segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Heróis do passado: Lou Hudson

Passagem brilhante pela Universidade de Minnesota
   Nossa série hoje conta a história de Lou Hudson, um ala que dominou o jogo e teve muito sucesso na carreira jogando pelo St.Louis/Atlanta Hawks, onde autou 11 anos. Hudson era um ala com um poder ofensivo invejável, que sabia atacar a cesta de todas maneiras possíveis e contava com um arremesso mortal.
   Hudson começou  jogar basquete no ensino médio, na Dudley High School em Greensboro antes de juntar-se a Universidade de Minnesota. Nos tempos de universidade, Hudson teve boas médias em suas três temporadas, sendo um All-American em seu segundo ano, onde obteve médias de 23.3 pontos e 10.3 rebotes. Hudson foi um dos maiores nomes da história de Minnesota, com médias de 20.4 pontos e 8.9 rebotes na NCAA.
11 anos de sucesso com os Hawks
   Sua carreira na NBA começou em 1966 quando foi selecionado na quarta posição do Draft pelo St. Louis Hawks, também sendo selecionado pelo Dallas Cowbys da NFL. Após optar pela NBA, Hudson teve uma temporada de estréia muito boa com médias de 18.4 pontos e 5.4 rebotes, sendo nomeado para o All-Rookie Primeiro Time. Com sua altura, 1,96 m, Hudson poderia jogar como ala armador ou como ala, sua capacidade atlética e poder ofensivo marcaram a sua carreira, tendo um período de sete temporadas consecutivas com 20 pontos ou mais de média.
   Hudson foi seis vezes All-Star com os Hawks, equipe que jogou por 13 anos onde ganhou o apelido de Sweet Lou, por seu arremesso suave e eficaz. Depois dos Hawks atuou por duas temporadas com os Lakers, onde teve as médias mais baixas da carreira e encerrou sua carreira aos 34 anos.
Duas últimas temporadas como um Laker
   Ele foi um dos grandes atletas da sua geração e um dos melhores jogadores da história dos Hawks, tanto que o número 23 que usava foi aposentado em sua homenagem. A Universidade de Minnesota também aposentou a sua camiseta número 14 por conta de sua carreira pela instituição. Hudson foi 6 x All-Star, All-Rookie Primeiro Time e 1 x All-NBA Segundo Time, na carreira teve médias de 20.2 pontos, 4.4 rebotes e 2.7 assistência por jogo. Após aposentado trabalhou um tempo vendendo equipamentos para restaurantes em Atlanta, foi locutor de rádio do Atlanta Hawks. Em 1984 foi para Utah, onde tornou-se investidor imobiliário e criou uma liga de basquete recreativa onde atuou 20 anos como treinador até falecer em 2014.
   Hudson foi um ala de extrema qualidade, com um arremesso suave e preciso, aliado a uma qualidade ofensiva incrível que lhe renderam uma carreira bem sucedida e duradoura.



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

"Eu me vejo nele"

All-Star, provável novato do ano e comparado a Olajuwon

   As comparações entre Embiid e Olajuwon são impressionantes. Ambos nasceram em países africanos loucos por futebol e não jogaram basquete até a adolescência. The Dream é um Hall da Fama, um dos melhores pivôs da história da NBA e aparentemente Embiid pode estar indo pelo mesmo caminho.
   Enquanto Embiid obviamente tem muito caminho para percorrer, o tamanho e a mobilidade dos dois são muito parecidas. A capacidade de arremessar de fora de Embiid é fruto da evolução do basquete, mas mesmo Olajuwon conseguia arremessar de três, algo que era inédito para a época. Tanto que, na sua temporada de MVP em 1993/94, The Dream foi de 8 arremessos de três convertidos para 19, com 42% de aproveitamento. 
   Olajuwon disse em entrevista ao site da NBA: "Eu me vejo nele".
   Ambos possuem muito em comum, estilos de jogo, começo no esporte, até mesmo o continente de que vieram, e pode não parar por aí. Embiid tem demonstrado potencial sim para dominar a posição, é muito jovem, forte e ágil, tem uma variedade de movimentos e formas de pontuar que impressiona e o torna uma ameaça constante. Com certeza da nova geração é um dos atletas mais interessantes de se ver jogar, fora o seu carisma e a maneira como leva sua vida fora da quadra, mostrando ser um cara muito humilde e extrovertido.
   Suas médias nessa temporada são de 19.9 pontos e 7.8 rebotes, que lhe farão ser All-Star em sua primeira temporada e na minha opinião, ser o novato do ano com facilidade. Espero muito que ele se mantenha saudável na liga, provavelmente testemunharemos um dos grandes pivôs da história.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Heróis do passado: Bob Love

