sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Paul George quer reerguer os Pacers

All-Star retorna para toda a temporada de 2015/16

   Voltando no tempo, em fevereiro de 2014, Lebron e seus amigos All-Star (conhecidos como Miami Heat), enfrentaram um sério desafio, o Indiana Pacers. Essa força que surgia se despedaçou logo em seguida, em grande pate devido a supostas questões de  química envolvendo o volátil Lance Stephenson e a bizarra queda de produção de Roy Hibbert que era um dos melhores defensores do garrafão da NBA.
   Os Pacers obrigados a cair para contenção na última temporada após um final de temporada decepcionante, principalmente com a fratura na perna de Paul George em uma partida de exibição da seleção dos Estados Unidos, o que fez os Pacers caírem. Enquanto seu retorno no final da temporada impressionou, já que era esperado que ficasse de fora de todos os jogos, George teve atuações limitadas e não contribuiu mais do que um role player.
   É justo esperar mais de George nessa temporada, afinal já faz alguns meses que está recuperado, e aos 25 anos, poderia vir para uma melhoria considerável em seu jogo. O George que estamos acostumados a ver em uma temporada completa, flertou com uma vaga no All-NBA Primeiro Time e teve médias de 21.4 pontos, 6.8 rebotes, 3.5 assistências e 1.9 roubos de bola, com uma excelente defesa. Jogadores que atuam em duas posições com qualidade são extremamente raros, e uma recuperação completa de George dará aos Pacers uma vantagem em um contra um, o que pode ajudar nos Playoffs.
   A temporada de George pode ser um sucesso, mesmo que os Pacers não atinjam todas as suas metas, ele é jovem e ainda tem tempo para atingir o seu potencial considerável. De certa forma, se ele não mostrar tudo que pode, ainda assim deve ser considerado para o All-Star Game. No entanto, o âmbito de seu retorno tem um impacto imediato,o que pode determinar o que virá a acontecer na Conferência Leste.
   A volta de George não torna os Pacers favoritos, mas já ira melhorar o nível da equipe. Com certeza ele deve voltar com muita gana de jogar, uma temporada praticamente toda de molho deve ter aumentado a motivação dele, e com certeza ele quer provar pra todos que ainda pode ser aquela estrela que complicou Lebron e o Miami Heat.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

