domingo, 18 de fevereiro de 2018

Com muita moral

Embiid será dominante na NBA

   Joel Embiid está com tudo na liga, nessa temporada ele participou dos três dias de eventos do All-Star Weekend e ainda foi elogiado por Kevin Durant. Para o ala do Golden State Warriors, o pivô do Sixers está pronto para dominar a liga nos próximos anos.
   "Ele pode arremessar de três. Pode driblar. Ele desenvolveu suas habilidades ao longo do tempo, e ele continua fazendo isso. Ele é um grande jogador. ele é definitivamente um cara que você respeita e vai dominar a liga antes de eu sair". - disse KD em entrevista ontem depois do treino do All-Star Game. 
   Em sua segunda temporada na NBA, Embiid se consolidou como um dos melhores atletas two-way dá liga. Na temporada passada o atleta jogou apenas 31 partidas, devido a uma lesão no joelho e uma cirurgia de menisco, nesse ano em seu primeiro All-Star está com médias de 23.7 pontos, 11.1 rebotes, 3.1 assistências e 1.8 tocos por jogo.
   O site Basketball Reference trás médias incríveis, o pivô é um dos únicos três atletas da liga com pelo menos 20 pontos, 10 rebotes, 3 bolas de três e 1 toco por noite. Os outros dois são Antetokounmpo e Cousins. Não é atoa que o jovem de apenas 23 anos é comentado por todos na liga, Lebron James também rasgou elogios ao atleta.
   "Ele é bom. Ele é muito bom. Muito talentoso. Multidimensional, pode arremessar de fora, consegue infiltrar no garrafão, tem bom trabalho de pés, consegue fazer fakes, joga com muita energia e ele é divertido. Ele é muito engraçado. Um cara muito engraçado".
   Na noite de hoje The Process jogará ao lado de Curry, contra Lebron e Durant que tanto lhe elogiaram. Será que o pivô vai dominar o jogo de hoje?

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Meu All Star Game favorito

O último All-Star Game de Michael Jordan

   Enquanto rola esse jogo ruim das celebridades abrindo o All Star Weekend, resolvi escrever sobre o meu jogo favorito do All Star Game. Alguns dos leitores não devem ter visto essa partida, mas devem fazer isso, vale muito a pena é só procurar no youtube.
   Bem, meu jogo favorito foi o All Star Game de 2003, o último jogo que Jordan faria em sua carreira e na época os duelos eram sempre fortes e disputados entre as duas equipes. Muitas coisas boas aconteceram nesse jogo, foi o primeiro da história a ser transmitido pela televisão a cabo pela TNT, foi disputado em Atlanta e foi o 52° jogo das estrelas.
   Yao Ming foi o primeiro novato em oito anos a ser eleito All-Star, obviamente que o povo chinês ajudou muito pra isso, foi a primeira vez na carreira de Isiah Thomas (como técnico) foi selecionado para a partida. Foi também a primeira vez na história que a liga liberou a votação em três idiomas, inglês, português e chinês. Os titulares foram eleitos por votação, sendo dois armadores, dois alas e um pivô e os reservas por votação dos treinadores da liga. Se alguém se machucasse um substituto era escolhido pelo comissário.
   Outro fato muito importante, se não fosse por Vince Carter, Jordan não teria participado dessa partida. O ala do Toronto Raptors na época foi o terceiro jogador mais votado do lado leste, mas abriu mão de participar da partida como titular para que Jordan fosse fazer sua despedida (obrigado Vinsanity). O jogador mais votado parra esse All-Star foi Kobe com 1.474.386 votos, depois Yao Ming que foi o primeiro novato titular desde Grant Hill em 1995. Pelo lado leste o mais votado foi T-Mac com 1.316.297.
   Por que esse é meu jogo favorito? Além de belas jogadas, enterradas, tocos e tudo mais, teve um famoso fadeway de Michael Jordan para dar ao Leste a vantagem a 3 segundos do fim da prorrogação. No lance seguinte Jermaine O'Neal fez falta em Kobe lhe permitindo dois lances-livres para empatar o jogo. No segundo tempo extra, fato que ocorreu pela primeira vez na história, Garnett dominou e decidiu o jogo.
    No lado Oeste Kevin Garnett anotou 37 pontos, 9 rebotes e 5 roubos de bola, Kobe anotou 22 pontos, pegou 7 rebotes e deu 6 assistências. Pelo lado Leste Iverson anotou 35 pontos, deu 7 assistências e pegou 5 rebotes, Jordan fez 20 pontos e pegou 5 rebotes e T-Mac anotou 29 pontos e pegou 5 rebotes. Somente um atleta foi substituído, Chris Webber foi trocado por Peja Stojakovich por conta de uma lesão.
   O MVP foi Kevin Garnett, mas o mais emocionante foi Jordan se despedir do All-Star Game com uma boa atuação, sou muito sortudo de ter acompanhado a carreira de MJ. Esse é o meu jogo favorito com toda certeza. Jordan foi homenageado no intervalo com Mariah Carey cantando a música Hero, usando um vestido com a estampa da camisa de MJ no Wizards enquanto passava um vídeo com grandes lances de sua carreira. Jordan foi ovacionado de pé por todos no ginásio e fez um discurso agradecendo sua família, ex-companheiros, adversários e fãs por tudo que conquistou na carreira e disse que poderia ir pra casa em paz com o basquete.
   Qual seu All-Star favorito?