   Hoje nossa série vai relembrar a carreira de um ídolo do Chicago Bulls, antes de Michael Jordan aparecer por lá quem comandava a franquia era Bob Love, um excelente ala que pontuava como ninguém e defendia com muita qualidade. Pra quem nunca ouviu falar na fera confere aí, vale a pena.
Love fez sucesso no Bulls
   Love começou sua carreira de sucesso na Morehouse High School em Louisiana, antes ir para a Universidade Southern onde foi All-American duas vezes em 1963 e 1965. Em 1965 foi selecionado na quarta rodada pelo Cincinnati Royals, mas foi jogar na LBL (Liga de Basquetebol do Leste), onde anotou 25 pontos de média e foi eleito o novato do ano e assim chegou aos Royals. Love atuou pela franquia de Cincinnati por duas temporadas, basicamente como um reserva com médias de 6.5 pontos e 3.4 rebotes, em 1968 com a expansão da liga, foi selecionado pelo Milwaukee Bucks no Draft de expansão e trocado para o Chicago Bulls.
   No Bulls treinado por Dick Motta seu jogou fluiu, teve grande destaque na NBA, logo na sua primeira temporada foi titular e teve médias de 21 pontos e 8.7 rebotes. Nas temporadas seguintes médias de mais de 25 pontos, tornou-se All-Star e viveu seus melhores anos na liga. Enquanto atleta do Bulls foi 3 x All-Star, 2 x All-NBA Segundo Time e 3 x All-NBA Segundo Time de Defesa, por sua passagem em Chicago teve o número 10 aposentado, sendo o segundo atleta da franquia a receber essa honra.
Superou a gagueira para trabalhar 
   Love passou ainda por New York Knicks e Seattle SuperSonics. Depois de deixar as quadras teve dificuldades de conseguir um emprego devido a seu problema de gagueira, trabalhou lavando louça de um restaurante e fez uma terapia para falar. Após isso, trabalhou no Chicago Bulls como diretor de relações com a comunidade em 1993, tornou-se um orador motivacional e falava com crianças nas escolas com frequência. 
   Love teve uma carreira respeitável, com boas médias, 17.6 pontos, 5.9 rebotes e 1.4 assistências, sendo uma ala que pontuava bem e marcava bem, um dos grandes nomes da história do basquete e do meu amado Chicago Bulls e incrivelmente não está no Hall da Fama.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Whiteside diz que votos do All-Star Game são sobre popularidade

Pivô do Heat vive grande temporada e está frustrado com as votações

   A segunda parcial das votações para o All-Star Game de 2017 não tem Whiteside como um dos top 10 da Conferência Leste, um ponto que deixou o pivô aborrecido para abandonar o processo de votação dos fãs.
   "As pessoas vão votar em quem elas gostam. É mais uma coisa de popularidade, quero dizer, eu realmente não posso me concentrar nisso, vou me concentrar em ir lá fora e fazer o que é melhor para minha equipe". - disse Whiteside para Ira Winderman do Sun Sentinel.
   A péssima temporada do Heat excluí Whiteside da consideração séria de All-Star, mas ainda assim suas médias individuais são impressionantes. Ele lidera a liga em rebotes com 14.4 por partida, além de colaborar com 7.5 pontos e 2.2 tocos por jogo.  
   Whiteside lamenta a campanha do Heat, enquanto outros como Embiid se agarram em qualquer oportunidade, ele prefere ficar acima da briga para deixar os fãs decidir. "É mais um artifício. Eu vejo os caras e eles só fazem coisas para ganhar mais fãs, fazer piadas no Twitter para fazer as pessoas votar neles. Não tem nada realmente a ver com talento" - conclui o pivô.
   Aparentemente essa declaração é muito mais de frustração do que qualquer outro motivo. Por mais que a popularidade influencie nas escolhas, não vejo isso como o único ponto para ser um All-Star, a campanha ainda influencia muito. Embiid por mais popular que esteja se tornando, é o novato sensação da temporada, tem boas médias e o seu time é um dos piores da liga. Whiteside vive seu melhor momento na carreira, mas não acho que a falta de popularidade vá deixá-lo fora do All-Star Game, talvez outros motivos façam isso, mas essa fala soa como alguém frustrado reclamando como se fosse injusto.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Big3 a liga 3 x 3 só com ex-jogadores da NBA

Big3 superliga de basquete 3 x 3

   Você que gosta de basquete e joga uma peladinha no final de semana normalmente joga 3 x3 né? Pois imagine só, Allen Iverson e Ice Cube estão usando o seu poder das estrelas para criar uma liga 3 x 3 de basquete profissional.
   O magnata do entretenimento e o hall da fama da NBA anunciaram o lançamento da Big3, hoje pela manhã em uma coletiva de imprensa em New York. As equipes formadas por ex-atletas da NBA irão jogar a temporada de oito jogos no verão, a partir de 24 junho com as competições acontecendo cada semana em uma cidade diferente, com todas as oito equipes jogando em cada sábado. Os Playoffs finais terão duração de duas semanas.
   Chauncey Billups, Rashard Lewis e Kenyon Martin são alguns dos ex-jogadores da NBA que estão empenhados em jogar no campeonato. George Gervin e Gary Payton serão dos dois treinadores.
   Os jogos serão disputados em meia quadra e jogados até 60 pontos, com destaque para uma cesta de quatro pontos e um show de intervalo entre os jogos dois e três.
   Imaginem os jogos que teremos, queria a oportunidade de ver uma partida dessas, somente com grandes nomes da NBA dentro e fora de quadra. Tomara que essa liga tenha grande força e quem sabe possa ser transmitida, grande oportunidade de matar a saudade de lendas da NBA nas quadras.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Onde está Rose?

