terça-feira, 30 de agosto de 2016

Eu nunca pedi para ser trocado


   Foi o que disse Sergie Ibaka sobre a sua troca para o Orlando Magic. O ala/pivô de 26 anos nativo do Congo estava jantando em Paris no dia 23 de Junho, quando seu telefone começou a bombar com mensagens sobre rumores de troca. Ibaka convencido de que não passavam de meros boatos, desligou o telefone para o resto da noite.
   No dia seguinte ele ouviu de seu gerente que a especulação era verdade, ele não estava mais nos planos do Thunder. Alguns rumores surgiram, dizendo que Ibaka não estava contente com seu papel reduzido no ataque e que planejava sua saída quando tivesse uma oportunidade, mas ele nega.
   "Eu nunca pedi para ser negociado, mesmo havendo um monte de conjecturas da mídia dizendo que estava infeliz com o meu papel. Eu deixei meu agente com o lado comercial das coisas. Eu apenas me concentro no basquete. Não sou o tipo de cara que vou pedir por uma troca, e eu teria sido feliz ficando no Thunder. Jogar na NBA era meu sonho, eu ficaria feliz de jogar em qualquer lugar". - disse Ibaka ao Sl.com.
   O ala de 2,08 m agradeceu aos fãs apaixonados em Oklahoma City, onde jogou suas primeiras sete temporadas na NBA. Mas expressou tristeza por não ter sido capaz de ganhar um título, apesar de ter um elenco que contava com Kevin Durant, Russell Westbrook e James Harden. "Estou decepcionado que nosso grupo nunca foi capaz de trazer a cidade um campeonato, mas eu tive alguns bons momentos lá, e tantos momentos que nunca vou esquecer".
   O Thunder fez várias boas campanhas nos Playoffs em seu pouco tempo de existência, e ficaram a três vitórias de conquistar o troféu Larry O'Brien em 2012. Deixando tudo isso para trás, Ibaka está ansioso para o seu novo começo na Costa Leste. 
   "Me sinto como um novato novamente. Estou emocionado de estar em Orlando. Eu sei que pode parecer loucura para algumas pessoas, que estou animado de ir de um candidato ao título, o Thunder, para uma equipe em reconstrução ... mas jogar agora para Frank Vogel, um técnico que prima pela defesa, é muito emocionante para mim. Temos um núcleo de jogadores com vontade, jovens, atléticos, que vai ser muito divertido. Nós somos old school, equipe smashmouth, e não posso esperar para vestir um uniforme do Magic n noite de abertura."
   Ibaka planeja capitalizar essa oportunidade e retornar a equipe All-Defensive, já que ficou fora das competições por dois meses. Suas médias foram de 12.6 pontos, 6.8 rebotes e 1.9 tocos, um grande nome do basquete.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Heróis do passado: Hal Greer

