criados e oportunidades de prática para pessoas com deficiência. Nessa lógica espero que algum dia os investimentos se equivalham, para deficientes ou não.
   Mais Basquete: Fale um pouco sobre você e sua profissão.
   Tiago: Professor de Educação física, graduado em licenciatura plena pela Universidade de Caxias do Sul. Especialização em educação especial e treinamento esportivo. Atuo diretamente com pessoas com deficiência, com atividades paradesportivas e de lazer, coordenando um setor específico na Secretaria de Esporte e Lazer em Caxias, além de atuar como Supervisor do CIDEF e técnico de basquete em cadeira de rodas da equipe caxiense e da seleção brasileira sub21.
   Mais Basquete: Gostaria que falasse sobre sua relação com o basquete e como começou a trabalhar com basquetebol em cadeira de rodas.
   Tiago: Minha relação com o basquete iniciou ainda na infância quando comecei a treinar em uma equipe de Caxias do Sul. No decorrer da minha formação acadêmica iniciei em um projeto social chamado "bola é vida" e deste projeto, inicia na implantação de categorias de base junto a UCS. Em 2004, comecei minha carreira em nível estadual, como técnico de equipes de base. No ano de 2009, em função do meu trabalho com basquete, fui convidado a treinar a equipe de basquete em cadeira de rodas do CIDEF.
   Mais Basquete: Você acredita que o esporte paralímpico pode vir a ser tão valorizado quanto o esporte olímpico?
   Tiago: O esporte Paralímpico esta ganhando visibilidade no Brasil. O movimento de esporte para Pessoas com deficiência é recente, bem como os investimentos realizados no setor. Já vislumbramos um espaço que há 20 anos era inexistente, muito por conta de desconhecimento e preconceitos de que pessoas com deficiência não eram capazes (estigma). Acredito sim, que no futuro teremos cada vez mais espaço para o movimento paralímpico, bem como investimentos no setor. O momento é bom em função das Paralimpíadas de 2016.
   Mais Basquete: Vocês conseguem viver apenas do esporte?
   Tiago: Enquanto profissional? Esta pergunta é bastante subjetiva, não entendi o "viver". Sou um profissional de Educação Física que trabalha com esporte paralímpico e é minha fonte atual de renda.
   Mais Basquete: Qual o seu sonho para o basquete em cadeira de rodas?
   Tiago: Atuar como técnico em uma seleção Paralímpica.
   Mais Basquete: . Como funciona a rotina de treinamentos?
   Tiago: Seleção - os treinamentos ocorrem por etapas que antecedem competições. Meu grupo em Caxias treina diariamente.  
   Agradeço ao Tiago pela oportunidade e pelo conhecimento que adquiri com essa rápida entrevista, pessoas como essas que merecem ser reconhecidas e fazem os valores do esporte ser transmitidos e bem ensinados.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O retorno²