Rose some em um dia e aparece como se nada tivesse acontecido

   O armador do New York Knicks foi visto hoje no treino da equipe, um dia após ter perdido a partida contra os Pelicans por motivos desconhecidos como relatado primeiramente por Ian Begley da ESPN. 
   Enquanto Rose ainda não revelou o motivo da sua ausência, relatos dizem que o fato de estar longe de seu filho está abalando o atleta. Uma notícia separada diz que Rose ficou chateado depois de ser colocado no banco no último período do jogo de sexta-feira. 
   Rose ainda não enfrento punições por suas ações, mas poderia ter sido suspenso pelos Knicks. O antigo MVP da liga tem uma média de 17.3 pontos, 4.5 assistências e 3.9 rebotes na temporada, melhores que na temporada passada. O problema é saber o que realmente aconteceu e até onde isso vai afetar seu jogo, ou pior, seu relacionamento com a organização dos Knicks. Torço para que Rose ponha a cabeça no lugar, independente do que tiver acontecido e volte a jogar o seu basquete de MVP.

Haróis do passado: Sidney Moncrief

Lenda de Arkansas
   Hoje relembramos a carreira de um dos grandes nomes da história do Milwaukee Bucks, Sidney Moncrief, um ala que destacou-se desde o tempo de basquete universitário e que conseguia ser uma dupla-ameaça, atacando e defendendo com maestria.
   Moncrief juntamente com Marvin Delph e Ron Brewer, conhecidos como The Triplets, fizeram sucesso na Universidade de Arkansas, juntamente com o trinador Eddie Sutton, reerguendo o programa da instituição nos anos 70. Graças a Moncrief e seus companheiros o programa passou de um modesto sucesso e desinteresse, para um dos melhores programas de baquete nos anos 90.
   A liderança do ala e seu jogo rápido renovaram o interesse pelo programa Razorback, e inaugurando uma tradição vencedora no programa de Arkansas. Sua camiseta foi aposentada pouco depois que saiu da universidade e ainda é o único, foi o cestinha de todos os tempos de Arkansas até 1992, foi introduzido no Hall da Fama da Conferência Sudoeste e recebeu uma homenagem em 2015 de Arkansas com um banner contendo seu nome na Bud Walton Arena. Ele teve médias de 16.9 pontos, 8.3 rebotes e 2 assistências por jogo, mostrando ser um atleta muito versátil.
Um dos maiores nomes do Bucks
   Sua carreira na NBA começou em 1979, quando foi a quinta escolha do Draft pelo Milwaukee Bucks. Sua primeira temporada foi bem discreta, em vista do que fez em Arkansas, o ala teve médias de 8.5 pontos, 4.4 rebotes e 1.7 assistências, mas isso bastou para que se adaptasse a NBA. 
   Durante a década de 80 ele foi o líder dos Bucks, ajudando a franquia a atingir o terceiro melhor percentual de vitórias, atrás apenas de Lakers e Celtics. Ele foi amplamente conhecido por sua versatilidade na quadra, mesmo sendo um dos melhores alas da liga de sua geração, era muito conhecido por suas jogadas defensivas. Infelizmente, nunca levou os Bucks as finais da NBA, mas mesmo assim por tudo que fez teve seu número aposentado. Chegou a duas finais de conferência, e tinha médias melhores nos Playoffs que na temporada regular, com 16 pontos, 5 rebotes e 3.4 assistências por partida.
Rápida passagem pelos Hawks
   Após ficar um ano sem jogar, atuou pelo Atlanta Hawks, onde teve médias de 4.7 pontos, 1.8 rebotes e 1.4 assistências, suas piores marcas na carreira.
   Moncrief foi 5 x All-Star, 1 x All-NBA Primeiro Time, 4 x All-NBA Segundo Time, 2 x Jogador de Defesa do Ano, 4 x All-NBA Primeiro Time de Defesa, 1 x All-NBA Segundo Time de Defesa, número 4 aposentado pelos Bucks e com médias na carreira de 15.6 pontos, 4.7 rebotes e 3.6 assistências. Ele tinha a admiração de Michael Jordan que disse em entrevista ao LA Times: "Quando você joga contra Moncrief, você está esperando por uma noite all-around de basquete. Ele vai a qualquer lugar que você for, ambas as extremidades da quadra. Você apenas espera isso".
   Moncrief foi um dos grandes nomes dos anos 80, conquistando seu espaço na liga e sendo um dos grandes jogadores two way da história. Fica aqui nossa homenagem.