sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Joelhos saudáveis de Natal

Apelando pro Papai Noel para voltar a jogar

   Esqueça uma bicicleta nova, trens de brinquedo, ou aquele Power Ranger vermelho, Chandler Parsons só tem um desejo nesse natal.

parsons

   O cara de 94 milhões de dólares dos Grizzlies pode estar em algo. A cirurgia do joelho que o jovem atleta de 28 anos sofreu no começo da pré-temporada, limitou-o a apenas seis dos 20 primeiros jogos da sua equipe nesta temporada. Suas médias são de apenas 7.7 pontos e 3 rebotes em uma média tenebrosa de apenas 39% de aproveitamento dos arremessos.
   Esperançosamente, Parsons pediu ao Papai Noel para que atenda o seu pedido, já que Mike Conley vai ficar de fora por seis semanas, e Memphis vai precisar dele.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Força Chape



   Meu texto hoje não é sobre basquete nem esporte, é sobre algo muito maior. Sobre a vida, e como as coisas não fazem sentido muitas vezes. Nada faz sentido quando se vê um avião cair e muitas vidas serem interrompidas prematuramente. Nada faz sentido quando um clube em ascensão passa por uma tragédia. Nada faz sentido quando pensamos nos familiares que perderam seus entes queridos. Nada faz sentido quando a vida se acaba.
   O esporte é como a vida, sempre existem os altos e baixos, os momentos difíceis, as alegrias, as tristezas. Acordar pela manhã e ver tudo isso que aconteceu me comoveu muito, por vários motivos, por ter vivido em minha cidade algo parecido com a tragédia do Brasil de Pelotas e o acidente do ônibus, naquela noite que não acabou. Por ser amante dos esportes e professor de Educação Física e torcedor, amar isso, viver isso. E principalmente pelos familiares, o mais difícil é sempre pra quem ficou aqui, eles necessitam de todo o apoio possível.
   Todas as ações que estão sendo promovidas, do Palmeiras poder jogar com a camisa da Chape na última rodada, do movimento para que não possam ser rebaixados por três temporadas, do possível empréstimo de atletas sem custeio. Tudo isso é apenas um conforto, uma maneira de amenizar a dor, uma forma de tentar aclamar os corações de todos que se solidarizaram com a tragédia. Sinceramente espero que tudo isso seja feito, apesar de serem apenas medidas simples, representam como o esporte e a vida se parecem, o quanto o apoio é importante. Não importa que time você torce, se gosta ou não de esporte, se acha que jogadores de futebol ganham muito pra correr atrás da bola, nada importa. O importante é que se lembrem dos grandes momentos que cada uma das pessoas dentro do avão passou, sempre os bons momentos, isso que realmente importa, o amor que sempre existiu e sempre vai existir. 
   #ForçaChape deixo aqui minhas palavras de solidariedade com todos e meus sentimentos a todos amigos e familiares, que a força que vocês têm lhes ajude a passar por esse momento difícil. 