Sucesso na Universidade
   Hoje iremos relembrar a carreira de Hal Greer, um dos grandes nomes da NBA na década de 60. Jogador de grande sucesso no Philadelphia 76ers, foi parte de um dos melhores times da história da NBA e é dono de marcas históricas, venham conhecer mais sobre essa lenda do basquete.
   Nascido em Huntington, West Virginia, participou de Douglas Junior e Senior High School, em sua cidade natal. Depois, na universidade, jogou por Marshall onde teve três anos expressivos de 1955 a 1958, sempre em evolução. Nas suas três temporadas teve médias de 19.4 pontos e 10.8 rebotes, sendo o segundo quesito bem expressivo quando se trata de um armador, ala/armador.
   Suas habilidades chamaram a atenção do Syracuse Nationals, que lhe escolheram na 13° posição, na segunda rodada. Aos 22 anos, na sua primeira temporada teve números razoáveis, com médias de 11.1 pontos, 2.9 rebotes e 1.5 assistências nas 68 partidas que disputou. Como esperado, o seu potencial foi sendo lapidado e a sua evolução foi cada vez maior, em sua terceira temporada já tinha médias de 22.8 pontos, 7.4 rebotes e 4.4 assistências.
História no Sixers
   Em 1963, a franquia mudou-se para a Philadelphia e Hal Greer foi junto. Ficou ainda mais conhecido por compor um elenco com Wilt Chamberlain, para a temporada 1966/67, quando foram campeões da NBA e destronaram o Boston Celtics que já vencerá a liga oito vezes consecutivas. Nessa temporada, nos Playoffs teve a melhor média da carreira em pontos, 27.7 por jogo, e 5.3 assistências e 5.9 rebotes por partida, contribuindo muito para o título. 
   Uma peculiaridade chamava atenção em seu jogo, a maneira como realizava os lances-livres, com um pequeno salto no ato do arremesso. Ainda assim, sempre foi muito eficiente, encerrando a carreira com 80,1% de aproveitamento. Ele é considerado o terceiro melhor armador da década de 60, atrás apenas de Oscar Robertson e Jerry West, seu ex-colega de West Virginia.
Um dos melhores armadores de sua geração
   Greer participou de 10 All-Star Games consecutivos, e foi MVP em 1968, quando anotou 21 pontos e acertou todos os 8 arremessos que tentou, anotando o recorde de 19 pontos em um período. Ele se aposentou do basquete em 1973, jogando por uma única franquia 15 temporadas, terminou a carreira com 19.2 pontos, 5 rebotes e 4 assistências por jogo de média, 1 x Campeão da NBA, Líder de pontos da história dos Sixers, têm o número 15 aposentado pelo Sixers, número 16 aposentado pela Universidade de Marshall, primeiro negro atleta de Marshall, eleito como um dos 50 melhores jogadores da história da NBA, possuí um trecho de estrada em Hutington, West Virginia, batizada com o seu nome a Hal Grerr Boulevard, membro do Hall da Fama do Basquete, Hall da Fama da Universidade Marshall, único atleta afro-americano em um Hall da Fama de esportes de West Virginia.
   Todos os feitos de Greer só coroam a excelente trajetória como atleta, fica aqui a nossa singela homenagem.


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Nem Kobe, nem Duncan, muito menos Jordan


   A quantidade de anéis que se ganha determina o tamanho do seu legado esportivo, campeonatos são o que dão força para um atleta e sua história, um critério-chave na classificação para ser um dos melhores história.
   Atualmente, quem escreveu um ponto a mais em seu legado foi Lebron James, que venceu o seu terceiro título da NBA, levando os Cavs a uma virada de 4 a 3 para bater os históricos Warriors do 73-9. Ele oficialmente está correndo atrás de Miachel Jordan, o maior ícone do basquete e que Lebron disse estar perseguindo.
   Charles Barkley, amigo próximo de Michael Jordan e atualmente um comentarista da TNT, acredita que o King nem sequer passou ainda as lendas recém aposentadas, Kobe Bryant e Tim Duncan, muito menos chegou perto do GOAT. "O único problema que tenho com isso, não sei como ele vai passar Kobe Bryant e Tim Duncan"- disse Barkley hoje pela manhã a Howard Eskin no 94WIP Morning Show, quando perguntado sobre o desejo de Lebron em alcançar Jordan.
   Barkley acrescentou que seu top cinco pessoal seria Jordan, Oscar Robertson, Bill Russell, Wilt CHamberlain e Kareem Abdul-Jabbar, nunca vai mudar, com Kobe e Duncan em sexto e sétimo respectivamente. Lebron, que é o oitavo da lista, precisaria ganhar o troféu Larry O'Brien mais algumas vezes para atingir o nível de Duncan e Kobe.
   "Agora, se ele conseguir mais dois campeonatos, sim ele está nessa conversa, mas isso é um longo caminho a percorrer", disse Barkley. O Round Mound of Rebound, claramente intitulou a sua opinião. Lebron têm tudo para aumentar a sua galeria de títulos da NBA, de MVP da temporada e das finais e continuar subindo ainda mais na trajetória aos melhores de todos os tempos. 
   Particularmente, acho que Lebron vai chegar entre os cinco melhores da história, com o nível de basquete que joga e a dedicação que possuí deve conseguir. Tomara que possamos presenciar a história sendo feita, assim como foi com Kobe.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Relação estremecida

