segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Hegemonia

Faried dono do garrafão
   Com o jogo do dia 30 de agosto contra a Finlândia uma situação se evidenciou, a hegemonia dos
americanos no basquete é impressionante. Porque isso acontece?
   O basquetefoi criado pelos americanos e é o pais onde mais se pratica o esporte, o incentivo ao basquete é absurdo (mesmo sendo apenas o 3° esporte em preferência dos americanos) e isso pode explicar o porque de tanta disparidade. É bem verdade que a Finlândia não é base, apenas 29° do ranking mundial, mesmo contra os melhores (Espanha, Argentina...) os americanos são sempre favoritos e uma derrota é zebra. Suas partidas são sempre um espetáculo, cheia de jogadas plásticas e com muita qualidade, dominantes em todos os fundamentos, detalhe que essa seleção tem a média de 24 anos e sem seus maiores astros. 
   Como pará-los? Talvez seja impossível, se no mundial os garotos formam a seleção imagina completos, são uma máquina. Acontece com os americanos o mesmo que conosco em relação ao futebol, mesmo em uma fase ruim, somos considerados o país do futebol, mais vezes campeão mundial, primeiro tri campeão, primeiro tetra campeão e o único penta, constituindo uma hegemonia que já não é a mesma. São coisas inexplicáveis, mas o que faz a diferença é o investimento, enquanto nos Estados Unidos o basquete é bem acessorado, praticamente todos praticam, aqui no Brasil o esporte já foi o segundo esporte mais praticado, bi campeão mundial e atualmente tenta se reerguer.
Davis, pivô sensação da equipe
   Aqui o posto de esporte principal não sera do basquete jamais (ou qualquer outro), nossa cultura não permite, o futebol reina e talvez seja assim para sempre. Esse pode ser outro motivo pelo qual apenas um esporte se destaque, a questão do incentivo, os Estados Unidos é um país que apóia todo e qualquer esporte, por isso é uma potência mundial do esporte. Nós não valorizamos nem os esportes vencedores dos Jogos Olímpicos como a ginástica e o atletismo, quem dirá esportes que não trazem resultados.
   Espero que esse mundial possa quebrar a hegemonia americana, e tomara que nossos compatriotas possam entrar para a história como campeões mundiais.

sábado, 30 de agosto de 2014

Esperança renovada. Brasil!!!

Este post deveria ter sido publicado cinco dias atrás e, por isso, tive que reformulá-lo. Hoje, a expectativa deu lugar a esperança. Vi um Brasil vacilante no primeiro quarto, mas um Brasil esforçado e coletivo - isso mesmo: CO-LE-TI-VO - do segundo quarto em diante. Pra mim, isso fez a diferença. A bola chegou nos pivôs. E que pivôs temos! Nossos pivôs são qualificados, a bola tem que chegar muito mais neles, fazer o jogo pesado, carregar os caras de faltas, fortalecer o jogo do Nenê embaixo como fez o Splitter.
Ainda faltou cadenciar, alguns arremessos precipitados e uma individualidade exagerada em poucos momentos.
Para mim, o diferencial está na atitude do Magnano: errou, saiu. Conversa rápido e volta pra quadra. Rodízio, rodízio e o time tem que estar concentrado, focado no jogo - nada de ir para o banco e relaxar. Respira, foca e volta para o jogo. E o jogador brasileiro está assimilando isso. Isto é o que o trouxe ao Brasil.
Eu iria escrever sobre minha expectativa, a importante preparação para o Rio-2016, a maior oportunidade do Nenê e dizer que sou torcedor. Posso apenas dizer que sou torcedor, sim! Quero o basquete forte e vencer boas partidas é importante para isso - e nada de dizer que a França tá sem o Tony Parker, Joakim Noah... O grande nome da vitória da Euroleague em 2013 foi Nicolas Batum que o Alex anulou depois que começou a marcá-lo.

Eu iria falar de esperança, mas com um jogo truncado e placar baixo o Brasil soube trazer a esperança e expulsar a desconfiança. O sobressalto vai permanecer, consequência dos últimos torneios. Não precisa jogar com plasticidade, o que importa é terminar UM ponto na frente do adversário. Ir derrubando um a um... Tem, também, que melhorar o início do jogo e não deixar o adversário gostar do jogo, continuando firme atrás das vitórias. Estou confiante. Vamos lá! Vamos brigar no grupo e vamos pra cima deles!!!

