quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Meus movimentos são friamente calculados

Dupla de Kentucky reunida novamente

   Parafraseando Chapolim Colorado para explicar a história por traz dessa negociação bombástica. A troca de DeMarcus Cousins e Anthony Davis surpreendeu a todos na NBA, mas os jovens jogadores já tentavam unir forças dentro da a mais tempo. Boogie admitiu hoje, segundo Victoria Nguyen que no último confronto entre os dois, no dia 12 de fevereiro, ambos tentavam se recrutar, nesse dia Cousins levou os Kings a uma vitória por 105-99.
   Os dois ex-atletas de Kentucky Wildcats agora serão companheiros de equipe, como tanto queriam. Boogie, que está com 26 anos já vinha sendo alvo de especulações sobre trocas a algum tempo, já que com os Kings não conseguiu levar a franquia a mais do que 33 vitórias, ou chegar aos playoffs nos seis anos que jogo em Sacramento, mesmo com muito esforço do All-NBA, uma saída era quase inevitável.
   Enquanto isso, AD está preso aos Pelicans até 2020/21, e indicou que não tinha intenções de deixar a Big Easy para fazer essa união acontecer.  O ala/pivô dos Pelicans disse a Justin Verrier da ESPN: "Eu nunca iria para Sacramento".
  E assim, o monoselha seguiu o seu caminho. Agora eles formam a dupla de garrafão mais assustadora da liga, talvez a melhor desde as Torres Gêmeas, e Cousins já chama a dupla de Gelo e Fogo. Sabemos muito bem quem é o fogo não é mesmo? Mas falando sério, eu acredito que eles darão trabalho pra muita gente, por exemplo os Warriors que já tem um garrafão fraco, não vão conseguir conter uma dupla como essas, é fim de playoffs na primeira rodada (minha opinião). Cousins tem médias de 27.8 pontos e 10.7 rebotes e Davis tem médias de 27.7 pontos e 12 rebotes, se conseguissem mante-las, ambos combinariam para 55.5 pontos e 22.7 rebotes por jogo, sendo que os Pelicans tem uma média de 43.9 rebotes e 103.4 pontos por jogo, juntos fariam mais da metade do trabalho da equipe.
   Acredito que essa dupla tem tudo pra funcionar e incomodar bastante na liga, e sinceramente torcerei muito pra isso!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Bullshit


Se Jimmy Butler não for trocado estamos no lucro


   Por que não ofereceram nada por DeMarcus Cousins? Por que não tentaram uma troca para reforçar o elenco? Por que colocam todo o elenco a disposição para negociações, com exceção do Felício (o que é bom, tomara que ele fique mesmo)?
   Não dá pra entender os GM's do Bulls, fazem um terrorismo absurdo com os fãs, colocando Butler a disposição para troca e eu li muitas propostas hoje, a do Celtics me pareceu muito forte e fiquei até com medo de perder o melhor jogador do Bulls. Fiquei não, estou com medo, porque são tão loucos que vai saber, mandaram Rose, Noah, Kirk, Dunleavy embora a preço de banana e não trouxeram ninguém que fosse fortalecer o grupo.
   Rondo foi uma aposta perigosa, que aparentemente não funcionou, a pressão no elenco está enorme, já tivemos declarações pesadas de Wade e Butler contra os novatos, um clima de tensão com Rondo defendendo os colegas mais jovens, Rondo com problemas de relacionamento com os auxiliares da equipe. E quem vem nessa trade deadline? Ninguém.
   Perdemos a chance de termos um bom pivô, Butler, Wade e Cousins formariam um trio formidável para a equipe de Chicago, dariam esperanças de brigarmos pelo menos para chegar as finais de conferência. Mas nada de movimentação dos GM's por um bom atleta, apenas rumores de uma eventual saída de Butler por pick+ Bradley ou Crowder e Amir Johnson dos Celtics, e alguns rumores com Cavaliers e Lakers, querendo Butler. Agora me digam, quem vai aceitar trocar o seu melhor jogador por uma proposta como essa dos Celtics, sem desmerecer os caras, mas não rola isso, só o Kings pra fazer essas burradas, mas da dupla do Bulls que comanda os negócios não se pode duvidar de nada.
   Mas imaginem, se alguma troca ocorrer e Butler deixar a franquia, em torno de quem será reconstruída a franquia? Do Valentine, que não mostrou seu potencial? Do MCW que tem problemas com lesões? Do Wade, que ainda tem bola pra jogar, mas que não é mais um jovem que vai carregar o time para sempre? Sinceramente, só rezo pra passar essa trade deadline e o Butler continuar na equipe, melhor não perder ele do que a chegada de qualquer porcaria.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Heróis do passado: Tom Satch Sanders