Dupla em conflito

   A coisa tá feia pro lado de Washington, as duas estrelas da franquia pareciam estar com a relação estremecida, mas a situação é pior do que o imaginado. De acordo com um agente da NBA, em entrevista a The Ringer's Kevin O'Connor: "Tudo o que é público, multiplique por cinco e é assim que eles sentem-se realmente com relação ao outro".
   A dupla, Wall e Beal, é considerada como uma combinação defensiva de elite, mas no início dessa semana o armador insinuou um pequeno atrito entre os dois. A maneira como escolhem passar o tempo livre, completamente diferente, pode ajudar a pincelar uma imagem do porque eles não conseguem uma conexão. Wall gosta de festa, Beal é mais reservado e não saí tanto, o segundo é mais ativo nos treinos, mas o primeiro é percebido como o jogador mais talentoso.
   Outro fator importante aqui, pode ser, o dinheiro. Beal assinou um contrato máximo de cinco anos por U$S 128 milhões, mesmo tendo perdido 19 ou mais jogos nas últimas três temporadas, das quatro em que joga na NBA. Ao longo dos próximos três anos ele irá receber U$S 17 milhões a mais que Wall, embora nunca tenha sido nomeado um All-Star.
   O ponto mais alto da dupla foram 46 vitórias na temporada 2014/15 e siar na segunda rodada da Conferência Leste para a o Atlanta Hawks. Na última temporada a equipe alcançou 41 vitórias e 41 derrotas, perdendo os Playoffs. Wall tem mais três anos de contrato, tornando-se agente livre irrestrito no final da temporada 2018/19.
   Esses problemas de relacionamento podem separar a dupla, assim como aconteceram com outros astros (Kobe e Shaq, por exemplo), e no fim das contas quem perde com a situação é a franquia, pois normalmente com o passar dos anos os jogadores reatam a amizade.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Kevin Durant é passado para OKC



   Os fãs do Thunder realmente querem apagar de vez os rastros de Kevin Duratn em Oklahoma City. Depois de trocar de equipe no mês passado, o antigo restaurante de Kevin Durant em OKC, o KD's foi reformado e reabrirá em setembro, mas com um nome diferente.
   Hal Smith, fundador do restaurante e CEO da Legacy Grill, divulgou um comunicado sobre o novo tema do local, que contará  com mais de 200 figuras proeminentes de Oklahoma. Sem nenhuma surpresa, Kevin Durant não será um dos homenageados pelo restaurante.
   KD vivendo na pele o que Lebron viveu ao sair dos Cavaliers, tomará que ao menos vala a pena e um título entre em seu currículo. Porque, ser odiado por duas cidades em que jogou seria tenso.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Dream Team: imbatíveis


   Toda vez que chegam os Jogos Olímpicos todos ficam eriçados para ver o "Dream Team" em ação. É bem verdade, que para mim, o único Dream Team foi o primeiro, lá de Barcelona 1992 e que esse não tem comparação com nenhuma possível geração de craques, ou seleções que defendam os USA nas competições olímpicas.
   Patrick Ewing, há dois dias atrás, deu uma entrevista e respondeu alguns questionamentos de Jason Concepcion do The Ringer. Poderia alguma edição do Time USA bater o Dream Team?
   Perguntado se qualquer equipe olímpica do Pós-Dream Team, incluindo este, poderia, não ganhar de vocês, mas dar um jogo pelo menos?
Ewing: Não, não.
Nenhum deles poderia chegar perto?
Ewing: Talvez eles pudessem chegar perto, mas nenhum deles nos venceria.
Em uma série de sete jogos, eles poderiam vencer um jogo?
Ewing: Eles conseguiriam uma vitória. É isso aí.
  Essa equipe que disputou os Jogos Olímpicos de 2016 poderia até engrossar o caldo, mas acho que não ia dar nem pro cheiro do Dream Team de 92. De todas equipes montadas, talvez a de 2012 e de 1996, poderiam dar um jogo em parelho, mas ainda assim não seriam páreos para tamanha genialidade envolvida em uma única equipe.
   O Dream Team foi a primeira equipe da história com jogadores profissionais a participar dos Jogos Olímpicos, e todos os seus atletas foram incluídos no Hall da Fama. Eles simplesmente demoliram todos os adversários, vencendo com uma média de 44 pontos de diferença por partida, com a maior diferença de 68 pontos contra Angola, bateram a nossa seleção por 44 pontos e na final bateram a Croácia por 32 pontos.
   Assim como Ewing, acredito que nenhuma equipe no basquete poderia vencer o Dream Team,um elenco que tem Michael Jordan, Scottie Pippen, Larry Bird, Magic Johnson, Karl Malone, Charles Barkley, John Stockton, entre outros, é imbatível, simples assim. O único Dream Team da história é o de 1992, nenhum será comparável, nenhum será maior e muito menos melhor.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Heróis do passado: Billy Cunningham