NBA e suas regras complexas

As regras complexas da NBA

   Nem mesmo a maioria dos fãs da NBA deve conhecer algumas dessas regras. Faltas pessoais, caminhar, duplo-drible, elas estão presentes em todos os jogos, então elas se tornam parte do nosso subconsciente quando assistimos aos jogos.
   Para toda regra comum existem aquelas complexas, que todo grande fã faz um esforço tremendo para se lembrar as vezes. Você pode ver essas regras durante um jogo em toda temporada, dizer que elas são obscuras é um pouco de eufemismo. 
   10- Quebrar a tabela (técnica): Raramente jogadores da NBA quebram a tabela, ainda mais depois das feitas de acrílico. No entanto se isso acontecer será uma falta técnica por conduta anti-desportiva. Além disso, se o jogador já tiver uma técnica, ele não será ejetado do jogo.
   9- Bola ao alto: Você pode pensar que uma bola a alto é uma parte simples e direta do jogo, mas se os jogadores não estiverem bem alinhados pode complicar. Em qualquer situação de bola ao alto, se os saltadores não estiverem alinhados, e o erro for descoberto:
1- Depois de mais de 24 segundos, as equipes vão continuar arremessando para essa cesta até o restante do tempo ou do tempo extra. Se o erro for descoberto no primeiro tempo, as equipes irão arremessar a cesta decidida no tapinha inicial para o segundo tempo.
2- Se em 24 segundos ou menos, todas as jogadas serão anuladas.
   8- Nenhum negócio com os proprietários da NBA: Os jogadores da NBA ganham muito dinheiro e optam por investir em diferentes ramos. Uma delas é em franquias de esportes. Seguindo alguns colegas, Kevin Garnett tentou comprar um pedaço da AS Roma, clube de futebol mas não pode. Por quê? Pois o principal proprietário da Roma é dono de uma parte do Boston Celtics, e co-participação em negócios com proprietários da NBA não é permitido.
   7- Violação do lance-livre: A maioria dos jogadores de basquete não sabe disso. Embora raramente aconteça, os jogadores devem começar o seu movimento de arremesso em até 10 segundos após receber a bola na linha do lance-livre. Se não fizer, é uma violação e a equipe adversária recebe a posse no fundo bola.
   6- Equipe visitante escolhe a cesta em que vai arremessar: No início de cada jogo, o treinador da equipe visitante é chamado para decidir em qual cesta vai arremessar para começar a partida. Muitas equipes arremessam na frente de seu banco, para ver mais de perto quais ajustes devem ser feitos no ataque enquanto preparam a defesa.
   5- Bola fora na tela: Se um jogador acertar o telão ou computador fora da quadra, será contado um erro para sua equipe, mas não uma falta pessoal ou da equipe. Muito simples, mas relativamente desconhecido.
   4- O auto tempo: Há uma regra na NBA que cada equipe tem que pedir um tempo por período, mesmo que eles não chamem por conta própria (para fins comerciais normalmente). Como resultado, se uma equipe pedir todos os seus tempos antes do último período, será dada uma técnica para equipe pelo tempo automático pedido.
   3- Exclusão por falta: Se uma equipe ficar com quatro jogadores devido a exclusões por falta ou lesões, o último jogador excluído deve ficar no jogo, sempre devem haver cinco em quadra. Não é assim tão simples, se o jogador que está excluído por faltas fizer uma falta, será cobrada uma falta técnica, uma falta pessoal e uma falta da equipe.
   2- Draft do desastre: A NBA tem um plano de backup para as equipes se algo terrível acontecer com parte de sua equipe. De acordo com a regra, a NBA possuí um plano de contingência ativa se cinco ou mais jogadores morrerem ou perderem a temporada por lesão.  O Draft do desastre, seria realizado em outras equipes da NBA que só podem proteger cinco atletas, os sextos homens ficariam disponíveis. Não podendo ser escolhido mais do que um jogador por equipe. Esperamos que isso nunca aconteça, mas é uma regra interessante de se tomar nota.
   1- Limitações das jogadas de quatro pontos: As únicas maneiras de um jogador fazer uma jogada de quatro pontos são, arremessando uma bola de três e sofrendo contato tendo um lace para cobrar, ou fazendo uma cesta de dois e ser derrubado de forma flagrante, tendo dois lances para cobrar. A NBA acredita que só assim se podem fazer quatro pontos, mas se um atleta sofrer uma falta comum que resultaria em dois lances, e em seguida uma flagrante, ele têm direito a quatro lances-livres. Porém, se ele converter os três primeiros arremessos, ele não cobra  quarto, se errar algum lance-livre, terá direito a cobrar o quarto. Estranho não?

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Quem bateria Lebron no mano a mano?