P.S.: Por favor, vamos treinar lances livres... Foram muitos errados, anotei nove durante o jogo, mas a estatística da FIBA só marca cinco. Se contarmos, só nos últimos dois minutos foram cinco que assustaram.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

O mesmo erro

Kobe fala sobre o erro dos CAVS
   Agora a pouco sentei em frente ao computador e uma frase me chamou atenção, Kbe Bryant comentou que os Cavaliers cometeram o mesmo erro que os Hornets no ano em que o draftaram. resolvi então analisar a situação.
   Da mesma forma como Wiggins é o astro da nova geração, com tudo para ser o dono da liga em três anos no máximo, Kobe era tinha o mesmo status em 1996, foi draftado diretamente do High School (prática permitida na época) na 13° posição pelos Hornets e imediatamente trocado com os Lakers. Não sabiam os diretores da equipe de Charlotte o que faziam, prova disso que Kobe venceu cinco títulos da NBA, foi MVP da temporada de 2008, dezesseis vezes All Star, duas vezes líder da liga em pontos, duas vezes MVP das finais e líder de todos os tempos em pontos dos Lakers. Além disso, Kobe é o melhor jogador de basquete depois da era Jordan sem discussão, é da geração dos anos 90 e é o "rei" de sua geração, um Semi-Deus do esporte.
Trocado para o Timberwolves, Wiggings vai dominar a liga
   Como dito por Kobe, a troca de Wiggings é um erro, sem sombra de duvidas o garoto será um astro da liga e com certeza o melhor da sua geração. Em poucos anos o Cleveland vai se arrepender de sua escolha, pois mesmo que ganhem o título essa temporada, Love, Lebron devem jogar por mais alguns anos, mas e se eles não renderem? Se eles se machucarem? Se não souberem jogar junto? Lembram dos Lakers de 2012? Os caras eram astros que não sabiam jogar junto e não foram longe. E vamos pensar, o que vale mais a pena, ganhar a NBA uma vez, talvez duas, ou ter um astro da iga que pode lhe gerar 5, 6 ou mais títulos?
   Eu nunca trocaria o Wiggings, um jovem que tem 19 anos, 2,03 m e 91 kg, leve, atlético, que chuta muito bem de três, de longa e média distância, com facilidade em infiltrar o garrafão, muito habilidoso e que tem uma explosão muscular excepcional, enterra como poucos e vai dominar a liga em pouco tempo. Wiggings jogou por Kansas no College, teve médias de 17.1 pontos, 5.9 rebotes, teve dois jogos memoráveis, sendo um com 17 pontos e 19 rebotes contra Iowa State e outro de 41 pontos contra West Virginia. Proou que pode ser o "cara" e se for bem treinado vai melhorar ainda mais em todos os aspectos. Acredito que em 10 anos eu esteja escrevendo para falar da burrada dos CAVS, que perderam o astro da liga e não sabiam o que estavam fazendo. 