Tempos de New York University
   Hoje relembramos a carreira de Tom Satch Sanders, um dos grandes nomes do Boston Celtics, vencedor de oito anéis da NBA. Fãs dos Celtics e demais amantes do basquete, venham conhecer mais sobre esse ícone do basquete.
   Sanders teve uma boa carreira universitária, atuando pela New York University, onde conquistou o prêmio Haggerty Award, coroando-o como melhor jogador universitário da Divisão 1 de New York em 1960, além de ser três vezes terceiro time All-American. Sanders conseguiu levar a Universidade de New York a dois Final Four em 1959 e 60, com um recorde de 22-5 caíram para Ohio State nas semifinais do Final Four. Sua passagem pela universidade foi marcante, hoje em dia encontra-se como segundo em rebotes (923), terceiro em média de rebotes (13), oitavo em pontuação na carreira (16.8) e nono e percentual de arremesso (51,6%). 
   Com todo esse potencial, Sanders era um nome a ser disputado no Draft de 1960, e os Celtics tiveram a sorte de consegui-lo na oitava posição do Draft. Ele chegou a equipe de Boston e caiu como uma luva, suas médias na carreira de 9.6 pontos, 6.3 rebotes e 1.1 assistência, não demonstram a importância que teve para a franquia, principalmente nos oito títulos em que conquistou como jogador. 
   Sanders integrou uma dinastia celta, jogando ao lado de Bill Russell, Tom Heinsohn, Sam Jones, Bob Cousy e John Havlicek, não tinha como manter as médias da universidade. Mas o seu papel defensivo foi fundamental, sendo responsável por pegar rebotes e fechar a defesa. Ele aceitou o seu papel difícil, e era peça chave na equipe de Red Auerbach, sendo utilizado para marcar estrelas como Willis Reed, Elgin Baylor e Jerry Lucas, sem sua defesa forte talvez essa dinastia não tivesse prevalecido.
Sucesso nos Celtics, 13 anos de dedicação e 8 títulos
   O ala/pivô é o terceiro maior ganhador de títulos como jogador (8), perdendo apenas para Sam Jones e Bill Russell, seus companheiros de Celtics. Por seus serviços prestados, os Celtics aposentaram o seu número 16 e em 2011 ele tornou-se membro do Hall da Fama do Basquete. Ele foi 8 x Campeão da NBA e 1 x All-NBA Segundo Time de Defesa.
   Após sua aposentadoria em 1973, após 13 anos de basquete profissional e sempre como um celta, Sanders trabalhou como treinador na Universidade de Harvard de 1973 a 77, e nos Celtics em 1978. Sanders teve uma carreira maravilhosa, mesmo sem números absurdos, sempre foi importante na quadra em cada temporada que jogou e em todos os títulos.


   