The GOAT é o primeiro da lista sem dúvidas

   Essa postagem vai gerar muita discussão, mas isso é bom, faz parte da vida do blogueiro. Então, é o seguinte, concordo plenamente com está lista e ressalto que falo dos nomes abaixo no ápice de suas carreiras. 
   Lebron James tem dominado a liga nos últimos 5 ou 6 anos, ele mesmo disse que é o melhor jogador do mundo. Assim, uma grande questão vem a tona: quem poderia parar The King?  Lebron traz grandes dificuldades jogando no matchup, tanto no ataque contra na defesa, sendo muito difícil de encará-lo. Então alguns nomes do passado vem a tona, não que eles vencessem com facilidade, mas que poderiam fazer, a lista tem 10 nomes.
   10° Larry Bird: Bird pode não ter o físico igual, mas ele poderia arremessar de qualquer lugar e era tão bom defensor quanto Lebron James. Com pés um pouco lentos, Bird compensou essa deficiência com bom posicionamento e timing. Ele era uma máquina de roubar bolas como Lebron, e ambos tem um grande volume de jogo, o que tornaria a disputa ainda mais acirrada. Onde Bird têm vantagem é nas bolas de três, sua média na carreira de 37,6% supera em muito a de Lebron de 34,1%, o que faria Bird ter uma pequena vantagem e ter uma vitória apertada.
   9° Bill Russell: Se o 1 x 1 fosse baseado em anéis, Russell ganharia com as mãos nas costas. Com 11 campeonatos em 13 anos como profissional, junto com Maurice Richard do Montreal Canadiens para o maior número de títulos em qualquer grande liga. Dito isso, Russell tem duas polegadas a mais que Lebron, mas pesa pesa 25 libras a menos. Onde ele ganha vantagem sobre Lebron é na defesa, não era tão bom arremessador como Lebron, mas era um reboteiro e um bloqueador de arremessos rijo na dinastia dos Celtics do início dos anos 60. Russell é o segundo de todos os tempos no total de rebotes, então qualquer arremesso desperdiçado por Lebron é recuperado, e provavelmente convertido.
   8° Julius Erving: Pelos padrões modernos do basquete, Erving era fraco fisicamente. Lebron com 2,03 m e 108 quilos facilmente empurraria Erving para onde quisesse com seus 2,00 m e 90 quilos. No entanto, Erving era um dunker revolucionário e usava sua capacidade atlética para evitar ser bloqueado perto do aro. Usava também sua velocidade e perspicácia  para putbacks  nos rebotes ofensivos, o que sem dúvida ajudou nas suas estatísticas ofensivas já berrantes (mais de 30000 pontos na carreira e uma média de mais de 24 pontos por partida). Eles não o chamavam de Dr.J por acaso.
   7° Scottie Pippen: Jordan foi o estilo por trás de todos os títulos do Bulls nos 90, mas Pippen era a essência. Um arremessador subestimado, Pippen era um monstro na defesa e fez os alas oponentes trabalharem muito para conseguir pontuar. Como Lebron Pippen tem 2,03 m e é apenas um pouco mais magro. O que daria vantagem a Pippen é seu foco na defesa, com a capacidade de roubar a bola de Lebron e partir para a zona de arremesso. Pippen foi escolhido para All-Time de Defesa oito anos consecutivos na década de 90 e tinha médias de 16.1 pontos no mesmo período. Talvez não se iguale a Lebron no ataque, mas na defesa ganharia o jogo.
   6° Allen Iverson: Sim, Iverson. Apesar de ser bem menor com 1,82 m e 74 quilos, contra 2,07 e 108 quilos de Lebron, ele é listado por uma razão, a sua velocidade mortal. Em vários esportes é assim, é algo que não se pode ensinar e é difícil de defender ou manipular. Ele seria muito difícil de defender, e para Lebron sozinho seria impossível pará-lo. Isso faria Lebron defender um pouco longe de Iverson, o que abriria espaço para os arremessos do perímetro. Enquanto para Iverson será impossível marcar Lebron no garrafão, se conseguir levá-lo para longe, com mãos e pés rápidos, complicaria Lebron para driblar e com certeza perderia muitas bolas.