O MVP mais jovem da história renasce nessa temporada
   A temporada da NBA nos guarda muitas angustias, quem será o campeão, o novato do ano, o MVP, mas algo a mais anseia os fãs do melhor basquete mundo, dois retornos. Nessa pré-temporada podemos acompanhar Derrick Rose e Kobe Bryant atuando por suas equipes, jogando bem e aparentando estarem saudáveis, será que vão estar em alto nível?
   Hoje faço uma análise das atuações até o presente momento e o que podemos esperar dos dois astros para essa temporada. Começarei falando do Derrick Rose, jovem astro do Chicago Bulls, volta depois de praticamente dois anos sem jogar, recuperado de uma lesão em cada joelho participou do campeonato mundial de basquete e jogou mal, aparentava estar fora de ritmo, pesado e errando muitos arremessos. Após suas atuações no mundial, pensei que poderia ser o fim de uma carreira de sucesso, porém Rose encontrou seu jogo e está atuando cada vez melhor, como se nunca tivesse se lesionado. Rose tem jogado com a mesma explosão e velocidade de sempre, sua pior partida foi contra os Pistons onde anotou apenas cinco pontos e uma assistência, mas mantem na pré-temporada médias de 14 pontos e 5 assistências por jogo em dezessete minutos e meio. 
   O que podemos esperar de Rose? Se conseguir manter-se saudável e jogando no nível em que está, considerando que jogue trinta minutos por partida, aliado ao grupo que tem ao seu redor levará os Bulls aos playoffs, mas ainda é cedo para se falar em título (pouco provável). Podemos esperar o mesmo jogador de sempre, com infiltrações, bandejas e enterradas de muita explosão e com a mesma vontade de sempre. 
Black Mamba volta com tudo para sua 19° temporada
   Quem também retorna as atividades é Kobe, o maior astro da liga na era pós-Jordan está com força máxima e recuperado de uma ruptura do tendão de Aquiles. O ala de 36 anos vem com força máxima, para quem quiser confirmar o que digo, existem inúmeros vídeos do astro nos treinos como se nunca tivesse se lesionado, acabando com seus marcadores e dando muitas dicas a seus novos companheiros. Nessa pré-temporada vem jogando bem e mostrando que ainda esta em forma, continua com seus passes fantásticos, arremessos precisos e crossovers de quebrar a espinha. Kobe tem uma média de 11 pontos em 22 minutos por partida, pouco perto do que consegue normalmente na liga, mas provavelmente esteja se poupando. Além disso, Kobe tem a dura missão de reerguer os Lakers que vem mal a alguns anos, talvez com Randle e Boozer a temporada seja melhor.
   O que nos aguarda de Kobe nessa temporada? Se conseguir manter sua média de pontuação da carreira (25.5 pontos por jogo) seguindo o calendário, Kobe conseguirá passar Jordan no ranking de maiores cestinhas de todos os tempos, e o melhor contra os Bulls em Chicago. Como amante do basquete espero que isso aconteça, ver um cara como Kobe superar as marcas de Jordan é impressionante. Torço para que o mesmo se mantenha saudável e jogue por mais algumas temporadas, isso é o que torna a NBA a melhor liga de basquete do mundo, além de seus atletas que jogam em altíssimo nível, temos essas lendas vivas que jogam e os novos astros que chegam para brilhar.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Brasil e a NBA

Destaque do Flamengo,  Laprovittola 13 pontos e 12 assistências
   Agora pouco mais uma equipe brasileira enfrentará um time da NBA, a exemplo do Vasco da Gama em 1999 que jogou contra os Spurs, Flamengo joga contra os Suns hoje, quarta que vem contra o Magic e sexta que vem contra os Grizzlies.
   O Flamengo é a primeira equipe sul-americana a jogar uma pré-temporada da NBA, um feito inédito e de grande orgulho para nós brasileiros e amantes do esporte. Aliado aos jogos em nosso país, nos aproximamos ainda mais do basquete, nos possibilita grandes oportunidades de negócios e investimentos no basquete. Ações como essas são chances únicas e que devem ser muito bem aproveitadas.









Dragic teve atuação apagada com
6 pontos e 1 assistência
   Na partida, o Flamengo começou muito bem, impondo o seu ritmo e chegando a abrir 12 pontos de vantagem, porém, infelizmente os Suns conseguiram ainda no primeiro tempo voltar no placar e assumir a liderança. O que diferenciou o jogo foi o ritmo imposto pelo Suns, os jovens e muito atléticos jogadores impuseram uma velocidade de jogo que acabou com a defesa do rubro-negro. A volta para o terceiro período trouxe um Flamengo mais agressivo, que impôs seu jogo e ficou um bom tempo a frente do placar, assustando os texanos. Mas o último período foi definitivo e os Suns abriram vantagem e fecharam a conta em 100 a 88.
   O resultado é o de menos, o rubro-negro carioca provou que sim pode jogar bem contra equipes da NBA, e representou o nosso país lá fora, agora temos mais duas partidas para torcer e quem sabe uma vitória não vem?

