quinta-feira, 24 de julho de 2014

Lições de vida

   A NBA surpreendeu mais uma vez. Lembram de Isiah Austin, o jovem prospecto de Baylor que teve de encerrar sua promissora carreira em função de uma síndrome? Pois bem, ele foi homenageado na noite do Draft desse ano, sendo selecionado pela NBA, só isso já era o bastante, mas a NBA fez mais. 
   Provando que "nós cuidamos dos nossos", a empresa NBA ofereceu uma proposta de emprego para Austin, para que o mesmo trabalhasse no NBA Cares, nas ações sociais realizadas pelas entidades, auxiliando nos treinamentos e tudo mais. O jovem respondeu que após terminar a graduação vai tomar sua decisão, já que seu ex-técnico, Scott Drew, o convidou para trabalhar como treinador de sua antiga equipe. Austin tem boas opções de emprego para após a graduação, e vai poder decidir sobre o seu futuro, podendo ingressar na NBA, não como jogador como seu sonho, mas fazendo a diferença.
   Esse tipo de ação nos diz muito sobre o esporte americano e a forma como eles pensam e trabalham, deveria servir de exemplo para o nosso basquete e até mesmo para as nossas vidas, nesses dias de individualismo, da era digital, das relações humanas quase vazias, praticamente virtuais, ações como essas demonstram o amor pelo próximo. Quando soube da notícia lembro que me abalei, como disse em outro texto (clique aqui), era o fim de uma carreira que nem havia começado e parecia o fim, mas com a homenagem o comissário Adam Silver prometeu que não deixaria Austin desamparado e não o fez.
   Quem dera em todos os esportes coisas assim acontecessem, esse é o mais puro exemplo de humanidade e compaixão que já tomei conhecimento, e deve ser seguido por todos. Parabéns a NBA por essa iniciativa. 

terça-feira, 22 de julho de 2014

Earl "The Goat" Manigault

Em um tempo que o playground era a diversão do novaiorquino, uma lenda passou por lá... E não saiu mais. Vi o filme que indico anos atrás e a tecnologia me facilita isso - certamente 90% dos leitores já o viram, afinal é sobre basquete.

Acontece que o filme me permite expor os danos que uso abusivo de drogas causa. Earl "The Goat" Manigault era maior que muitos jogadores que vimos nos anos 1980, nos já mencionados esforços para que a Bandeirantes tivesse uma imagem razoável. Isto dito por Kareem Abdul-Jabbar no início deste filme, reprodução de uma entrevista real quando estava aposentando-se. Este filme trata, enfim, de um talento perdido, que vira lenda urbana, por causa do vício. Um vício que o basquete brasileiro, como todo o esporte tupiniquim, joga para baixo do tapete.

Como gosto muito de biografias, sugiro um clique na imagem e ótima reflexão.