Heróis do passado: Rashard Lewis

Começo da carreira
   Para os saudosistas dos anos 90, trago aqui um texto sobre um dos bons nomes do final da década de 90 e dos anos 2000. Um ala de enorme potencial, que teve uma carreira de sucesso mas que poderia ter sido melhor, se não fosse por conta das lesões. Vamos relembrar hoje Rashard Lewis, um dos grandes nomes dos SuperSonics e Orlando Magic.
   Vindo diretamente do ensino médio após dominar o Texas na liga das escolas públicas, postando médias de 28.2 pontos, 12.4 rebotes e 5.4 tocos por partida, médias que lhe renderam o prêmio de USA Mr. Basketball em 98. O ala chegou a NBA no Draft de 1998, depois de negar as bolsas de Florida State, Kansas e Houston, foi a 32° escolha do Draft, escolhido pelo Seatle SuperSonics. Na época em que foi escolhido, era o último atleta a permanecer na "sala verde", onde os 15 melhores prospectos do Draft ficam até sua seleção. 
   Lewis teve uma temporada discreta, com apenas 2.4 pontos, 1.3 rebotes e 0.1 tocos por partida. Ele levou duas temporadas para se adequar a liga, mas depois disso decolou. Juntamente com Ray Alles tornaram os SuperSonics um contender durante os anos 2000. Com os Sonics foi  All-Star em 2004/05, anotou em 2003 contra os Clippers 50 pontos, e de quebra foi o maior cestinha da história da franquia em bolas de três com 918 arremessos convertidos.
Fnais da NBA pela primeira vez
   Depois de nove anos em Seatle com médias de 16.6 pontos e 5.8 rebotes, foi jogar pelo Orlando Magic, assinando um contrato em 2007 por seis anos no valor de 118 milhões de dólares. Em sua primeira temporada foi trocado de posição, deixando de ser ala e jogando como ala/pivô. A mudança foi boa, Lewis rendeu bem, tanto que anotou sua pontuação mais alta da carreira como ala/pivô, fez 53 pontos. Nos Palyoffs conseguiu levar o Magic a segunda rodada, e mesmo sendo o cestinha da equipe e anotando seus recordes pessoais em pontos, rebotes e assistências, o Magic só venceu uma partida contra o Piston.
   Na temporada 2008/09 foi o segundo cestinha da equipe com 17.7 pontos, o que lhe rendeu uma vaga no All-Star game. Essa deve ter sido a melhor temporada de sua carreira, nesse ano ganhou um jogo contra os Cavs no primeiro jogo da série final de conferência, que ele disse ser o arremesso mais importante de sua carreira. Nas finais da NBA sucumbiram ao Los Angeles Lakers em cinco jogos. 
O título da NBA e o fim da carreira
   No começo da temporada 2009/10 foi suspenso por 10 dias sem salário por após testar positivo para uma substância proibida. Em dezembro de 2010 foi trocado para o Washington Wizards em troca por Gilbert Arenas. Pelo Wizards atuou por 60 jogos em duas temporadas, com médias de 9.7 pontos e 4.9 rebotes. Em 2012 foi trocado para o New Orleans Hornets e depois aceitaram um acordo e renunciaram o contrato. Depois disso, assinou por dois anos com o Miami Heat e voltou a jogar com seu ex-companheiro Ray Allen, conquistando seu único título da NBA nessa temporada (2012/13). Em julho de 2014 assinou um contrato com o Dallas Mavericks, mas seu contrato foi revogado apenas 4 dias depois após descobrirem que seu joelho direito precisava de uma cirurgia.
   Rashard Lewis foi um daqueles caras que dava vontade de ver jogar, habilidoso, forte, dominante, com um estilo de jogo interessante. Teve uma boa carreira, e foi mais um daqueles atletas que marcaram uma geração. Deixou a liga com médias de 14.9 pontos e 5.2 rebotes, foi 2 x All-Star e 1 x Campeão da NBA. 



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Lebron James e seus 1000 jogos

Lebron James e sua carreira absurda

   Beirando os 32 anos a pouco mais de um mês, o ala do Cleveland Cavaliers, Lebron James, já alcançou marcas e elogios suficientes para ser considerado um dos melhores de todos os tempos e não mostra nenhum sinal de desaceleração.
   No jogo de logo mais a noite, Lebron vai entrar em quadra pela milésima vez na Quicken Loans Arena, quando os atuais campeões e anfitriões recebem o Dallas Mavericks. Lebron já é comparado com outros astros da NBA na sua milésima partida, com marcas tão boas ou melhores que muitos deles, como KG, Michael Jordan, Vince Carter.
   Durante suas 14 temporadas na NBA com os Cavaliers e o Heat, as equipes lideradas por Lebron possuem um recorde geral de 671-328 (67,2% de aproveitamento), com Lebron possuindo 194.7 do total de vitórias (uma estimativa do número de vitórias contribuídas por um jogador).
   Os números não contam a história inteira, no entanto, como a lista de realizações de Lebron desde ser a primeira escolha do Draft de 2003 para o time da sua cidade natal, que lhe ajudou a aparecer como uma força imparável do basquete e um talento extraordinário, tornando-se um rosto provável para Springfield no final da carreira.
   Da maneira que têm jogado Lebron deve quebrar mais alguns recordes na liga, provavelmente ganhe mais alguns anéis e o mais impressionante, deva passar Jordan no ranking de pontuação e talvez alcance ainda mais. 