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Um gostinho de NBA


Uma das sensações da temporada, o retorno de Lebron 
   Para todos nós amantes do melhor basquete do mundo, ontem começou um período que nos aproxima e anima com um pouco de basquete, a pré-temporada.
   Se por um lado não tem graça, os jogos são mais para os novatos e o pessoal do banco que para os astros, serve de aperitivo para a temporada, além de trazer um pouquinho de alívio a nossa saudade pode propiciar bons momentos e oportunidades de avaliar as equipes. Em jogos como esses veremos quais bancos são mais bem preparados, como estão os astros (mesmo jogando em marcha lenta) e o que nos aguarda.
   Para quem quer acompanhar aos jogos, quarta feira a ESPN transmite Flamengo e Phoenix as 23 horas. Os demais jogos para quem tem smartphone dou a dica de baixar um aplicativo chamado: NBA Game Time, com ele pode acompanhar os jogos em tempo real, jogada por jogada, com vídeos dos lances, box score sedo atualizado instantaneamente, e quem tem o League Pass pode assistir ao jogo. O aplicativo é muito bom e não buga, vale a pena e é gratuito, além disso, serve como calendário, mostrando todos os jogos e os horários até o final da temporada regular.
   Pré-temporada é o gostinho da NBA que chega para amenizar a saudade, que essa temporada seja ainda mais espetacular que a passada. 
   

sábado, 27 de setembro de 2014

Mais um

Bom mundial traz nova chance 
   Nos últimos dias uma notícia tem chamado atenção, especulações dizem que Marquinhos, ala da seleção e do Flamengo, havia assinado contrato com o Washington Wizards e estaria retornando para a NBA após o Mundial de Clubes.
   Alguns sites americanos confirmam que, Marquinhos assinou contrato para participar do Camping dos Wizards afim de disputar uma vaga na equipe, seus concorrentes são Xavier Silas,Rasual ButlerDamion JamesVander Blue, David Stockton e Daniel Orton. Marquinhos já foi atleta da NBA entre 2006 e 2008, quando foi draftado em 2006 na 43° posição pelos Hornets, depois disso passou por Pinheiros, Sutor Basket Montenegrano, novamente Pinheiros e desde 2012 no Flamengo.
   Após um ótimo mundial de basquete pela seleção, onde foi um dos maiores destaques, Marquinhos aos 30 anos tem mais uma vez chances de voltar a NBA, mais maduro e com um bom aproveitamento das bolas de três, o brasileiro poder reforçar os Wizards. Tomara que tudo de certo e possamos ter mais um compatriota na melhor liga de basquete do mundo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Juventude

 
Apostas dos Wolves a nova geração do basquete
 
   Assim como todos apostam em equipes experientes e que rendem muitos frutos, eu particularmente gosto de ver as jovens estrelas brilhar. Nessa temporada a franquia que vem disposta a surpreender é os Timberwolves, a equipe de Minnesota conta com um forte elenco de jovens, mesclados com atletas experientes e de renome na liga.
   Ao analisar o roster da franquia, encontramos duas escolhas de primeira rodada de Drat, Anthony Bennet que decepcionou ano passado, mas ainda assim pode vir a jogar bem na liga e o calouro sensação, Andrew Wiggins, primeira escolha desse ano e que entra na liga com pinta de astro. Junto com eles temos Zach LaVine,bom jogador e muito atlético, dono de enterradas monstruosas, Shabazz Muhammad, Gorgui Dieng e Thaddeus Young, todos jovens que vão contribuir muito com a equipe e tem tudo para serem bons atletas dentro da liga, comandados pelo jovem armador Ricky Rubio, de qualidade excelente e que evolui a cada dia e do pivô extremamente atlético, Pekovic. 
   Ao lado desses jovens, do outro lado da balança, jogadores experientes e que seriam aceitos em qualquer franquia, como Mo Williams, J. J Barea e Turiaf, todos com experiência e boas passagens em suas antigas franquias. Esse time montado pelo Minnesota vai incomodar, provavelmente chegarão aos Playoffs de conferência e sem sombra de dúvidas, Wiggins será o rookie do ano. O site da NBA organizou um ranking das equipes, analisando seu potencial em ataque e defesa, e classificando de acordo com uma letra, a equipe dos Timberwolvez apareceu com o 10° melhor ataque e a 14° melhor defesa, com uma nota B, junto com Denver, Charlote, Washington, Portland e Toronto, seriam os 4° colocados nessa média, atrás de Spurs (1°), Bulls e Clippers (2°) , Jazz e Warriors (3°).
   No papel tudo parece bem, vamos acompanhar essa temporada e torcer que os bons ventos voltem a soprar em Minnesota, como na época de Cassell e Garnett.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Entrevista com um mito