   5° Kevin Duratn: Se velocidade mata, tamanho complica muito. Durant certamente tem o tamanho certo. Não fisicamente, mas na altura. Sem altura fica difícil competir com Lebron. Um bom arremessador como Durant fará lebron defender o tempo todo, o cansando com estiver com a posse de bola. Defendendo Lebron no um contra um, está o problema, Durant é um sólido defensor mas não ótimo, e Lebron é incrível ofensivamente, o que não ajudaria em nada o MVP de 2014. O que ele precisaria é tentar tirar a movimentação de Lebron, forçando jumpers longos que possa contestar com seu tamanho. Mais fácil falar do que fazer, mas não vejo outra maneira.
   4° Tracy McGrady: Sim, T-Mac. Sabemos que ele não está na mesma classe de Lebron, mas habilidade por habilidade ele está lá em cima. Não é tão grande como Lebron, mas como já mencionamos Durant tem o tamanho, mas T-Mac é melhor defensor. Suas qualidades defensivas são os motivos pelos quais está na lista e não seu primo, Vince Carter. T-Mac terá que fazer tudo que foi mencionado com Durant, e ele é mais explosvio. T-Mac tem tamanho e capacidade para bater Lebron. Ele pode? Talvez.
   3° Magic Johnson: Earvin tem que estar na lista pelo simples fato de ser um armador no corpo de um ala de força. Não só por seus 2,10 m, mas sua agilidade. Ele podia jogar em todas as cinco posições, tanto que foi MVP das Finais duas vezes e em posições distintas: pivô e armador. Bem como, poderia defender nas cinco posições, algo fundamental no mano a mano com Lebron. A altura de Magic neutraliza a vantagem de Lebron sobre a maioria, e mais, Magic tem as habilidades necessárias para criar problemas a Lebron que a maioria dos caras de seu tamanho não tem. Lebron é um pouco mais atlético e rápido, e ele dependerá disso para tentar vencer a lenda dos Lakers.
   2° Kobe Bryant: Ele definitivamente tem chances de vencer Lebron no mano a mano. Kobe é um dos jogadores mais habilidosos em ambos os lados da quadra, que já se viu jogar. Ofensivamente ele é incrivelmente habilidoso e pode pontuar de várias maneiras, Lebron teria muitos problemas o defendendo. Defensivamente, Kobe é um exímio marcador e focado pode ser perfeito. Ele não será capaz de bloquear Lebron completamente, mas pode complicar muito. Além de Magic e Jordan, ele pode ter a melhor chance. 
   1° Michael Jordan: Existe algum questionamento do porque? Primeiramente ele é considerado o melhor de todos os tempos e há uma razão para isso. Durante o auge de Jordan a todos os jogadores da liga foram feitas duas perguntas: 1) Quem é o jogador que você menos gostaria de marcar? e 2) Quem é o jogador que melhor lhe marcaria? Adivinhem quem foi o líder das respostas de ambas as perguntas? Ofensivamente Jordan possuí um arsenal de jogadas imparáveis. Ele é um excelente arremessador de média distância, muito bom nas bolas de três, pode driblar qualquer um, pode recorrer a uma série de fakes, e pode saltar e arremessar de qualquer lugar da quadra. Se precisar pode jogar no post-up e contra caras maiores que ele, bem como, não apenas vencê-los fora. Seu fade away mortal, que pode fazer para ambos os lado, faz grandes defensores apenas ficarem olhando. Nunca houve ninguém capaz de marcá-lo no um contra um, e com Lebron não seria diferente. Enquanto foi capaz de marcar caras maiores (inclusive Magic), a força e agilidade de Lebron causariam problemas a Jordan, mesmo ele sendo um grande defensor. Assim, mesmo que não vá parar Lebron, ele deve atrasá-lo o suficiente para ganhar com seu jogo ofensivo.


