quarta-feira, 29 de junho de 2016

Brown uma boa escolha de Boston

Brown é um jovem de potencial, só precisa ser trabalhado

   Confesso que não estava ligado em Jaylen Brown, mas por culpa minha, não acompanhei a NCAA muito bem nessa temporada, mas quando selecionado eu corri para internet para saber mais sobre o armador de 19 anos e 2,01 m. Brown foi um destaque na sua equipe, California, com boas médias, 14.6 pontos, 5.4 rebotes, 2 assistências e 43% de aproveitamento dos arremessos.
   Ele foi o Calouro do Ano da PAC 12, foi nomeado Primeiro Time PAC 12, solidificando-se como uma escolha TOP 10. Brown joga como armador, mas ele tem altura suficiente para ser um small forward e se continuar crescendo, e dependendo da forma como for trabalhado, pode chegar a altura e talvez, jogar como power foward. O armador apresentou muito potencial atacando em transição, consegue criar oportunidades para pontuar, é um jogador muito atlético, tem potencial para ser um bom defensor.
   Em contrapartida, possuí uma mecânica de arremesso contestável, sobre pressão seu arremesso fica ainda pior, executa alguns fade aways em situações desnecessárias, por vezes segura a bola demais. Devido aos problemas com sua mecânica ele acabou com apenas 31% de aproveitamento do perímetro, mas se conseguir aperfeiçoar todos esses aspectos do jogo será um excelente armador.
Brown tem uma boa visão de jogo e deve se encaixar muito bem nos Celtics, tanto como um reserva para Isaiah Thomas, quanto como um ala recebendo para chutar e com espaço para infiltrar no garrafão. Analisando o elenco dos Celtics, na minha opinião, se tiver um bom desenvolvimento, Brown poderia ser o ala titular da rotação por sua altura, atleticismo, mas se melhorar o arremesso, assim contribuindo muito para o ataque da equipe.
   Realmente espero que Brown evolua os seus aspectos ofensivos, ele é um jovem de talento e que pode ajudar muito no processo de renovação do Boston Celtics. Abaixo deixo um vídeo para analisarem e tirarem suas conclusões do atleta.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Ingram = Durant?

18 anos, 2° escolha do Draft e comparado a Kevin Durant

   Ser calouro na NBA nunca é fácil, ainda mais quando se é uma dos primeiras escolhas do Draft. Brandon Ingram chegou a NBA como a 2° escolha, para defender um dos times mais tradicionais, senão o mais tradicional, Los Angeles Lakers e já é comparado a Kevin Durant logo de cara.
   As comparações com KD vão além de sua forma física, as habilidades e estilo de jogo de Ingram lembram muito as de Durant e, se bem trabalhado, tem potencial para ser um grande nome da liga. O jovem de 18 anos, completa 19 em setembro, tem 2,06 m e pesa 86 kg, tem habilidades impressionantes e foi muito tempo cotado para ser a primeira escolha. Ingram jogou em Duke com médias de 17.3 pontos, 6.8 rebotes e 2 assistências por partida, acertando 41% das bolas de três pontos, com 42% de aproveitamento dos arremessos de quadra principalmente com arremessos catch and shoot, com uma mecânica rápida e consistente, muito inteligente em movimentações sem a bola e em encontrar espaços na quadra. Possuí um incrível manejo de bola para altura, um grande potencial como criador de arremessos e bom em arremessar após o drible. 
   Infelizmente ele é muito magro, precisa ganhar massa muscular para tornar-se uma ameaça ainda maior, muitas vezes ele era forçado por jogadores mais fortes para longe de suas zonas de conforto. Precisa melhorar seu arremesso após o drible, que possui um aproveitamento de apenas 32%. Sobre a sua defesa, ele será fundamental para o Lakers, com seu tamanho e sua velocidade em deslocamento lateral, ele é capaz de marcar jogadores das posições 2 a 4 e até mesmo alguns armadores em pressão. Apresenta um grande potencial para rebotes, tanto de ataque como de defesa, sabe posicionar-se e utiliza sua altura e envergadura da melhor maneira possível. Nos tempos de Duke ele melhorou sua consciência defensiva, mas não sabemos a sua capacidade em marcar uma equipe com um ataque melhor, ele é um grande competidor mas não podemos dizer se ele será competente a cada noite.
   Ingram tem um jogo muito bom, suas habilidades e movimentações na quadra são rápidas e sutis, ele realmente pode ser um pilar para reerguer o Lakers. Juntamente com Julius Randle e D'Angelo Russell, o futuro dos Lakers parece ser muito promissor, se conseguirem adicionar ao elenco um bom agente livre, podem pensar em voltar aos Playoffs, talvez ainda esse ano dependendo de como as coisas forem. Não digo que ele vai ser o no novo Kobe, mas apresenta potencial suficiente para tornar o Lakers uma equipe competitiva novamente, pode demorar algumas temporadas, mas não é impossível.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Heróis do passado: Tim Duncan