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Nada de papo

Westrook e Kevin Durant o encontro esperado 

   Kevin Durant e Russell Westbrook estão realmente vivendo um clima de inimizade. Segundo Victoria Nguyen do The Score, Kevin Durant não planeja conversar com Westbrook, só se acontecer naturalmente.
   Os ex-companheiros de equipe não estão se falando desde o verão passado, quando KD disse que estava de saída para o Golden State Warriors, e na semana passada tiveram uma partida tensa em Oklahoma. Eles vão voltar a dividir o vestiário pela primeira vez desde a troca no domingo, pelo All-Star Game como companheiros de equipe do time Oeste.
   Durant foi questionado se utilizaria a oportunidade para fazer as pazes com seu ex-companheiro de OKC, e disse que não sabe. Completou dizendo: "Não é nem mesmo algo que estou pensando, para ser honesto. Se acontecer naturalmente, eu faço, mas não estou planejando fazer nada. Se acontecer, eu faço. Se não, não é grande coisa".
   A prioridade de KD é aproveitar as festividades do fim de semana. "Eu vou lidar com o fim de semana das estrelas como sempre faço. Chegar e sair. Fazer tudo que eu tenho que fazer. Jogar o jogo e me divertir. Eu não venho para cá par viver nenhum drama, ou para ter uma discussão de relacionamento com qualquer um" - disse hoje no Sports Center.
   Durant que foi vaiado e xingado por fãs do OKC no último sábado, comentou sobre ir de herói para vilão aos olhos dos fãs do Thunder. 
   "É difícil. É uma linha fina, porque você se importa tanto com a base de fãs e o apoio que eles dão. Mas, ao mesmo tempo, você não pode viver a sua vida inteira baseada exclusivamente no que as outras pessoas querem pra você. Mesmo a sua família, seus amigos, você tem que tomar uma decisão por si mesmo. Isso foi o que eu fiz. Eu respeito qualquer um que faz isso. É uma linha tênue entre saber que você representa uma base para os fãs e eles se importam tanto com você. Isso foi o que tornou tão difícil, mas as vezes você tem que tomar a decisão difícil". 
   Steve Kerr, que será o treinador da equipe Oeste não revelou se colocaria Westbrook e Durant juntos em quadra. 
   O desenrolar dessa novela tá incrível, a tensão do jogo será toda do lado do Oeste, será que KD vai falar com Westbrook? Será que Westbrook vai passar a bola pro KD? O desfecho final a gente só vai saber no domingo, não percam o próximo capítulo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

"Não me vejo em outro lugar"

Melo quer ficar nos Knicks

   Em um daqueles roteiros de novelas mexicanas, Carmelo Anthony diz que quer ficar nos Knicks. O moinho de boatos pode estar perto de parar, com o prazo para as trocas se encerrando no dia 23 de fevereiro e Melo esperando permanecer na Big Apple.
   Apoiado na clausula de não-troca, Melo tem finalmente o poder de decidir o seu próprio destino, dizendo que os Knicks têm que lhe apresentar uma possível troca até a data limite. 
   Em entrevista a Ian Begley da ESPN disse: "Como eu já disse a todos anteriormente, nada chegou até mim, nada chegou a minha mesa para eu dar uma olhada. Até que esse momento chegue, eles não precisam de mim para falar sobre a clausula de negociação. Eu nunca pensei em estar em qualquer outro lugar".
   Os Knicks estavam discutindo propostas com três equipes sobre uma troca pelo ala de 32 anos, mas não conseguiram chegar a um acordo que fosse bom para os dois lados. Até a semana passada os Knicks mantinham contato com uma equipe, como revelou Ian Begley, mas todos os possíveis acordos foram rotulados como complicados.
   As informações vieram a tona na semana passada, indicando que as tentativas agressivas-passivas de Phil Jackson de tirar os Knicks para longe do ala só fortaleceram o desejo de Melo em ficar nos Knicks. Como já havia escrito a alguns dias, com certeza o fator família é decisivo aqui, Melo disse que não sabia o que fazer pois seu filho estava tendo boas relações e se firmando na cidade e sua esposa tinha boas oportunidades de emprego em New York. Acredito que Melo realmente goste da franquia e da cidade e ele não é o problema da equipe, todos sabem disso, os problemas dos Knicks para mim não estão nas quadras, estão de terno fora dela tentando negociações loucas e distratando ícones do passado. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Teodosic longe da NBA