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Heróis do passado: Wendell Ladner

Campeão com os Nets
   Continuado com nossa série, hoje vamos relembrar a carreira de sucesso que foi encurtada por circunstâncias do destino. Iremos falar sobre Wendell Ladner, jogador que brilhava pelas quadras da ABA e que foi inspiração para um personagem de filme, teve sua carreira interrompida aos 26 anos em um acidente de avião. Não conhece? Vêm conferir.
   Ladner começou a jogar basquete por Hancock North Central High School em Kiln no Mississippi. De lá foi jogar basquete universitário na Universidade do Sul do Mississippi, antes de ir para a ABA em 1970. Ele entrou na liga sem ter sido selecionado no Draft, mesmo assim foi selecionado para o All-Rookie Primeiro Time com médias de 17 pontos, 11.4 rebotes e 2.1 assistências, provando ser uma ala de potencial atuando pelo Memphis Pros.
Um dos grandes defensores da época
   O ala jogou por cinco equipes diferentes, Memphis Pros, Carolina Cougars, Memphis Tams, Kentucky Colonels e New York Nets. Com 1,96m e 100 quilos, foi um dos grandes responsáveis pelo reforço do garrafão na liga, um ala forte e um dos pioneiros fazendo esse papel ao lado de Dan Issel em Kentucky e depois com Doctor J. nos Nets. 
   Foi duas vezes All-Star, foi ainda campeão da NBA em 1973/74 com o New York Nets, onde teve médias de 8.2 pontos e 5 rebotes por partida. Com um grande potencial, era muito bom defensor e um dos grandes reboteiros da época, mas teve sua carreira encurtada. Após oito temporadas na ABA, Ladner faleceu em um acidente de avião em 1975, só sendo identificado por usar seu anel de campeão da ABA. 
   Os Nets nunca aposentaram formalmente seu número (#4), porém por anos o número ficou inelegível. Apenas Rick Mahorn utilizou em sua passagem pela franquia, em respeito ao atleta o técnico Fritz Massmann não permitiu que nenhum atleta o utilizasse por 17 anos. Atualmente Jahlil Okafor joga com o número que foi de Ladner.

   O ala teve a carreira encerrada tragicamente, manteve médias de 11.6 pontos, 8.3 rebotes e 2.1 assistências por jogo e poderia ter sido ainda melhor. Doctor J. disse que Ladner foi seu companheiro mais engraçado, disse certa vez que o colega queria ser o Burt Reynolds com uma bola de basquete. Anos mais tarde no filme Semi-Pro, comédia sobre o basquete nos anos 70 retrata Will Ferrell utiliza-se desse esteriótipo para seu filem. 


sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Olho neles

Zion Williamson foi disputado por 29 universidades

   Fala galera, hoje trago no texto o TOP 3 do ensino médio dos EUA, jovens que entraram na NCAA na próxima temporada. Acredito que algum deles vocês já devem ter visto em vídeos que rolam pelo Youtube, especialmente Zion Williamson que é o fenômeno dessa classe de 2018.
  O melhor calouro dos mocks que rolam pela internet, mas tomando como base o da ESPN é R.J. Barrett, da Monteverde Academy. Um ala/armador de 2,01 m e 91 Kg, nascido em Ontário no Canadá, foi MVP do Jordan Brand Classic (2016) e do Mundial de Basquete Sub-19 (2017). Na temporada 2017/18 teve médias de 50,4% de aproveitamento dos arremessos, 34,4% das bolas de três e 64,8% do lance-livre, 27.2 pontos, 8.1 rebotes, 3.8 assistências, 1.2 roubos de bola e apenas 1.5 erros. Barrett mostrou ser um jogador que sabe proteger a bola, com muita qualidade na finalização, mas que precisa melhorar seus arremessos de três pontos e os lances-livres. 
   Possuí como pontos fortes: sua envergadura, excelente em transições com passadas longas, busca o contato, possuí um raro nível de confiança para sua idade, excelente passador quando acionado, bom trabalho de pés, grande potencial defensivo para sua estatura, chutador, potencial playmaker, consegue criar seu próprio arremesso. Seus pontos fracos são: pernas pouco flexionadas na defesa, não faz muita força nas trocas de direção, não atingiu seu potencial explosivo, depende de sua estatura e capacidade de finalização mais do que de sua explosão para pontuar, diminuiu sua explosão, passa em momentos errados, lance-livres. 
   O jovem já assinou com a Universidade de Duke, depois de receber proposta de 13 universidades.
   O segundo colocado nos mocks é Zion Williamson, jogador da Spatanburg Day apesar de não ser o primeiro do ranking é disparado o atleta mais cobiçado dessa classe. O jovem ala/pivô tem 17 anos, 2,01 m e 123 Kg, foi All-American na temporada de 2018, com médias de 31.6 pontos, 11.3 rebotes, 2.9 assistências, 2.9 roubos de bola e 2.9 tocos por partida. Sua explosão e atleticismo são simplesmente absurdos para um jovem de sua idade, o grande diferencial de seu estilo de jogo.
   Seus pontos fortes são: envergadura, explosão, velocidade e agilidade, controle corporal, habilidoso, sabe criar seu arremesso, tem bom trabalho de pés. Fraquezas: força os arremessos principalmente saindo do drible, imenso potencial para marcação pois sabe ler o jogo mas não demonstra vontade de fazê-lo, não é bom passador, procura sempre pontuar e tenta driblar com sua mão dominante sempre que possível. Apesar de ser um pouco baixo para sua posição, compensa com sua força e explosão. 
   Williamson é considerado por muitos como melhor atleta dessa classe, sua capacidade de sair do chão é absurda, por conta disso recebeu proposta de 29 universidades, optando por Duke a pouco mais de uma semana.
   Na terceira posição dessa lista está Cameron Reddish, um ala de 2,01 m e 18 anos, jogador de Westtown School, que jogou pela seleção americana Sub-19 no campeonato mundial de basquete. O jovem teve médias de 23.8 pontos, 7.6 rebotes, 3.1 assistências e 1.5 roubos de bola por partida, chama a atenção desde seus 16 anos em training camps. Seus pontos fortes são: sua envergadura e porte físico (comparáveis a Michael Kidd-Gilchrist e Harrison Barnes), atleticismo, velocidade na troca de direção e movimentos. Como pontos fracos: não sabe utilizar bem seu tamanho e porte físico, parece evitar o contato próximo a cesta, não consegue se posicionar bem na quadra, muitas vezes ficando escondido. 
   Recebeu propostas de 5 universidades e optou por Duke.
   O Coach K está bem servido pra próxima temporada ou não?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Heróis do passado: Malik Sealy