 
Sérgio Pacheco, exemplo de pessoa e profissional
      
   No esporte não apenas os atletas fazem história e são importantes, os técnicos e árbitros também marcam gerações do esporte. Quem não se lembra de Dick Bavetta, o árbitro da NBA que mais apitou jogos na história da liga e se retirou após 39 anos de serviços. Pois bem, aqui em nosso país temos um árbitro que é uma personalidade do basquete, e que com certeza deve entrar para a história do esporte, estou falando de Sérgio Pacheco.
   Para quem não conhece, Pacheco é o árbitro mais conhecido de nosso país, já atua no esporte a um bom tempo e é excelente profissional, tive a oportunidade de lhe fazer uma entrevista pela internet e trago a vocês a nossa conversa. 
   Mais Basquete: Fale um pouco sobre a sua carreira.
   Sérgio Pacheco: Comecei a jogar basquete no Circulo Militar de Campinas, mais tarde me transferindo para o Tênis Clube de Campinas e depois Clube Campineiro de Regatas e Natação. Nessa época também comecei com as artes marciais, Karatê, Kung Fu, Boxe (Vice Campeão Paulista) e Tae Kwon Do, onde foi Campeão Brasileiro e Sul Americano. Aos dezesseis anos me transferiu para o Esporte Clube Palmeiras, vindo depois a jogar no Esporte Clube Pinheiros até a categoria adulta (profissional). Em 1988 cursei o Curso de arbitragem da Federação Paulista de Basketball e em 1996 me tornei árbitro Internacional de Basquete.
   Mais Basquete: Como entrasses no mundo do basquete e porque escolhesses ser árbitro?
   Sérgio Pacheco: Quando parei de jogar basquete, para não ficar longe das quadras e do meio, eu resolvi fazer um curso de arbitragem. Comecei como mesário, e de tanto me encherem... (kkkk), fui para quadra, mas jamais pensei que a minha vida profissional como árbitro, fosse ser muito melhor do que a de jogador.
   Mais Basquete:  Qual o jogo mais importante em que atuasses e qual que mais te marcou?
   Sérgio Pacheco: Não houve um jogo mais importante. Todos os jogos são importantes, depende muito do ponto de relação de importância que fazemos.
Lógico que apitar duas finais mundiais foi muito especial, mas também fazer um Vasco e Flamengo, final de primeiro turno carioca, vinte e duas mil pessoas no antigo Maracanãzinho foi muito importante, uma vez que ambos os times eram os dois melhores times do Brasil. O Vasco voltando de Mac Donald Open em Paris, onde acabará de jogar contra o Santo Antônio Suprs. O time inteiro era o ex-time de Franca com Chuí, Fernando Menutti, Demetrius, Vargas, Rogério, etc., no melhor das suas fases. Já o Flamengo com Oscar, recém-chegado da Itália, Cai, Rato, Robin Davis, Pipoca, etc., no melhor das suas carreiras. Pela primeira vez na televisão, a Emissora ESPN ia usar 18 câmaras em jogo de basquete... Mas Madison Square Garden, com quarenta e quatro mil pessoas, U.S.A. X Porto Rico, e nos Estados Unidos jogando com Irveson, Vicent Cart, Tim Duncan, Jason Kid, Elton Brand, etc., etc... Como a semifinal do Paulista, entre Franca e Barueri, Franca com aquele time de cima antes de irem pro Rio, e Barueri com Oscar e companhia, e o primeiro jogo da serie Barueri ganha dentro de franca, e Oscar fez mais de cinquenta pontos, a grande maioria no segundo tempo. Como pelo paulista Piracicaba X Ponte Preta, de um lado Magic Paula, e do outro a rainha Hortência... E outros desafios... difícil de dizer.