Anthony Davis, o cara que manda em New Orleans


Sobrancelha manda na equipe de acordo com os colegas

   Desde o retorno de Jrue Holiday os Pelicans venceram quatro partidas em sequência, por uma margem de 13.5 pontos. Holiday é um dos motivos, mas o catalisador, obviamente, é Anthony Davis.
   O desempenho de 45 pontos do sobrancelha na quarta-feira contra o Minnesota Timberwolves foi a terça na temporada de 40 pontos ou mais, e AD está com médias de 33 pontos, 9.5 rebotes e quase 3 tocos por jogo durante essa série de vitórias.
   Quando perguntado se esse é o melhor que viu Davis jogar, Holiday concordou que seu companheiro de equipe chegou a essa zona rara.  "Todo mundo poderia dizer isso, meu cara pode pontuar em 10 pessoas". - disse Holiday de acordo com Justin Verrier da ESPN.
   Enquanto Holiday retorna após uma situação médica com sua esposa, Tyreke Evans é o próximo retorno esperado, uma grande adição a equipe, mas ainda assim, os Pelicans só vão longe quando carregados por AD. 
   Davis está carregando os Pelicans no momento. Depois de um tempo sem jogar na temporada, ele está de volta com uma produção ao nível de 2014/15, quando terminou em 12° em eficiência com 30.8. Agora com a liga de folga para o thanksgiving, é o segundo colocado em pontuação na liga.
   "Estou espantado a cada momento pelos arremessos que ele consegue fazer através de marcações duplas e triplas. É um desempenho de MVP". - disse Tim Fraizer, armador. 
   Ainda assim, há um longo caminho a percorrer, e Davis ainda tem que jogar mais do que 68 partidas em uma temporada, algo que não aconteceu nesses seus cinco anos de carreira. Os Pelicans tem um recorde de 6-10, mas contam com Mavericks e Blazers mal, o que da uma esperança de conseguir algo bom esse ano. O que realmente se vê é que AD estava jogando sozinho, mas a volta de Holiday e Evans vai melhorar a equipe e a série de vitórias pode continuar.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Love mitando

Love mitando

   Kevin Love estava pronto para os seus arremessos, ele que é a terceira opção do ataque do Cleveland Cavaliers teve 34 pontos no primeiro período contra o Portland Trail Blazers. Em apenas 12 minutos acertou 11 de 14, sendo oito bolas de três e quatro lances-livre.

   Suas marcas quebraram facilmente os recordes da franquia para pontos  (24) e bolas de três (5) em um período. Com essa pontuação alcançou a segunda maior marca da NBA em pontos em um período. A história pode ser feita hoje em Cleveland.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Vida longa aos pivôs

Embiid ressalta a posição 

   Já fazem quatro anos que a NBA eliminou a posição de pivô da votação para All-Star, optando por três jogadores de frontcourt ao invés de dois alas e um tradicional cinco.
   O novato Joel Embiid, dos Sixers, é um legítimo pivô com aspirações de chegar ao espetáculo de fevereiro algum dia. Ele vê a jovem safra de jovens com pivôs altamente talentosos estabelecendo-se na liga, esperando que algum dia a posição voltar a se destacar durante uma era em que as equipes procuram por um grupo de atletas mais baixos.
   "Você tem KAT (Karl-Anthony Towns), você tem Myles Turner, Kristaps (Porzingis), então, muitos caras jovens, muitos pivôs dominantes, Andre Drummond. Eu espero que eles tragam de volta a posição de pivô para o All-Star. Por toda a liga há um monte de jovens pivôs, eu acho que estamos fazendo um retorno". - disse Embiid após a vitória contra o Heat na segunda-feira, de acordo com Jessica Camerato do CSN Philly.
   No momento em que a posição foi retirada, Stu Jackson, que era o presidente de operações, afirmou que o jogo estava evoluindo e se afastando dos pivôs tradicionais, e isso desempenhou um papel forte para a retirada da posição da votação.  Embiid tem apenas 10 jogos de experiência na NBA, mas parece que vai ser um All-Star nos próximos anos se continuar jogando assim. Ele gera muita mídia com seus tweets e posts engraçados, ao mesmo passo que vem destruindo nas quadras com os Sixers.
   Embiid está com médias de 18.4 pontos, 7.3 rebotes, 2.3 tocos e com 49,2% de aproveitamento, isso tudo em apenas 22,2 minutos por partida. 
Concordo com o Embiid em tudo. Primeiro a alguns anos a liga já não possui um pivô que domine o jogo e consiga carregar uma franquia nas costas. Segundo, acho que a ação de tirar o pivô da votação pela justificativa do papel dele no jogo ter diminuído até válida, porém, analisando os pivôs que jogam hoje na NBA, a posição tem que ser aberta a votação novamente. Embiid, Towns, Porzingis, Turner, são exemplos de pivôs versáteis, que adequaram-se ao jogo, chutam bem de todos lugares da quadra, driblam bem, passam, pegam rebotes e são ágeis demais pro seu tamanho.
   O ponto que quero chegar é, a votação deve voltar a ser por posição como antigamente, e os pivôs novos justificam isso. Me preocuparia muito mais em marca um cara de 2,21 m que chuta de três, pega rebote e dribla do que marcar um cara que chuta muitas bolas de três. Simplesmente porque o cara que chutar bem de três se marcado sobre pressão, vai errar, agora um cara de mais de 2,10 m que tem muitos recursos é um monstro quase imparável. 
   Como amante dos anos 90 e saudosista desse tempo, fico feliz com essa nova geração de pivôs porque, mesmo com novos recursos, vejo um pessoal que pode dominar uma equipe como outrora Shaq, The Drem, Patrick Ewing faziam.