2° Maior cestinha da história de St. John's
   O texto de hoje nos mostra como a vida pode ser uma caixa de surpresas, Malik Sealy foi um atleta que tinha uma boa carreira na NBA, passagens por duas equipes e encontrando seu jogo nos Wolves. Infelizmente, faleceu em um acidente de carro e nunca foi esquecido pela franquia de Minnesota, era o melhor amigo de KG e deixou suas marcas. Não conhece ou não lembra de Sealy? Cola aqui.
   Sealy nasceu no Bronx em New York, e recebeu esse nome em homenagem ao ativista afro-americano Malik Shabazz, conhecido como Malcolm X, para quem o pai de Sealy foi guarda-costas. O jovem jogou basquete no ensino médio por Tolentine High School, ele juntamente com seus futuros companheiros de basquetebol universitário, Brian Reese e Adrian Autry, conquistaram o campeonato estadual com um recorde de 30 vitórias e apenas 1 derrota.
   O ala se mostrou um atleta consistente no ensino médio e consegui uma bolsa de estudos para jogar por St. John's onde teve uma carreira maravilhosa. Em seus quatro anos com a equipe anotou 2401 pontos, segunda maior marca da história da universidade, teve médias de 18.9 pontos, 6.9 rebotes e 1.8 assistências, foi 2 x All-American, 2 x Primeiro Time Big East e 2 x vencedor do Prêmio Haggerty, para o jogador do ano da região metropolitana de New York.
Primeira equipe
   Com uma boa carreira na NCAA foi selecionado em 1992 pelo Indiana Pacers na 14° posição, infelizmente sem ter o espaço que necessitava e sem conseguir manter o seu nível de basquete. No seu ano de novato jogou apenas 11.6 minutos por jogo e teve médias de 5.7 pontos, depois de sua segunda temporada foi jogar no Los Angeles Clippers. Em LA teve mais tempo de jogo, foi até mesmo titular na temporada 1996/97, quando teve médias de 13.5 pontos, 3 rebotes e 2.1 assistências por jogo jogando 30.8 minutos. 
   Passou uma temporada nos Pistons e chegou aos Wolves, onde vivia seu melhor momento na carreira. Na temporada 1999/00 teve médias de 11.3 pontos, 4.3 rebotes e 2.4 assistências com 47,6% de aproveitamento dos arremessos (melhor marca da carreira). Ao que tudo indicava caminhava para seu melhor momento da carreira, até o dia 20 de maio de 2000 quando morreu em um acidente de carro com um motorista bêbado, na volta da festa de aniversário de seu melhor amigo Kevin Garnett. Ele foi atingido por uma caminhonete que trafegava na contra mão, Sealy foi sepultado em New York ao lado de seu ídolo, Malcolm X.
   Em sua homenagem o Timberwolves aposentou o número 2 que usava, KG jogou o restante da temporada com 2Malik escrito nos seus tênis, fez uma tatuagem eu seu braço direito para homenagear o amigo e quando foi trocado do Celtics para os Nets optou pelo número 2 para relembrar Sealy. 
#2 aposentado pelos Wolves
   O jovem morreu aos 29 anos, era também ator aspirante, participou de programas e filmes. Em Eddie, filme estrelado por Whoopi Goldberg, era Stacey Patton um jogador de basquete talentoso e egoísta, participou ainda de seriados e tinha sua própria empresa de roupas a Malik Sealy XXI Inc.
  Sealy foi um grande atleta no ensino médio e NCAA, era um bom jogador na NBA e teve seus momentos nas quadras e fora dela, infelizmente seu número foi aposentado em sua homenagem pela sua morte, mas mesmo assim, merece nossa lembrança.




domingo, 4 de fevereiro de 2018

Os super times

Esse ano Duke montou uma pequena panela com os 3 melhores do High School, seria reflexo da NBA?