Voando baixo na NCAA
   Hoje vamos contar a história de um jogador que teve sobressaiu-se nos o sdemais. Para vocês eu ia mostrar o hino do Brazil de Pelotas, com o Felipão e os alunos tzmbem.
   Cunningham começou sua trajetória no Brooklyn, sua fama se espalhou durante o ensino médio. Jogando por Erasmus High, foi MVP, foi All-Team New York City e membro da Parade Magazine All-American Team. Com todo sucesso do ensino médio, foi jogar na Universidade de North Carolina, onde teve ainda mais destaque. Pela UNC ele tem os recordes de rebote, com 27 no total e de pontos 48 em uma partida. Suas médias sempre foram de duplo-duplo, nas suas quatro temporadas teve médias de 24.3 pontos e 15.1 rebotes, sendo o maior reboteiro da história da universidade, e tem ainda as melhores marcas em temporadas de média de rebotes (16.1) e total de rebotes (379).
   Com o sucesso que teve na NCAA, Cunningham foi 3 x All-ACC, Jogador do Ano ACC, 2 x All-ACC Equipe, 1 x ACC Academic All Conference e nomeado um dos 50 melhores atletas da história da ACC. 


Os anos de ouro com o Sixers
   Sua história na NBA começou em 1965, quando foi a 5° escolha do Draft pelo Philadelphia 76ers. Ele chegou a franquia como um sexto homem, com médias de 14.3 pontos, 7.5 rebotes e 2.6 assistências lhe rendendo uma vaga no Primeiro Time de Novatos. Cunningham foi um atleta em constante evolução, em 1967 conquistou seu único título da liga, compondo uma equipe fantástica com Wilt Chamberlain, Hal Greer, Chet Walker e Lucious Jackson, tendo médias de 15 pontos e 6.2 rebotes nos Playoffs, colaborando muito para a conquista.
Rápida passagem na ABA
   Com a saída de Chamberlain, em 1968, tornou-se o franchise player, quando substituiu Jackson como ala/pivô, tendo médias de 24.8 pontos e 12.8 rebotes, levando os Sixers a 55 vitórias e terminando o ano como membro do All-NBA Primeiro Time. Cunningham jogou até 1972 com os Sixers, depois disso juntou-se com o Carolina Cougars da ABA, onde em sua primeira temporada teve médias de 24.1 pontos e 12 rebotes, liderando a liga em rebotes e sendo o MVP da competição. Na pós-temporada bateram o New York Nets e foram as finais, mas perderam para o Kentucky Colonels. No ano seguinte chegaram ao terceiro melhor recorde do Leste, mas foram eliminados nas semifinais para os Colonels, de novo.
   Na temporada seguinte, 1973/74 voltou para os Sixers onde atuou até sofrer uma lesão que decretou o final de sua carreira. Na temporada 1975/76 após pegar um rebote na defesa, Cunningham driblava a bola até chegar a linha de lance-livre e como ele disse o seu "joelho explodiu", sem ser tocado por ninguém, sendo a lesão que pôs fim na carreira do astro. O astro deixou as quadras sendo 1 x Campeão da NBA, 4 x All-Star, 3 x All-NBA Primeiro Time, 1 x ABA MVP, 1 x ABA All-Star, 1 x ABA All-Team, teve o número 32 aposentado pelo Sixers e foi eleito um dos 50 melhores jogadores da história da NBA.
   Depois da carreira como atleta acabar, em 1977 iniciou sua segunda carreira, a de treinador, assumindo os Sixers e fazendo história. Foi o treinador que chegou mais rápido a 200, 300, 400 vitórias na carreira, e com um bom grupo, levou os Sixers as finais em todas temporadas que trabalhou, sempre jogando contra o Lakers. Perdendo em 1980, 1982 e com a chegada de Moses Malone, finalmente vencendo em 1983. Na temporada do campeonato, nos Playoffs teve um recorde de 12 vitórias e 1 derrota.
   Após se aposentar, Cunningham ficou em 12° como treinador na história, com 454 vitórias e detém a terceira melhor temporada regular em percentual de vitórias, 69,8%, atrás de Phil Jackson e Steve Kerr.
   Por todos os seus feitos no mundo do basquete, Cunningham tem a homenagem mais que merecida, parabéns pela trajetória lenda.