domingo, 30 de agosto de 2015

Heróis do passado: Darryl Dawkins

Sua marca registrada
   Hoje nossa série vai homenagear um cara que nos deixou essa semana, Darryl "Chocolate Thunder" Dawkins, um jogador que impressionou por sua força nas enterradas, que o digam as tabelas que ele destruiu, um cara que mudou as tabelas e foi até mesmo proibido de enterrar. 
   Dawkins começou no basquete pela Maynard Evans High School, em Orlando,  seu técnico Fred Pennington o considerava como provavelmente o melhor jogador que a escola teve e uma das melhores pessoas que conheceu. Em 1975 foram campeões estaduais e Moses Malone foi levado pela Utah Stars da ABA, ele que jogava na Petersburg High School adversária na final. Aos 18 anos ele desistiu da escola e tornou-se elegível para o Draft da NBA de 1975, tentando seguir os passos de Moses Malone. Ele foi a quinta escolha geral pelo Philadelphia 76ers. Com seu tamanho, velocidade e toque, era esperado que ele dominasse a liga. 
   Como um talento bruto que necessitava ser lapidado, Dawkins amargava o banco dos Sixers nas suas duas primeiras temporadas. Como novato jogou apenas 37 partidas, anotando 2.4 pontos e 4,5 minutos por jogo. Na temporada seguinte teve pouco espaço na temporada regular, mas começou a surgir nos Playoffs. Ele foi crucial nas finais, mesmo com a derrota para os Blazers de Bill Walton, anotando 7.3 pontos e 5.4 rebotes por jogo na pós-temporada. Na temporada de 1978/79 ele achou seu papel, saindo do banco para 25 minutos por partida e médias de 11.7 pontos e 7.9 rebotes, ficando em segundo na liga em percentual de aproveitamento dos arremessos com 57,5%. 
O homem que quebrava tabelas
   Ele continuou evoluindo, nas duas temporadas seguintes os Sixers foram longe, em 1977/78 perderam nas finais de conferência e em 1979/80 perderam nas finais para os Lakers em seis jogos. Em 1979 Dawkins mudou o basquete ele enterrou com tanta força que quebrou a tabela, três semanas depois novamente fez isso. A NBA decidiu então decidiu que quebrar a tabela seria uma ofensa, e que seria passível de multa e suspensão. Ele foi o primeiro jogador a quebrar tabelas e os apelidos surgiram The Chocolate-Thunder-Flying, Robinzine-Crying, Teeth-Shaking, Glass-Breaking, Rump-Roasting, Bun-Toasting, Wham-Bam, Glass-Breaker-I-Am-Jam. 
   Ainda com os Sixers chegou as finais de conferência de 1981 e perdeu para os Boston Celtics, tendo 60,7% de aproveitamento dos arremessos, e médias de 14 pontos e 7.2 rebotes. Nas finais de 1982 perderam novamente para os Lakers, e Dawkins foi trocado para o New Jersey Nets por uma escolha de primeira rodada do Draft. Aos 25 anos chegava aos Nets, onde teve duas temporadas produtivas, 1982/83 ele foi o terceiro da NBA em aproveitamento com 59,9% e 12 pontos de média. Na temporada seguinte teve a mais alta média de pontos da carreira com 16.8 e 6.7 rebotes. 
   Infelizmente a campanha 1983/84 foi a última completa de Dawkins, as lesões o limitaram a 39 jogos em 1984/85. Na temporada de 1985/86 ele escorregou e machucou as costas na banheira, ano em que os Nets foram as finais e ele jogou apenas 32 partidas. Ele tentou voltar nas temporadas seguintes com Nets, Jazz e Pistons, mas os problemas nas costas o limitaram a 26 jogos nessas temporadas. Ainda assim foi campeão da NBA com os Pistons em 1989. 
   Ainda assim, tentou voltar em 1994 com os Nuggets e 1995 com os Celtics, participando dos campos de treinamento. Passou vários anos jogando fora da NBA, jogando na Itália, por Torino, Olimpia Milano e Telemarket Forli. Teve uma breve passagem pelos Globetrotters, Sioux Falls Skyforce e Winnipeg Cyclone. Em 2009/10 foi técnico da Lehigh Carbon Community College. No último dia 27 de agosto faleceu aos 58 anos de ataque cardíaco.
   Dawkins não foi uma super estrela da liga, mas soube se fazer presente e de certa forma ser dominante, a força que tinha para enterrar é muito absurda para época, era como Shaq nos anos 90. Graças a ele que as tabelas foram modificadas, com os aros retráteis que jogamos hoje. Ele é parte da história e merece nossa homenagem.
   Abaixo um vídeo com as enterradas do monstro, Dunkenstein como ele se intitulava.