No bom e belo português os "super times" da NBA são as nossas famosas panelas, juntam os melhores em um time só e vão patrolando todo mundo. Muitas vezes funciona, na maioria delas na verdade, mas em outras o time saí pela culatra.
Trago no texto alguns exemplos de panelas que não funcionaram, e procuro discutir sobre a situação atual da NBA, da fama do Lebron de paneleiro, de alguns rumores sobre o futuro dos Warriors e também sobre a NCAA que aparenta estar começando a entrar nesse mundo de super times.
Primeiramente que alguns super times foram formados na liga ao longo dos tempos, o Show Time Lakers, os Celtics dos anos 80, o Bulls 95/96 que é considerado por muitos especialistas o melhor time da história, o Lakers de 2003, os Pistons e seus Bad Boys. Todas equipes que tiveram sucesso na liga e foram dominantes em suas épocas, fisicamente, taticamente ou até mesmo psicologicamente, eles sabiam como tirar vantagem de seus adversários e vencer campeonatos.
Do outro lado vemos várias tentativas de construção de uma equipe de sucesso, normalmente mediante trocas para tentar criar aquele super time que seria avassalador e bateria todo mundo a caminho de uma dinastia. No papel é tudo perfeito, maravilhoso, porém na quadra as vezes os atletas não se adaptam em seu novo papel, as estrelas da equipe têm problemas de relacionamento por conta de seus egos, ou simplesmente nada funciona. O primeiro super time que passou por isso foi os Rockets de 1984/85, tiveram a sorte de ter a 1° escolha do Draft em duas temporadas e selecionaram Ralph Sampson um fenômeno da universidade (1983) e no outro ano selecionaram Hakeem Olajuwon (1984). Contando com um elenco de apoio talentoso bateram o Show Time Lakers nas finais de conferência mas foram atropelados pelo Boston Celtics nas finais. Depois disso ficaram mais de uma década sem chegar aos Playoffs.
A franquia de Houston aparece novamente na lista em 1996/97, vindo de dois títulos e visando um three-peat os dirigentes acreditavam que para ter sucesso na temporada precisavam de mais uma estrela ao lado de Olajuwon e Clyde Drexler, e contrataram Charles Barkley, formando uma equipe de dar inveja que funcionou bem na temporada regular. Novamente chegando perto de uma final foram eliminados pelo Utah Jazz com um game-winner do John Stockton, decretando mais uma década sem participação nos Playoffs.

Quem também montou duas super equipes e fracassou foi o Los Angeles Lakers, primeiramente em 2003/04 não conseguindo provar na quadra o potencial que tinha no papel. Nessa década o Lakers vinha de um trio campeonato, duas temporadas sem vencer e resolveu fazer mudanças para voltar a ser campeão. Trouxeram apenas Gary Payton e Karl Malone, dois dos melhores da história da liga, ambos em busca de um anel de campeão. Tieram uma temporada de altos e baixos, muito conturbada dentro e fora das quadras, com lesões, problemas de relacionamento e acusações de estupro contra Kobe, dificultando o foco no trabalho. Tudo isso foi demais para a equipe, mesmo chegando as finais foram atropelados pelo Detroit Pistons e perderam a série por 4 a 1.
Exatamente uma década depois os Lakers tentaram formar outra grande equipe, trouxeram um dos melhores defensores da lira, Ron Artest, Dwight Howard e Steve Nash, um dos grandes armadores da história. Os problemas de química em especial de D12 e Mamba afundaram a equipe, juntamente com inúmeras lesões, assim como Kobe que rompeu o tendão de Aquiles e perdeu o restante da temporada. Na primeira rodada já foram varridos pelo Spurs.
Podemos citar o Warriors 2016/17, o time do 73-9 que tomou a virada mais impressionante dos esportes americanos, o Mavericks de 2006/07 que adicionaram a equipe Jason Terry, Josh Howard e Jerry Stckhousee chegaram nos Playoffs como 1° colocados do Oeste e não foram adiante, perdendo para os Warrios.
Ultimamente muito se tem falado em uma nova panela, ma essa se realmente acontecer pode decretar o futuro da NBA. Primeiro que tu tendes a ter uma boa equipe no Leste e ver no Oeste uma batalha feroz para o local. Pois bem, li em alguns noticiários que a ideia de Lebron é ir jogar com o Warriors, mas se realmente acontecer vai acabar com a NBA. Mesmo que o próximo passo seja o de mudar de franquia, Lebron montaria um quinteto titular absurdo com Klay, Curry, Lebron, KD e Green. Uma equipe que, se acontecer, vai ser um espetáculo, mas ninguém sabe ou prevê o que vai acontecer.
Aliás, Lebron é conhecido por ser "paneleiro", sempre influenciando nas trocas e contratações, visando sempre montar uma equipe competitiva e poderosa. Algo bem complicado há alguns anos, cada equipe monta seu núcleo central e vai pra cima. Normalmente cada franquia junta um trio, as vezes quarteto bem forte, com alguns All-Star e tentam levar a liga. Se Lebron for para o Warriors a NBA acaba, a competitividade será nula. Acredito que ele fique por ser competitivo. Ou será aquela frase antiga: não pode com o inimigo? Junte-se a ele.
Aparentemente essa prática chegou na NCAA, claro que em proporções menores. Os atletas têm bolsas de estudo, mas cito o exemplo de Duke que para essa temporada contará com os 3 melhores jogadores do país. Zion Williamson, R.J. Barrett e Cam Reddish aceitaram uma bolsa de Duke e vão disputar a NCAA juntos, formando o melhor time da NCAA na temporada, ao menos no papel. Logicamente Duke visa ganhar marketing e visibilidade se conseguir conquistar a NCAA, e mostra que a formação de panelas para jogar os campeonatos começa, cada vez mais cedo, na vida deles.
Ainda assim é uma faca de dois gumes, as vezes um investimento bem alto que não traz resultado. Finalizo dizendo que sou contra super equipes, queremos muitos times fortes e competitivos, normalmente é Cavs e Warriors, pode ser que esse ano alguém mude essa escrita. Isso acaba com a graça do jogo, a imprevisibilidade, rivalidade e deixa monótono, tomara que na NCAA não comecem a fazer isso também. Imaginem, os três melhores atletas do ensino médio sendo treinados pelo Coach K, só isso já é um atrativo para universidade, somasse as bolsas de estudo e chaces de melhor antes de chegar a NBA e tempos uma pequena panela borbulhando.