sábado, 19 de julho de 2014

A coletividade do esporte coletivo

O triângulo ofensivo
   Antes que digam que meu português está errado, o texto vai explicar o porque do pleonasmo.
   Vivemos em um momento no esporte, de modo geral, em que as individualidades são o forte do esporte, todas as equipes dependem de um super astro e ele deve resolver tudo, marcar, armar, atacar e ser o melhor da partida sempre.
   Porém, o esporte nos mostra de várias formas que poder individual ganha jogo, mas não ganha campeonato, e que o trabalho em equipe supera a qualidade individual. Um exemplo foi apresentado ao mundo a poucos dias, na Copa do Mundo de Futebol vimos que o talento individual ganha jogos, ajuda e muito (caso do Messi na Argentina), mas na hora de decidir mesmo, um conjunto bem treinado e de qualidade é melhor que qualquer super talento.
   Para os amantes do basquete, principalmente os mais velhos, devem lembrar dos Lakers comandados por Magic Johnson, dos Celtics de Larry Bird e do Bulls de Jordan, Pippen e Rodman. O que eles tem em comum? Além de terem um super astro ou dois em cada elenco, tinham um trabalho de equipe invejável, com muito volume de jogo e muita movimentação de bola. Buscavam sempre o melhor momento e o jogador mais isolado para o arremesso, o que prova a coletividade e mostra a inteligência tática dos atletas. Em seu livro, Cestas Sagradas, Phil Jackson fala sobre o triângulo ofensivo do Bulls, criado por Tex Winter, apelidado por Phil como um tai chi para cinco homens. A ideia básica é orquestrar o fluxo de movimentos de modo que a defesa se confunda, formando incontáveis brechas na quadra.
A coletividade da NBA
   A questão nesse sistema ofensivo não é de confrontar a defesa, mas de brincar com os defensores até fazê-los abrir a guarda. Sendo bem executado é um sistema invencível, não é um sistema pré-determinado por isso o marcador não sabe de que forma as ações acontecem. O mais importante nesse sistema é que confere a todos do time poder, todos se encaixam no ataque, não importando as suas habilidades. O Bulls de Phil Jackson jogava assim, os Lakers e os Celtics com Johnson e Bird, tinham formas parecidas de jogar e que deram muito certo. Na última temporada a NBA provou que essa mística ainda existe e funciona, os Spurs venceram a liga trabalhando a bola de maneira incrível, que encantou os fãs e acabou com o big-three do Heat (Bosh, Wade e Lebron). 
   Analisando a forma de jogar dos Spurs podemos ver que, mesmo com astros na equipe como Duncan, Ginobili e Parker, todos atacavam e movimentavam a bola com muita propriedade, parecendo saber a todo instante onde estavam os seus colegas de equipe e o momento certo de passar a bola. Esse tipo de movimentação é o que diferencia as equipes, dos times, a equipe é um conjunto de atletas o time pode ser de um homem só, como os Lakers com Kobe e os Cavs de Irving, e como Jordan disse uma vez: "Estrelas ganham jogos, equipes ganham campeonatos".
   Quem dera o esporte coletivo voltasse a ser mais coletivo.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Reforçando

Reforço de alta qualidade
    Como bom torcedor dos Bulls, a notícia de ontem no final da tarde me alegrou e deu esperanças de uma boa temporada. A chegada de Pau Gasol, que assinou com o Chicago Bulls por 2 anos, alegra os torcedores da franquia da cidade dos ventos.
    Como Sam Smith escreveu no site dos Bulls, já se fala em um big three com Taj Gibson e Joakim Noah, o que traria a equipe uma das melhores defesas da liga, aliados a Butler e companhia. Ao que tudo indica, a anistia de Carlos Boozer deve se confirmar, pois até o momento os Bulls podem oferecer de 6 a 10 milhões para Gasol, se Boozer sair essa margem sobe. Penso que essa troca será muito boa, mesmo gostando do Boozer e ele ter médias de 15.6 pontos e 9.05 rebotes por jogo, suas médias decaíram na última temporada e ele não tem contribuído como antigamente. Uma renovação é a chave para esse time, sem saber como Rose voltará, resta reforçar o garrafão e contar com a experiência de um pivô bi-campeão da liga.
    A chegada do pivô espanhol resolve um problema recorrente da defesa, o homem da sobra, o cara que cobre os colegas e chega inteiro para dificultar os arremessos ou infiltrações adversárias. Mesmo tendo perdido 55 jogos nas últimas duas temporadas, Gasol é tido como saudável, vamos esperar e ver o que acontece,
Jovem promessa
   Hoje, mais um reforço confirmou sua presença, Nikola Mirotic, power forward de 23 anos que atuava pelo Real Madrid, afirmou via twitter que jogará a próxima temporada pelos Bulls. O que já era bom ficou ainda melhor, o jovem prospecto assinou um contrato de 17 milhões, vindo com moral para a NBA, duas vezes o melhor jogador jovem da euroliga e MVP do Campeonato Espanhol em 2012-2013, com um percentual de 46% dos arremessos, o ala-pivô é classificado como um dos melhores arremessadores de 3 do mundo em sua posição e um dos melhores jogadores europeus do mundo.
   As pretensões dos Bulls aumentaram muito pra temporada, de chegar mais uma vez aos Playoffs passou a ser um forte candidato ao título do lado leste pelo menos. Vamos esperar e ver o que essa temporada trará.