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

10 Busts da NBA: onde estão agora?

Sam Bowie, o homem escolhido antes de Jordan

   O Draft da NBA é repleto de muita esperança dos torcedores, é o momento em que eles procuram aquele cara que vai levar a sua equipe ao topo da liga. Infelizmente nem todo bem sucedido atleta universitário ou internacional está pronto para a NBA. Alguns caras não têm a movimentação, alguns se encontram no sistema errado, e outros simplesmente são cortados pela rapidez e maneira de jogar nesse nível. Seja qual for o motivo, essas estrelas caídas foram cortadas e tiveram de construir suas vidas longe dos holofotes.
   Você já não se pergunto onde esses caras estão hoje? Abaixo a história deles:
   10° Darco Milicic: Muitos de vocês provavelmente lembram de Milicic sendo selecionado logo após Lebron James e antes de vários All-Stars, como Dwyane Wade e Carmelo Anthony. Ele não durou muito na NBA mas ainda é atleta profissional, lutador de Kickboxing na Sérvia.
   9° Todd Fuller: Somente os fãs dos Warriors vão se lembra de Fuller pelo que fez em quadra, com médias de 3.7 pontos por jogo em cinco temporadas na liga. Fuller é um dos Busts mais notáveis, pois ele foi selecionado antes de Kobe Bryant, Fuller foi a 11° escolha de 1996. Ele agora reside na Carolina do Norte e é professor de matemática na Escola Comunitária Queen's Grant.
   8° Chris Washburn: Washburn foi banido da NBA após apenas três anos por falhar em três testes separados de drogas. Ele foi a terceira escolha da Draft de 1986. Ele continuo a lutar contra seu vício antes de finalmente procurar ajuda em 2000 após a morte de seu pai. Atualmente reside na Carolina do Norte onde é dono de um bem sucessido restaurante.
   7° Bryant Reeves: Bryant "Big Country" Reeves era um astro de Oklahoma State antes de entrar para o Vancouver Grizllies, na sexta posição do Draft de 1995. Ele lutou contra uma terrível dor nas costas durante a sua curta carreira de seis anos na NBA. Atualmente é dono de uma fazenda.
   6° Ed O'Bannon: O'Bannon era um jogador da UCLA em 1995, liderando os Bruins até o título da NCAA. Infelizmente seus joelhos não aguentaram e ele durou dois anos na NBA, antes de jogar em inúmeras ligas do exterior, ele foi a 9° escolha do Draft de 1995 pelos Nets. O'Bannon tem sido notícia nos últimos dias por conta de um processo de grandes proporções que move contra a NCAA por não compensar os direitos de uso de imagem. 
   5° Jonathan Bender: Bender entrou na NBA vindo direto do Ensino Médio com a esperança de ser habilidoso com 2.13 m, mas as lesões atormentaram a sua carreira de oito anos. 60 jogos foi o máximo que jogou em uma temporada. Ele foi a quinta escolha do Draft de 1999 pelos Raptors. Ele criou um dispositivo de treinamento para fortalecer os joelhos, JB Intensive Trainer.
   4° Robert Swift: Os Sonics tentaram a sorte com o fenômeno do Ensino Médio, mas logo viram que o grande erro que cometeram. Swfit foi a 12° escolha de 2004. Swift era mais conhecido por suas tatuagens ridículas do que qualquer coisa que tenha feito em quadra em seus quatro anos de NBA. Ano passado Swift foi preso depois que a polícia encontrou drogas, armas e um lançador de granadas em sua casa em Washington. 
   3° Adam Morrison: Os Bobcats acharam que tinham selecionado o salvador da franquia em 2006, na terceira posição. O All-American de Gonzaga não conseguiu traduzir suas habilidades para o nível profissional e nunca teve um grande impacto no jogo. Morrison agora é coordenador de vídeo assistente em Gonzaga.
   2° LaRue Martin: Martin só jogou quatro temporadas na NBA depois de ser a primeira escolha do Draft de 1972 pelos Blazzers, tendo médias de 5.3 pontos por jogo. Em um ponto a ESPN o nomeou como a pior escolha de Draft do esporte profissional. Ele trabalha na sede da empresa UPS como gerente de serviços comunitários em Illinois.
   1° Sam Bowie: Bowie jogou por 11 temporadas na NBA e foi selecionado para a equipe All-Rookie de 1985, onde foi a segunda escolha do Draft. Infelizmente as lesões atormentaram a sua carreira e ele ficou conhecido como o cara escolhido antes de Michael Jordan. Ele tem tido sucesso na carreira de treinador e proprietário de cavalos de corrida no Kentucky.  