   Mais Basquete: Se souberes, quantos campeonatos apitasses e qual mais te marcou.
   Sérgio Pacheco: Convocado para um Torneio Amistoso em Sidney, Melbourne e Adelaide, com as Seleções femininas da Austrália, Rússia, Japão e Brasil. Foi ao seu primeiro Campeonato Mundial feminino Juvenil, em 1997 , Natal – Brasil. Viajou com a Seleção Feminina Adulta Brasileira, para uma fase de preparação em Portugal e Espanha em 1998. Convocado pela FIBA para o Campeonato Mundial Adulto Feminino em 1998, realizado nas cidades de Munster, Wuppertal, Karlsruhe, Rotenburg, Dessau, Bremen e Berlin –Alemanha. Convocado pela COPABA para o Centro Americano como Árbitro neutro, realizado em Maracaibo – Venezuela. Foi ao Pan Americano Inter Clube em General Pico – Argentina. Participou das fases do Sul Americano de Times em Mar Del Plata, Bolívia, Paraguai. Convocado pela COPABA para o Pan Americano de Seleções, em 1999, Winnipeg – Canadá. Foi à Copa América Sub – 21, (classificatório para o Mundial da categoria) Ribeirão Preto – Brasil. Convocado para a Copa América Adulta Masculina, (classificatória para o mundial da categoria) na Patagônia  –  Argentina. Participou do jogo Amistoso entre os times  dos astros OSCAR X MAGIC JHONSON. Foi a Copa 500 ANOS, realizada no Rio de  Janeiro,  com  as  Seleções  Adultas masculinas  da  Argentina,  Brasil, Portugal, Rússia, e Grécia. Convidado pela NBA para dar um Curso para a Seleção  Norte  Americana  Masculina  Adulta, como  preparação  para  os Jogos Pré Olímpicos. Apitou um amistoso  no MADISON SQUARE GARDEN entre as Seleções adultas do USA X PORTO RICO. Apitou a final do SUPER FOUR  em  Buenos  Aires,  em  que  participaram  as Seleções  Adultas Masculinas  da  Lituânia,  Argentina,  Porto  Rico  e  Brasil. Convocado  pela FIBA  para o Goodwill  Games  em Brisbane  –  Austrália. Convocado  para  o Sul Americano de Seleções Adultas Masculinas, classificatórias para o Pré Olímpico,  e  Pan  Americano  de  Seleções. Campeonato  realizado  em Montevideo – Uruguai. Arbitrou  a  pedido  do jogador  Oscar,  o  último  jogo  do  ídolo,  (jogo despedida),  realizado  em Brasília  entre  os  “AMIGOS  DO  JOGADOR”. Convocado  pela  FIBA  para  o Campeonato  Mundial  Sub  –  21,  Argentina, onde arbitrou a semi final entre Austrália X Lituânia. Convocado pela FIBA para  o  Campeonato  Mundial Inter Clubes  Adulto  Masculino,  Rússia. Convocado  pela  FIBA  para  o Campeonato  Mundial  feminino  Adulto  de Seleções em São Paulo, onde arbitrou a final entre as seleções da Austrália X  Rússia.  Convidado  pelo COB para  carregar  a  TOCHA  DOS  JOGOS  PANAMERICANOS na data de sete de Julho de 2007, quando a mesma passou pela  cidade  de  Campinas. Convidado  pela  PREFEITURA  MUNICIPAL  DE CAMPINAS, para participar no MURAL COMEMORATIVO DOS ESPORTISTAS CAMPINEIROS  QUE DEFENDERAM O  PAÍS,  como  história  da  cidade. Convocado  pela  FIBA  para  os  Jogos PAN-AMERICANOS  BRASILEIROS,  que foram realizados na cidade do Rio de Janeiro. Convocado pela FIBA para o MUNDIAL  DA  UNIVERSIADE,  em Agosto de  2007  em  Bangkok,  onde arbitrou  a  Final  masculina  entre  as seleções da  Lituânia  X  Rússia. Convocado pela FIBAAMERICA para o Centro Americano de Seleções, como árbitro neutro, no México em Cancun 2008. Convocado em 2009 pela FIBA para  o  MUNDIAL  UNIVERSITÁRIO  na  Sérvia, Belgrado,  onde  arbitrou  a semifinal USA X RUSSIA. Árbitro Revelação da Federação Paulista no ano de  1995.  Melhor  árbitro  da  federação  paulista em  2005  e  2010.  Melhor árbitro  da  Liga  Profissional  Brasileira  (Novo Basket  Brasil)  em  2009, 2010,2011, 2012 e 2014.