Wake Forest o início de tudo
   Hoje nossa série vai contar a história de um futuro Hall da Fama, não sabemos ainda se ele se aposentou ou não, mas merece muito ser lembrado. Para um cara que queria ser nadador profissional nas Ilhas Virgens, sua terra natal, o basquete foi a melhor opção que teve após um furacão. Vamos exaltar hoje a grandeza de Tim Duncan, um veterano da liga que é um mito.
   Duncan nasceu e se criou em Christiansted, Saint Croix, uma das principais ilhas que compõem as Ilhas Virgens. Ele se destacou na natação assim como uma de suas irmãs, Tricia, tendo como objetivo competir nos Jogos Olímpicos de 1992 pela equipe americana. Infelizmente, em 1989 o Furacão Hugo destruiu a única piscina olímpica da região e Duncan teria de treinar no mar, mas seu medo de tubarões o impediram. 
   Aos 14 anos, a mãe de Duncan faleceu lhe fazendo prometer que terminaria os seus estudos, o que explica o porque de entrar na NBA somente após sua graduação. Aconselhado pelo irmão, Timmy começou a jogar basquete como uma forma de aliviar a dor que sentia, no começo teve dificuldades de se adaptar, mas como senior na St. Dunstan Episcopal High School, com médias de 25 pontos por jogo começou a demonstrar potencial. Várias universidades demonstraram interesse, mas posteriormente selecionou Wake Forest, onde o treinador necessitava de um cara alto e físico, e logo percebeu que Duncan seria atleticamente talentoso e um rápido aprendiz. 
   Sua carreira no basquetebol universitário o fez ser eleito como o melhor jogador da história da NCAA, seu começo no entanto foi lento, demorando a se adaptar ao jogo. Na sua primeira partida terminou sem anotar uma cesta, mas sua evolução coincidiu com o recorde da equipe de 20-11. Timmy com seu estilo de jogo simples foi muito eficaz, combinando movimentos de low-post, arremessos de média distância e uma defesa forte. Ao fim de sua primeira temporada já era considerado uma escolha top, mas mesmo assim ele optou por terminar a graduação. Ele liderou a equipe ao título da ACC, chegando as finais da NCAA mas perdendo, ainda assim Duncan anotou 12 pontos, pegou 22 rebotes e deu 8 tocos, terminou o ano com médias de 16.8 pontos, 12.5 rebotes, foi nomeado o Jogador Defensivo do Ano e tornou-se o terceiro melhor bloqueador da história da NCAA com 3,98 tocos por partida. 
   Na temporada 1995/96 com uma equipe inexperiente, liderada por Tim Duncan perdeu apenas quatro partidas, venceu a ACC novamente e chegou a final da NCAA com médias de 19.1 pontos e 12.3 rebotes, mas ficou de fora a partir do Sweet 16 por uma gripe. Foi eleito novamente o Jogador Defensivo do Ano e Jogador do ano da ACC.  A temporada seguinte foi ainda melhor para Duncan com médias de 20.8 pontos, 14.7 rebotes e 3.2 assistências, com 60,6% de aproveitamento, sendo eleito pela terceira vez seguida o defensor do ano, Jogador do ano da ACC, Naismith Jogador do Ano, Prêmio John Wooden. Sua carreira universitária é absurda, sendo que 1996 tornou-se o primeiro jogador da história a liderar a ACC em pontos, rebotes, tocos e aproveitamento, terminou a carreira como reboteiro da história. É um dos apenas 10 atletas com 2000 pontos e 1500 rebotes, foi o primeiro jogador da história a chegar em 1500 pontos, 1000 rebotes, 400 tocos e 200 assistências. Encerrou a era universitária com médias de 19 pontos, 10.8 rebotes e 3 assistências, e finalmente se inscreveu ao Draft.
1997: 1° escolha
   A carreira na NBA começou em 1997, quando foi a primeira escolha pelo San Antonio Spurs. Após uma temporada péssima, a chegada de Duncan associada a David Robinson impulsionou os Spurs , a dupla conhecida como as Torres Gêmeas dominou a liga. Duncan mostrou ao que veio logo em sua chegada, na primeira temporada teve médias de 21.1 pontos, 11.9 rebotes, 2.7 assistências e 2.5 tocos por jogo, sendo eleito para o All-NBA Primeiro Time e sendo o Novato do Ano, sendo o novato do mês durante toda a temporada. Nesse ano foram aos Playoffs mas perderam na segunda rodada para o Utah Jazz.