Ps: deixando claro que o Warriors somente virou panela com a chegada de KD, seu elenco foi montado de trocas e escolhas do Draft.
   

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Heróis do passado: Brian Winters

Primeira temporada com o Lakers
   Fala galera, chegando mais um texto da nossa série Heróis do passado. Hoje relembramos a carreira de Brian Winters, ala/armador que passou pelo Lakers e teve grande sucesso no Milwaukee Bucks, até com seu número aposentado. Não conhece ele? Vem conferir!
   Brian Winters começou a jogar basquete na Arcebispo Molloy High School, no Queens em New York, onde graduou-se em 1970. Ano que foi jogar basquete na NCAA pela Universidade da Carolina do Sul, sua primeira temporada foi de números expressivos, médias de 23 pontos e 9.8 rebotes. Nas duas temporadas seguintes suas médias caíram muito, mas seu último ano bom o suficiente para lhe alavancar para a NBA, na temporada 1973/74 anotou 20 pontos e pegou 3.1 rebotes.
   Chegou a NBA em 1974 quando foi a 12° escolha do Draft pelo Los Angeles Lakers. Não se sabia muito o que esperar do atleta, visto que vinha de duas temporadas ruins na NCAA, porém na NBA foi muito bem. Em seu ano de novato foi All-Rookie Primeiro Time com médias de 11.7 pontos, 2.9 assistências e 2 rebotes, era um excelente backup para o esquema da equipe. 
Fez história em Milwaukee
   Na temporada seguinte foi envolvido em uma troca para a aquisição de Kareem Abdul-Jabbar e acabou parando no Bucks. Tornou-se atleta titular da equipe de Milawaukee e viveu seus melhores anos como atleta profissional, nas primeiras quatro temporadas com a nova equipe teve médias de 18 ou mais pontos e quase 5 assistências por partida. No ano da troca, sua temporada de estreia na nova casa, teve médias de 18.2 pontos, 4.7 assistências e 3.2 rebotes, provavelmente poderia ser o MIP da liga se existisse o prêmio na época. 
   Sua segunda temporada lhe rendeu a sua primeira aparição no All-Star Game, a segunda vez que participou foi dois anos depois quando teve as melhores marcas de sua carreira com 19.9 pontos, 3.1 rebotes e 4.9 assistências. Atuou por nove temporadas com os Bucks, e foi um dos atletas que manteve a equipe competitiva nos anos 80, jogou apenas até os 30 anos e teve médias de 16.2 pontos, 4.1 assistências e 2.6 rebotes na carreira, sendo 2 x All-Star, NBA Rookie Primeiro Time e tendo o seu número #32 aposentado pelos Bucks. 
Foi técnico e auxiliar
   Depois de sair das quadras como jogador, retornou como assistente técnico de Pete Carril em Princeton. Passou sete anos no Cleveland Cavaliers ao lado de Lenny Wilkens, passou dois anos no Atlanta Hawks e foi o primeiro treinador da nova franquia Vancouver Grizzlies (atualmente em Memphis). Treinou o Denver Nuggets, Golden State Warriors, Atlanta Fivers da WNBA levando a equipe a Playoffs consecutivos, trabalhou com o Indiana Pacers e seu último trabalho foi com o Charlotte Bobcats em 2012/13.