   Mais Basquete: Como é a relação com os atletas fora das quadras?
   Sérgio Pacheco: Não  existe  nenhuma  objeção.  Quadra  e  jogo,  fora dela somos  amigos, quando  viajamos  para  torneios  internacionais  em  que não apito  jogo  do Brasil,  jogamos  baralho,  comemos  juntos.  Tem  que saber separar,  e sempre fiz bem isso.
   Mais Basquete: A arbitragem do mundial foi criticada por comentaristas, como árbitro e especialista no assunto, o que achasses da arbitragem do 
mundial? E como avalias esse sistema de arbitragem em trio?
   Sérgio Pacheco: Acho  que  e  um  dos  esportes  mais  difíceis  de  serem arbitrados.  Quando você  tem  uma  competição  tão  pequena,  fica  muito difícil  padronizar tantos  árbitros  diferentes,  um  de  cada  região  do mundo,  muitos  novos, muitos com a mesma vontade de apitar, apitar, apitar, exatamente como eu  quando  comecei...  Como  já  estive  lá,  varias vezes,  sei  o  que  estou falando. Quanto  à  arbitragem em três juízes, isso só  melhorou o campo de visão e responsabilidade de cada um... basketball moderno.
   Mais Basquete: Como torcedor, como avalias o nosso desempenho? 
   Sérgio Pacheco: Bem melhor  do  que  nos  últimos  anos.  O  que  todo mundo  esquece  é  que fomos disputar um Campeonato Mundial, onde não existe mais ninguém bobo...  não  fomos  disputar  o  torneio  no  navio  de solteiros  contra separados...
   Mais Basquete:  Acreditas que a arbitragem em nosso país atua em alto nível?
   Sérgio Pacheco: Sem sombras de duvida, uma das melhores do mundo. Ainda temos sorte que  conseguimos  renovar  sem  paradas...  ou  seja, Gilson  Mini,  Lapoiam, Righetto,  Affini,  Zé  de  Oliveira,  Vinhaes,  Fontana, Piovesan,  Pelissari, Renatinho,  Pacheco,  Cristiano,  Benito,  as  mulheres, Tatiana,  Fatima, Andrea...
   Mais Basquete: Deixe um recado para nossos leitores.
   Sérgio Pacheco: Através do esporte e educação, temos a oportunidade de fazer do homem do  amanha,  formar  uma  personalidade  voltada  para  vida saudável, característica  do  homem  de  bem.  O  tempo  ocupado  com estudo  e atividades  físicas  tira  o  ócio  e  tempo  desprovido  de  boas atitudes, acabando operando na vida fácil e porta aberta para o descaminho.
A  sociedade  está  carente  de  atitudes  políticas  voltadas  para  esse lado, onde  as  escolas  integrais  no  estilo das  “American  high  scholl”, fazem  do ensino moderno, uma nova atitude de vida para os jovens. Foi na educação e no esporte, que eu me encontrei e consegui formar uma personalidade  com  pensamentos  distintos  e  coerentes  sempre pensando no bem, e na saúde
   Pessoas como Pacheco que marcam a história do esporte, esses devem ser aqueles exemplos a serem sempre lembrados para as novas gerações, pois é um exemplo de caráter, profissionalismo e humildade. Agradeço a oportunidade de te-lo entrevistado e conhecido mais sobre você, deixo aqui minha alegria como admirador e fã do seu trabalho.