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

As 10 melhores escolhas de segunda rodada do Draft da década

Escolha de segunda rodada que joga em nível de primeira

   Existem muitos bons jogadores que jogavam muito na escola e na faculdade, mas isso não é o suficiente para impressionar os olheiros, assim, eles acabam sendo escolhidos na segunda rodada. Uma vez assinado com uma equipe tudo é possível, inclusive ter nível de jogo de escolha de primeira rodada.
   De Alex English a Manu Ginobili, a segunda rodada do Draft está pronta para produzir as estrelas mais surpreendentes. Abaixo uma lista com as 10 melhores escolhas de segunda rodada da última década.
   10° Khris Middleton: Foi selecionado na 39° posição do Draft de 2012 pelo Detroit Pistons. Depois de uma temporada mediana como novato, foi negociado para o Milwaukee Bucks onde tem intensificado o seu jogo. Durante as últimas duas temporadas teve médias de 12 pontos por jogo, e têm se tornado uma das peças ofensivas da equipe. Nesse Bucks cheio de promessas, o céu é o limite para Middleton.
   9° Louis Williams: Foi selecionado na 45° posição do Draft de 2005 pelo Philadelphia 76ers, Williams não teve muito tempo de jogo em suas duas primeiras temporadas. Na temporada 2007/08 teve médias de dígitos duplos em pontuação e se tornou um jogador para jogar como ala. Em sua segunda passagem como agente livre assinou com os Hawks e dois anos depois foi negociado para os Raptors, onde foi eleito o Sexto Homem do Ano com uma média de 15.5 pontos por jogo vindo do banco. 
   8° Chandler Parsons: Foi selecionado na 38° posição do Draft de 2011 pelo Houston Rockets e imediatamente provou que sua posição estava errada. Em sua temporada de novato teve médias de quase 10 pontos e 5 rebotes por jogo, sendo titular a maior parte do tempo. Depois de três temporadas produtivas em Houston, Parsons assinou com os Mavericks depois que os Rockets não quiseram igualar uma oferta. Em Dallas foi titular em todos os jogos que disputou e é uma das peças fundamentais da equipe.
   7° DeAndre Jordan: Foi selecionado na 35° posição do Draft de 2008 pelo Los Angeles Clippers, começou a receber um tempo de jogo em sua terceira temporada, começando a se destacar como um jogador mediano. Desde então, liderou a liga em percentual de arremessos três vezes e em rebotes duas vezes. Depois da novela com o Mavericks, que deixou todos perplexos, assinou com o Clippers por 4 anos e U$ 80 milhões, algo que não se espera de uma escolha de segunda rodada.
   6° Nikola Pekovic: Foi selecionado na 31° posição do Draft de 2008 pelo Minnesota Timberwolves e tornou-se um dos melhores pivôs da liga em sua segunda temporada, depois de aumentar muito sua produção. Depois de muitas temporadas com boa produtividade, se machucou e ficou de fora da maior parte da temporada 2014/15. Seu tempo de jogo será menor agora que os Wolves tem Karl-Anthony Towns, a primeria escolha de 2015, mas ele deve aproveitar cada minuto.
   5° Isaiah Thomas: Foi selecionado na 60° posição (última) do Draft de 2011 pelo Sacramento Kings. Você não espera que a última escolha do Draft anote 11 pontos por jogo na sua temporada de novato, mas Thomas provou ser tudo que os Kings precisavam. Ele, assinou com os Suns e foi trocado para o Boston Celtics, onde teve médias de 17.5 pontos por jogo em sua primeira aparição em Playoffs.
   4° Monta Ellis: Foi selecionado na 40° posição do Draft de 2005 pelo Golden State Warriors e na sua segunda temporada ganhou o prêmio de Jogador que mais evoluiu, com médias de 16.5 pontos. Em 2011 foi para o Bucks e dois anos depois foi para os Mavericks, onde obteve médias de 26 pontos por jogo na pós-temporada de 2015. Com a eliminação precoce dos Playoffs, ele assinou com os Pacers, e ele pode ser o melhor jogador da liga a não ser selecionado para um All-Star Game.
   3° Paul Milssap: Foi selecionado na 47° posição do Draft de 2006 pelo Utah Jazz. Ele intensificou seu jogo na terceira temporada e tem melhorando desde então. Ele foi nomeado All-Star em 2014 e 2015 e foi membro chave para a histórica temporada regular dos Hawks. Milssap é um bom arremessador, reboteiro e defensor e é atualmente um dos melhores jogadores da liga.
   2° Goran Dragic: Foi selecionado na 45° posição do Draft de 2008 pelo San Antonio Spurs, mas foi negociado imediatamente para o Phoenix Suns. Ele era uma opção de armador acima da média na temporada 2013/14, quando se tornou um armador de elite com médias de 20 pontos por jogo e recebendo o prêmio de Jogador que mais evoluiu. Ele agora joga para o Miami Heat e é uma das peças chave da franquia que está sendo montada para o futuro.
   1° Marc Gasol: Foi selecionado na 47° posição do Draft de 2007 pelo Los Angeles Lakers, mas foi trocado por seu irmão Pau, que levou a franquia para as Finais de 2008, 2009 e 2010. Mal sabiam eles que Marc se tornaria uma estrela e candidato a MVP antes dos 30 anos. Marc Gasol é a melhor segunda escolha da última década e uma das melhores da história.  Todo mundo dizia que ele foi escolhido por causa de seu irmão, mas ele está chegando a um nível de jogo que nem Pau alcançou.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