Armador é o sonho de muitas equipes da NBA

   Aparentemente o CSKA Moscow ama Milos Teodosic, e aparentemente eles não querem deixá-lo sair, de acordo com Victoria Nguyen do The Score.
   O CSKA não está disposto a deixar seu armador titular ir embora da franquia para a NBA, algumas fontes confirmaram ao repórter internacional David Pick.
   O sentimento para ser mútuo, alguns relatam apontam que Teodosic ama a cidade e os holofotes. Na atual temporada ele recebe 2,5 milhões de Euros, e será um agente livre no verão. É provável que ele re-assine com o CSKA, no negócio mais lucrativo de todos os tempos para um armador na Euroliga.
   O armador de 1,98 m já tinha chamado a atenção das equipes da NBA, acredita-se que vão ter propostas de mais de 3 milhões de dólares por ano para trazê-lo. Em 2013 o Memphis Grizzlies teria oferecido um contrato por vários anos. O jogador de 29 anos tem médias de 16.8 pontos, 2.4 rebotes, e lidera a equipe em assistências com 7.4 por partida, jogando 28,9 minutos, para os atuais campeões da Euroliga.
   Nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, ele também se destacou ao ajudar a Sérvia a chegar a final do torneio com médias de 12.1 pontos e 5.4 assistências.
Não é de hoje que fala-se em Teodosic na NBA, o sérvio é constantemente lembrado como um excelente armador e que se encaixaria bem em muitas franquias da liga. Infelizmente, ao que tudo indica ele nunca vai deixar a Rússia e tentar se aventurar no basquete norte-americano, o armador parece gostar realmente do CSKA e por lá já conseguiu fazer história, talvez a NBA não seja um desafio tão relevante para a sua carreira. Mas que adoraríamos vê-lo na NBA, ah isso sim! E pra você, Teodosic servia para sua franquia?

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Heróis do passado: Tom Heinsohn

Toda carreira de sucesso com os Celtics
   Nossa série hoje vai contar a história de Tom Heinsohn, um dos grandes nomes dos Celtics, detentor de 10 anéis de campeão da NBA e que foi um dos grandes nomes da sua geração. 
   Heinsohn nasceu em Jersey City, New Jersey, sendo o destaque de St. Michael's High School, na vizinha Union City. Ele aceitou uma bolsa de estudos para Holy Cross e se tornou o cestinha de todos os tempos da escola com 1789 pontos, com uma média de 22.1 pontos. No seu último ano, Heinsohn marcou um recorde de 51 pontos em um jogo contra o Boston College.
   Sua carreira na NBA começou em 1956, quando foi escolhido pelo Boston Celtics como escolha regional. Logo de cara já teve sucesso na liga, tendo médias de 16.2 pontos e 9.8 rebotes, sendo eleito o Novato do Ano, vencendo seu colega Bill Russell, e foi um All-Star, de quebra ainda ganhou seu primeiro título da NBA. Heinsohn fez parte de uma dinastia dos Celtics, ganhando oito campeonatos em nove anos, sendo sete deles consecutivos entre 1959 e 1965. Na história da NBA, apenas Bill Russell e Sam Jones ganharam mais anéis que Heinsohn na carreira de atleta.
Dois títulos como treinador
   Fora das quadras desempenhou um papel importante como presidente da Associação de Atletas da NBA, foi o segundo a presidir a organização e foi fundamental na aceitação da agência livre, após os atletas do All-Star Game de 1964 ameaçarem greve liderados por Heinsohn.
   Ele foi um atleta fundamental para as conquistas de títulos dos Celtics, nos Playoffs teve médias de 19.8 pontos e 9.2 rebotes por jogo, contribuindo muito nos dois lados da quadra. Ao final de sua carreira aposentou-se com médias de 18.6 pontos, 8.8 rebotes e 2 assistências, sendo 8 x Campeão da NBA, 6 x All-Star, 4 x All-NBA Segundo Time, Novato do Ano, tendo o número 15 aposentado pelos Celtics e o número 24 aposentado por Holy Cross.
   Depois de sua carreira como atleta tornou-se treinador dos Celtics, na temporada de 1969/70. Na temporada 1972/73 levou a equipe ao melhor recorde da liga (68-14), sendo eleito o Treinador do Ano, apesar dos Celtics decepcionarem nos Playoffs. Na temporada seguinte e em 1976 levou a franquia aos títulos da NBA, acumulando um recorde na carreira de 427 vitórias e 263 derrotas. Ele está no Hall da Fama como treinador e jogador, foi duas vezes campeão da NBA como treinador e quatro vezes treinador do All-Star Game.
   Atualmente atua como analista na televisão para o Boston Celtics.