   Na temporada seguinte, em 1998/99, chegando as finais e levando o título com Duncan sendo o MVP das Finais, com médias de 23.2 pontos e 11.5 rebotes, com atuações decisivas para bater os azarões New York Knicks. Ele continuou evoluindo o seu jogo, amentando suas médias de pontos, rebotes, assistências e tocos, mas dessa vez sendo eliminados na primeira rodada dos Playoffs por 3 a 1 pelos Suns. A temporada 2001/02 marcou o começo da queda de produção de Robinson, e os Spurs foram superados pelo Lakers de Kobe e Shaq pelo segundo ano consecutivo. Na temporada seguinte, mais um título da NBA, mais uma vez como o MVP das finais, após conseguirem passar pelo Lakers em 6 jogos, bateram o Nets nas finais e junto com Robinson foram eleitos os atletas do ano pela Sports Ilustrated.
   A partir da temporada 2003, Duncan tornou-se o líder da equipe, com as chegadas de Manu Ginobili, Tony Parker, Bruce Bohen, Hedo Turkoglu, Hobert Horry, Malik Rose, Kevin Willis e Rasho Nesterovic. Com Duncan aprendendo a ser líder, os Spurs perderam nas semifinais de conferência para os Lakers no jogo 5, com aquele arremesso impressionante de Derek Fisher a quatro décimos do fim do jogo. Na temporada seguinte, Duncan conseguiu assumir o seu papel de liderança, levando os Spurs a 59 vitórias e classificando como segundo lugar na Conferência Oeste para a pós-temporada. Ele foi fundamental na trajetória até as finais contra o Detroit Pistons, onde enfrentou o Jogador de Defesa do Ano, Ben Wallace. Depois de duas vitórias convincentes, os Pistons forçaram Duncan para longe da cesta e empataram a série em 3 a 3, mas no jogo decisivo ele dominou com 25 pontos e 11 rebotes, assim sendo pela terceira vez o MVP das Finais.
   Na temporada 2005/06 sofreu com uma fascite plantar, o que diminuiu suas médias para 18.6 pontos, 11 rebotes, 3.2 assistências e 2 tocos, voltando em forma nos Playoffs. Infelizmente perdendo para o Dallas MAvericks no jogo 7, mesmo anotando 39 pontos. Mas as coisas melhoraram, 2007 veio mais um título da NBA para o currículo, ganhando do Nuggets por 4 a 1, do Suns por 4 a 2, e do Utah Jazz por 4 a 1, enfrentando o Cleveland Cavaliers nas finais e varrendo a equipe. Pelas temporadas seguintes, os Spurs sempre chegaram aos Playoffs e algumas marcas foram alcançadas por Timmy, ele se tornou o maior pontuador  e o atleta que mais atuou pelos Spurs em 2011, em 2012 tornou-se o jogador com o maior número de tocos na história dos Playoffs, passando Abdul-Jabbar. Em julho de 2012 tornou-se o único atleta a ter 500 tocos nos Playoffs, nas finais contra o Miami Heat, quando foram derrotados no jogo 7. Na temporada 2013/2014 foi novamente campeão da NBA, vencendo por 4 a 1, Timmy juntou-se a John Salley como únicos atletas a serem campeões em três décadas diferentes. Em 2015 passou John Stockton e se tornou o atleta com maior número de vitórias com a mesma equipe, tornou-se o terceiro jogador da história com 1000 vitórias na temporada regular, o sexto da história em rebotes, o quinto da história a alcançar 3000 tocos.
2015/16 o fim da carreira?
   Nessa temporada chegou novamente aos Playoffs, onde teve a suas piores médias na história com 5.9 pontos, 4.8 pontos e 1.4 assistências em 10 partidas, sendo muito dominado por pivôs mais jovens e jogo rápido dos Clippers que venceram os Spurs por 4 a 3 na série. Essa temporada foi a de médias mais baixas de sua carreira, com 8.6 pontos, 7.3 rebotes e 2.7 assistências em 61 partidas atuadas. Não se tem uma nota oficial que Duncan irá se aposentar, ele te até o dia 29 de junho para aceitar um contrato de 6,39 milhões para a próxima temporada, até lá somente especulações.
   De qualquer forma, esse mito do basquete merece a homenagem, o cara é um membro certo do Hall da Fama, é um monstro desde os tempos de Wake Forest e entrou na NBA com tudo, sendo sempre constante. Foi 5 x Campeão da NBA, 3 x MVP das Finais, 2 X MVP da NBA, 15 x All-Star, 10 x All-NBA Primeiro Time, 8 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, tem o número 21 aposentado por Wake Forest. Na minha opinião foi o melhor ala/pivô da história, com um jogo muito refinado e com uma defesa forte e constante, sua seriedade sempre foi uma marca e Duncan merece todas as honras possíveis.