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O rei dos três pontos

Finais de conferência, dunk de Ray Allen
   Depois de um tempo viajando a trabalho volto a ativa, hoje falarei sobre um dos melhores jogadores da liga e que com certeza será do Hall da Fama em alguns anos. O nome do cara é Walter Ray Allen Jr, maior cestinha da história da liga em bolas de três e duas vezes campeão da NBA, em 2008 com os Celtics e 2013 com o Heat.
   O jovem filho de militar, começou sua carreira na escola Hillcrest de Dalzell, Carolina do Sul, onde liderou a equipe de sua escola ao título estadual. Depois disso foi para a universidade, jogando de 1993 a 1996 pela Universidade de Connecticut, onde graças as suas atuações se tornou All American e foi nomeado o Atleta de Basquete do Ano, em 1995. Na sua última temporada, na temporada 1995/96, foi eleito para o time All American e ganhou o título de jogador do ano da conferência Big East, além de terminar a carreira universitária com o recorde de bolas de três em uma única temporada, com 115 cestas de 3 em 1995/96.
   Até esse momento Ray Allen era um jovem, que provavelmente seria um astro e no ano de 1996 foi draftado na quinta posição, pelo Minnesota Timberwolves e trocado para o Milwaukee Bucks. O ala de 1,96 m enquanto atleta dos Bucks, liderou a sua equipe até as finais da NBA de 2001, perdendo para os Sixers de Allen Iverson. No ano de 2003 foi trocado para o Seattle SuperSonics, onde teve sua melhor temporada no ano de 2007, onde alcançou sua melhor marca de pontos na carreira, com média de 26.4 pontos por jogo. Depois disso foi para os Celtics, onde conseguiu seus maiores feitos na liga, alcançando o título da NBA e tornando-se o maior cestinha de bolas de três da história (em 2011 passando Reggie Miller), quebrou ainda o recorde de bolas de três em uma única partida da final da NBA com 8/11, em 2010 contra os Lakers. 
Astro da liga, lenda dos três pontos
   Ray Allen foi para o Heat em 2012, não jogando por muito tempo e sem muita força expressiva. Porém, foi fundamental para a conquista do título de 2013, quando no jogo seis contra os Spurs fez a cesta da vitória e forçou o derradeiro jogo sete. O craque da NBA já não é mais aquele jogador, mas para quem está com 39 anos joga muito bem vindo do banco, continua sendo o cara das bolas de três e é com certeza um dos melhores alas da história, sem dúvidas o melhor arremessador de três. Assim como no último post, já falo com saudosismo, mesmo sabendo que Ray Allen anunciou que jogará essa temporada, provavelmente a sua última, porém ainda não tem um clube definido. Pode ser que fique em Miami, que vá para Cleveland junto com Lebron, tido como a escolha mais provável.
   De certa forma o que interessa mesmo e ver essa lenda jogar, temos mais uma temporada de lições de como jogar basquete e a oportunidade de acompanhar os últimos passos de uma lenda. Aos que puderem vão ao Rio, vão e assistam esse monstro jogar, pelo Heat ou Cavs.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Entreguem as taças

   

   Notícia bombástica e que mudou o rumo da liga nessa manhã, o Cleveland Cavaliers conseguiu a contratação de Kevin Love.
   A troca será concretizada ao final do mês, somente no momento em que Wiggings pode ser contrato, fechando um mês de contrato. Será enviado para Minnesota, Adrew Wiggings, Anthony Bennett e uma escolha protegida de primeira rodada do próximo draft. Em torca os CAVS recebem Kevin Love, o ala pode ficar por cinco anos com um contrato máximo.
   Com isso os Cavaliers são os favoritos a ganhar a NBA, com Lebron, Irving e Love como principal trio, aliados a Varejão, Dion Waiters, Tristan Thompson, Mike Miller, James Jones, possivelmente Ray Allen, a franquia é praticamente uma máquina. E aí quem segura os CAVS?