1960: A década que mudou o basquete

A maior rivalidade da década Bill x Wilt
   O debate entre Bill Russell e Wilt Chamberlain parece ter sido resolvido, como estudioso do basquete para compreender e analisar a defesa, o impacto de Russell sobre o jogo foi absurdo. Isso não diminui as incríveis façanhas de Chamberlain (com um jogo de 22 pontos, 25 rebotes e 21 assistências e uma temporada com médias de 50.4 pontos e 27.2 rebotes de média), ele foi um dos cestinhas mais imparáveis da história e um dos melhores reboteiros de boa parte da década de 60.
   O que fazia com que Chamberlain fosse parado por Russell? A resposta é simples, os elencos de apoio, os de Chamberlain nunca foram tão bons quantos de Russell e Boston. Quando foram bons, como em 1967 na Philadelphia (Hal Grerr, Chet Wlaker e Billy Cunningham) e 1972 em Los Angeles (Jerry West e Gail Goodrich), ambas equipes eram sensacionais, foram campeãs e estabeleceram o recorde de maior número de vitórias em uma temporada. O recorde dos Lakers de 1972, só foi batido em 1996 pelos Bulls, que também tinham um grupo fantástico e não foi batido por mais ninguém. Sendo assim, as duas melhores temporadas de Chamberlain estão entre as cinco melhores da história. As equipes de Russell ganharam todos campeonatos que puderam, mas nunca ganharam mais de 62 jogos em uma temporada.
   Isso é tudo a favor de Chamberlain, ele realmente era incrivelmente bom, um dos cinco melhores jogadores da história e o segundo melhor da década de 1960. Mas Russell era o primeiro. Ele era a estrela e líder de uma equipe nove vezes campeã na década, foi All-Star em toda a década, um bom pontuador, um habilidoso passador e um incrível reboteiro. Ele melhorou o seu jogo nos Playoffs, onde por duas oportunidades teve médias de 20-20 e a média de rebotes mais alta por jogo na pós-temporada, 30 rebotes por jogo em 1961.
   Mas o mais importante,Russell modificou completamente a arte de defender. Houveram grandes defensores antes, George Mikan foi um deles, mas as diferenças físicas eram tão grandes que Russell parecia ser de outro esporte. Ele estudou muito o jogo, em sua autobiografia conta que junto com seu companheiro de Universidade, KC Jones, eles estudavam os arremessos, onde a bola iria cair se batesse em determinado ponto do aro e onde posicionar-se, e encontraram novas maneiras de serem grandes. Russell era um atleta fenomenal, aprendemos com essas gerações que dotes físicos combinados com inteligência criavam jogadores imparáveis. Ele foi a vanguarda desse tipo de atleta (com Mikan como um protótipo), não era apenas alto ou rápido, ou apenas muito inteligente, ele era tudo isso. E ele usou esses atributos para dominar onde a maioria das superestrelas não fez, na defesa. 
   Em muitos aspectos Russell transformou um jogo de parque em um esporte de homens que pensam. Ele elevou o nível do basquete rapidamente em suas 13 temporadas como atleta, e ajudou a moldar as futuras gerações de pivôs. Nós adoramos ver bandejas acrobáticas, enterradas potentes, passes impossíveis e pontes aéreas, mas a defesa é metade do jogo. E Russell dominou dos dois lados, e avançou mais do que qualquer um na liga. Essa é a história dos anos 60. 
   Uma década repleta de estrelas, algumas se aposentando mas ainda jogando em alto nível, alguns novos astros chegando e uma mudança tremenda na forma de se jogar basquete sendo vista. Não é a toa que muitos dos nomes aqui citados são lendas da NBA e membros do Hall da Fama.
   Abaixo o Time de da Década de 1960
Primeiro Time: Bill Russell, Elgin Baylor, Jerry Lucas, Oscar Robertson e Jerry West.
Segundo Time: Wilt Chamberlain, John Havlicek, Tom Heinsohn, Hal Greer e Richie Guerin.
Terceiro Time: Bob Pettit, jack Twyman, Bailey Howell, Sam Jones e Lenny Wilkens.
Menções honrosas: Walt Bellamy, Willis Reed, Nate Thurmond, Billy Cunningham, Chet Walker e Dick Barnett.