   

sábado, 25 de junho de 2016

A esperança da Philadelphia

Escolha número 1 e já comparado com Lebron James

   Bryan Colangelo, presidente de operações do Philadelphia 76ers disse: "Ele é um facilitador, um distribuidor e ele vai ter a bola em suas mãos, muito. Ele vai fazer todos na quadra melhor. Ele vai fazer toda a nossa equipe melhor."
   Essa é a expectativa esperada para uma primeira escolha na Philadelphia, algo que só acontece uma vez por geração. Ele chega a liga com muita expectativa sobre si, nos Estados Unidos, muitos especialistas lhe tratam como a melhor primeira escolha do Draft desde Lebron James em 2003 e o consideram o melhor all-around desde Lebron. 
   A esperança dos Sixers recaí sobre os ombros de um jovem de 20 anos, mesmo com uma coleção de jogadores selecionados nas posições de cima do Draft o foco é todo de Simmons. Brett Brown terá o desafio de guiar e auxiliar o jovem atleta, um ala da LSU de 2,08 que tem um potencial absurdo. Os Sixers possuí muitos jogadores grandes no elenco, pivôs e ala/pivôs, Simmons será mais um jogador alto, mas que não tem muita profundidade na defesa, talvez vindo a jogar de ala apesar de sua elevada estatura. 
   Em sua primeira entrevista coletiva, disse que não necessita de uma posição: "Eu posso jogar em qualquer posição na quadra e contribuir. Você pode me colocar da 1 a 5 no ataque ou na defesa."
Ele possuí muita habilidade driblando a bola para alguém de seu tamanho, além de ser um excelente passador. Pode infiltrar para a cesta e possuí o corpo pronto para jogar na NBA, a única coisa que falta no seu jogo é um jump shot consistente, mas isso é algo que o Sixers pode lhe dar, sem falar que Brown tem um excelente relacionamento com Simmons, o que vem empolgando os dirigentes.
   Brown treinou o pai de Simmons na Austrália durante a década de 90, e conhece o jovem Simmons desde então. Por conta dessa relação pré-existente, Simmons disse que sente-se muito confortável e que não poderia pedir um lugar melhor para começar a sua carreira. Ele disse: "É muito especial. Isso é muito raro, mas era o momento perfeito para mim. Estou definitivamente no lugar certo."
   O australiano é a esperança dos Sixers e a sensação entre os novatos, todo mundo espera muito desse jovem atleta que mostra potencial desde seu ensino médio. Pela LSU teve médias de 19.2 pontos, 11.8 rebotes e 4.8 assistências em 33 partidas, infelizmente não conseguiu levar a equipe até o torneio da NCAA e foi um pouco contestado por isso, mas ainda assim o jovem joga demais e parece estar pronto para ser uma estrela da NBA. 