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Fechando um ciclo

Um dos melhores armadores de todos os tempos está prestes a se aposentar

   O ano de 2014 promete ser um marco no basquete, dois All-Stars devem se aposentar esse ano. O excelente armador canadense Steve Nash, com 40 anos e recuperado 100%, e o ala que mais cestas de três fez na história, Ray Allen com 39 anos.
   Ambos os jogadores marcaram uma geração do basquete, excelentes atletas, diferenciados em suas posições e muito acima da média em tudo que faziam dentro das quadras. A liga perderá muito com a saída desses remanescentes dos anos 90, para mim os anos dourados da NBA, serão duas superestrelas a menos em uma constelação.
   Vamos então falar sobre a carreira dos craques, primeiro começando pelos mais velhos. Steve Nash, o armador canadense que nasceu em Johannesburg, África do Sul, começou sua carreira no high-school em British Columbia, em seguida jogando na NCAA pela Universidade de Santa Clara, na Califórnia. O time de Nash chegou três vezes ao Torneio da NCAA, e ele foi duas vezes nomeado como o jogador do ano pela Conferência Oeste. Encerrou sua carreira universitária como o maior passador da história de British Columbia, e foi selecionado para a NBA na 15° posição do draft de 1996 pelo Phoenix Suns. Não convenceu muito e foi trocado em 1998 para os Mavs, lá Nash fez sucesso, indo pela primeira vez para um All Star Game e foi selecionado pela primeira vez para o All NBA team. Quando voltou a ser free agent em 2003, decidiu voltar para Phoenix, em sua segunda passagem, a melhor época de sua carreira quando foi MVP da temporada 2004/2005 e 2005/2006, foi nomeado como o 9° melhor armador de todos os tempos. Além disso, foi nomeado como um dos únicos jogadores líderes na história em bolas de três pontos, lances-livres, total de assistências e assistências por jogo. Infelizmente, mesmo com toda sua genialidade, Nash é um dos astros da liga que não tem um título da NBA em seu currículo.
   Se não bastasse isso, Nash é muito ligado com questões sociais e filantrópicas, sendo nomeado pela revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. No ano de 2012 foi para os Lakers, onde enfrentou o seu pior momento na carreira, sofrendo uma grave lesão que o tirou de praticamente toda temporada de 2013. Totalmente recuperado de lesão o armador e arma ofensiva dos Lakers, esperança de ajuda para Kobe e para o jovem Julius Randle. Nash terá a sua sombra Jeremy Lin, ou o contrário, vamos ver como andaram as coisas por lá. Pois bem, essa temporada pode ser a derradeira, o armador já deu uma entrevista em que disse: "Creio que essa seja a minha última temporada, porém ainda amo jogar. Me encanta entrar em quadra e fazer o meu jogo."
   Nash foi o jogador mais velho da temporada passada e será novamente nessa, o armador de inteligência muito acima da média para o basquete, pode estar fechando seu ciclo como atleta da melhor liga do mundo e com muita qualidade, fazendo história e deixando a todos com saudade. Se for confirmada sua decisão ao final do ano, Nash entrará na lista dos grandes astros que vi jogar na NBA e que encantaram a minha geração, muitos que vieram depois dele nem chegaram aos pés dele. O negócio é aproveitar ao máximo as partidas desse craque, antes de ele se aposente.

sábado, 2 de agosto de 2014

Fatalidade

   Ontem a noite, jogo treino dos Estados Unidos, uma grande festa, muitos astros e muitas jogadas sensacionais. Mas um lance marcou a noite de forma negativa, Paul George, astro dos Pacers, fraturou a perna gravemente.
   Naquele jogo que conhecemos, entre USA 1 x USA 2, que é transmitido para a televisão, assim como foi com a partida que antecedeu os Jogos Olímpicos, a partida marcava a volta de Derrick Rose as quadras após sua lesão no joelho. O jogo era bem pegado, com muitas jogadas de efeito como os jogos da NBA. Infelizmente o que chamou a atenção foi um lance triste e de má sorte, durante uma volta para a defesa e uma tentativa de toco, o ala Paul George fraturou a perna ao voltar ao solo, mesma lesão de Anderson Silva e Kevin Ware. O ala fraturou a tíbia e a fíbula de forma exposta, abaixo do joelho, na madrugada de ontem o atleta passou por uma cirurgia e, ainda não é confirmado, o tempo de recuperação é de no mínimo sete meses, sendo assim PG voltaria a jogar somente em março de 2015.
Radiografia da perna de Paul George
   Dois fatos chamaram a atenção, o primeiro deles foi a calma com a qual o jogador reagiu a sua grave lesão, ponderado, sem chorar e aparentemente sem dor. E mais, o que pode ter sido o fator que ocasionou a lesão de George é a tabela. Mais precisamente a distância em que a mesma fica localizada após a linha, os comentárias da ESPN americana disseram que a tabela estava mais próxima que o normal, o que pode ter auxiliado a lesão, já que Paul George travou seu pé de apoio na base e daí ocorreu a lesão. Não podemos culpar ninguém, mas é realmente estranho que a tabela fique tão próxima se comparadas com os jogos da NBA.
   Fato é que, Paul George um dos grandes alas da liga, com um baita futuro pela frente sofreu uma lesão muito grave e que pode interromper a sua carreira dependendo de como for a sua recuperação e tantos outros fatores associados a seu futuro no esporte. Nos resta como fãs de basquete torcer para que o atleta se recupere e volte a brilhar, pois é jovem, bom jogador e com um futuro brilhante.