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Burrice é pouco

Perder um armador como Rose é a maior burrice

   Chicago Bulls é a minha franquia do coração, a equipe para quem torço e perco o sono acompanhando os jogos de madrugada desde os 5 anos de idade. Sou da era Jordan, dos campeonatos, da grandeza e de um jejum absurdo de talentos até a chegada de um jovem nascido e criado em Chicago.
   Derrick Rose fez a esperança de Chicago ressurgir, um excelente armador de potencial absurdo, com bom arremesso, passe, boas infiltrações e com uma explosão invejável. Rose começou um processo de reerguer a franquia, foi o MVP mais jovem da história em 2011, levando o time até as finais de conferência contra os futuros campeões da NBA, Miami Heat de Lebron, Wade e Bosh. 
   Infelizmente vieram as lesões nos joelho, que lhe tiraram sua confiança por um bom tempo, fazendo mudar o seu estilo de jogo e tornando-o apenas um bom armador. Ainda assim, quando longe das lesões e com sua confiança voltando a crescer levou novamente o Bulls as semifinais de conferência, como o segundo melhor da Conferência Leste em 2015, onde teve médias de 21.7 pontos, 6.5 assistências e 5.3 rebotes, na derrota de 4 a 2 na série. Nesse momento, Rose já dividia seu espaço com um colega de equipe, chegado em 2011 o ala Jimmy Butler evoluiu rapidamente, sendo o MIP de 2015, temporada em que sua qualidade de jogou ascendeu absurdamente, fazendo dele uma estrela da equipe, assim como Rose.
   Agora começo a falar das idiotices que os managers  do Bulls fazem, primeira delas foi a demissão de Tom Thibodeau, um dos melhores treinadores da NBA, um mito na questão defensiva, algo que é importante demais para o sucesso de uma equipe. Com Thibodeau o Bulls foram a melhor defesa da liga na temporada de 2011/12 e 2013/14 e ainda assim, mesmo sempre indo aos Playoffs e contestando os campeões foi demitido. Segundo erro, contratação de Fred Hoiberg, o cara é bom, mas só sabe pensar em trabalhar o ataque, que ficou pior nessa temporada com o novo treinador do que havia sido com Thib em 2015, e além disso, conseguiu fazer com que Joakim Noah, um dos grandes pivôs da liga, tivesse vontade de deixar a equipe que defende a nove anos. Terceiro e maior erro, trocar Derrick Rose, o jogador da franquia por jogadores medíocres e uma escolha de segunda rodada, qual a necessidade de se fazer um rebuild agora?
   Como o Bulls vai chegar aos Playoffs tendo como única estrela Jimmy Butler, já que Noah quer sair, Gasol estava descontente com a equipe e sem Rose? Parabéns aos gerentes do Bulls, vão conseguir fazer a franquia regredir ao invés de continuar em uma progressão para voltar as finais da NBA. Acredito que o meu sentimento como torcedor seja o mesmo de muitos outros.

terça-feira, 21 de junho de 2016

O Batman de Cleveland

Desmoralizante

   Assim Lebron James foi definido por toco sobre Andre Iguodala, um daqueles lances memoráveis e inesquecíveis das finais, que irá assombrar para sempre Iguodala e todos os fãs do Golden State Warriors por gerações.
   Até mesmo super estrelas da liga ficaram abismados com a jogada de Lebron, Kevin Durant seu companheiro de seleção disse a Royce Yong da ESPN: "Ele parecia o Batman saindo do nada. Sério, ele todo de preto e saindo do nada." Lebron e os Cavaliers jogaram vestidos totalmente de pretos, com suas camisetas de manga para decidir o título. 
   No momento do lance, Lebron estava no lado direito do ataque, nesse momento Irving perdeu a bola e provocou um contra-ataque do Warriors com Curry e Iguodala, no momento o jogo estava empatado em 89 pontos. Quando Iguodala recebeu o passe de Curry, há 1 minuto e 54 segundos do fim, no momento do passe Lebron estava atrás do meio da quadra, menos de três segundos depois ele estava colando a bola na tabela na badeja de Iggy, quase batendo a cara na tabela.
   O lance foi simplesmente magistral, um dos mais marcantes que presenciei nas finais da liga, desmoralizou totalmente o Warriors e foi um ponto de exclamação na vitória, a cereja no bolo do título muito merecido dos Cavaliers. Com suas atuações gigantescas na série, Lebron realmente pode ser comparado a um super herói, para Akron, Ohio e Cleveland ele realmente é. 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Heróis do passado: Toni Kukoč

Pippen marcando seu futuro companheiro Kukoc
   Em nossa série hoje relembraremos um dos grandes estrangeiros que passaram pela NBA, um excelente jogador, dono de um arremesso de muita qualidade, membro de uma dinastia do Chicago Bulls e da melhor equipe da história (Bulls 1995/96).
   Kukoc nasceu e cresceu na Croácia, seu pai amava esportes e tinha sido goleiro em um time da sua cidade natal Split. Quando jovem, graças a suas habilidades atléticas, jogou tênis de mesa e futebol, com um bom destaque no primeiro, com inúmeras conquistas, mas logo decidiu jogar basquete. Aos 17 anos começou a jogar pelo clube de sua cidade natal, Jugoplastika Split, onde foi três vezes campeão da Euroliga de forma consecutiva entre 1989 e 1991, sendo o MVP das Finais duas vezes. 
   Depois foi jogar basquete no Benetton Treviso, onde foi campeão italiano, da copa da Itália e novamente da Euroliga, mais uma vez sendo o MVP das finais. Por conta de suas habilidades nos anos 90 ganhou uma série de apelidos: A aranha de Split, o mágico branco, o garçom e o croata sensação. Aqui entra um fato interessante, ele já havia sido selecionado na 29° posição da segunda rodada pelo Chicago Bulls, mas foi jogar apenas em 1993 com a aposentadoria de Michael Jordan.
   Nesse ponto a história se cruza com a final olímpica, em 1992 o Dream Team enfrentou a Croácia, no livro Michael Jordan: a história de um campeão e o mundo que ele criou, tem uma passagem que conta que Jordan e Pippen não queriam saber sobre a Sensação Croata, que os dirigentes do Bulls queriam contratar. Ambos disseram que não iriam deixar o ala jogar, a fim de que não fosse contratado pela equipe de Chicago, mas de nada adiantou o croata jogou bem terminando com 16 pontos, 9 assistências e 5 rebotes.
3 x Campeão da NBA com o Bulls
   Sua estreia na NBA foi em novembro de 1993, vindo do banco como reserva de Pippen e Grant, teve médias de 10.9 pontos, 3.4 assistências e 4 rebotes por partida. O ala poderia fazer várias funções, por conta de seus 2,11 m e sua agilidade poderia atuar como pivô, ala/pivô ou ala armador. Com a saída de Grant na temporada de 1994/95 tornou-se titular, sendo o segundo da equipe em pontos (15.7), rebotes (5.4) e assistências (4.6), onde teve sua melhor média da carreira de aproveitamento 50,4%. O melhor veio na temporada seguinte, quando começando do banco foi o sexto homem do ano e fez parte do melhor time da história com um recorde de 72-10, sendo o terceiro maior cestinha da equipe e de quebra foi o último jogador a vencer o prêmio de Sexto Homem do Ano e o Título da NBA.
 
Bucks foi sua última equipe
 Kukoc continuou no Bulls até a temporada de 1998/99 onde liderou a equipe em pontos, assistências e rebotes, com médias de 18.8 pontos, 7 rebotes e 5.3 assistências. Era o único remanescente da equipe do segundo three-peat do Bulls, então foi trocado para os Sixers, Hawks até chegar o Bucks onde jogou por quatro temporadas. Ele se aposentou em 2006, quando não recebeu propostas nem de Bucks ou Bulls, que eram suas prioridades para jogar por ser perto de sua residência. Ele encerrou a carreira com médias de 11.6 pontos, 4.2 rebotes e 3.7 assistências, na NBA foi 3 x Campeão da NBA, 1 x Sexto Homem do Ano, All-Rookie Segundo Time e no basquete europeu foi 3 x Campeão da Eruoliga, 2 x Campeão do Eurobasket, 4 x Campeão da Liga Iugoslávia, 2 x Campeão da Copa Iugoslávia, 1 x Campeão Italiano, 1 x Campeão da Copa da Itália, 3 x MVP das finais da Euroliga, 4 x Mister Europa Jogador do Ano, 5 x Euroscar Jogador do Ano, 1 x MVP do Eurobasket e eleito um dos 50 melhores jogadores da história da FIBA.
   Com certeza sua carreira é louvável, tendo sucesso na Europa e na NBA, o Croata Sensação deixou sua marca na NBA e faz parte da história do basquete mundial. Fica aqui a nossa singela homenagem.