segunda-feira, 30 de março de 2015

Final Four

Reta final da NCAA

   A noite de sábado promete muitas emoções aos amantes de basquete, a partir das 19 horas começa o Final Four da NCAA com confrontos que prometem. Se enfrentam Michigan State e Duke, na primeira partida e Kentucky e Winsconsin na sequência.
   Meus favoritos são Duke e Kentucky, Duke pelo seu ótimo treinador que ontem alcançou John Wooden levando sua equipe a sua 12° aparição em Final Four, conta com um elenco forte e com o provável primeira escolha do draft Jahlil Okafor que é um pivô excepcional e responsável por boa parte das ações ofensivas de Duke. Kentucky possui o melhor time universitário que já vi jogar, chegam novamente ao Final Four (ano passado perderam na final) com uma equipe alta e atlética, com forte marcação e muita inteligência para jogar, com sete atletas cotados para ingressar na NBA pelo draft. Torço muito por um confronto entre essas duas equipes, para mim são disparadas as melhores equipes e se fizeram a final farão um confronto épico.
   Porém, não podemos nos esquecer dos adversários deles, Michigan State e Winsconsin, ambas universidades que jogaram com muita força na temporada e fizeram por merecer a vaga no Final Four. Michigan State provou que defesa ganha jogo, com uma defesa muito bem armada, que contesta todos os arremessos e que não perde um rebote sem lutar, utiliza-se muito bem do contra-ataque e aposta em Branden Dawson e Travis Trice para comandar o ataque. Por Winsconsin vimos uma equipe coesa, que chega novamente ao Final Four, ano passado perdendo para Kentucky nas semifinais, e nesse ano com um jogo centrado em seu pivô Frank Kaminsky e no ala Sam Dekker, ambos com bom aproveitamento e jogando o seu melhor basquete, também sendo prospectos do draft.
   Esse Final Four promete partidas extremamente acirradas, são quatro equipes com chances de ser campeã, mas duas despontam como favoritas (Duke e Kentucky). Aposto em uma final entre as duas, tem mais tradição e possuem elencos em tese mais fortes, e fariam um jogo mais bonito e interessante de ser visto. De qualquer forma os amantes do basquete podem aproveitar o sábado com dois jogões, e a final acontece no dia 6 de abril co transmissão da ESPN e da Band Sports.
   

sábado, 28 de março de 2015

Heróis do passado: Willis Reed

Um dos melhores da história
   Hoje a nossa série fala sobre um dos grandes astros dos Knicks, que além de jogador foi técnico e general manager, e o mais legal é que é um membro dos 50 melhores jogadores da história e não foi uma escolha de primeira rodada do draft.
   Reed nasceu e cresceu em uma fazenda em Bernice, Louisiana, ele estudava no sul e apresentou capacidade atlética em uma idade já adiantada, jogou basquete por West Side High School. Depois disso foi para a Universidade Grambling State, uma universidade historicamente negra, onde foi atleta dos Tigers anotando 2280 pontos e com uma média de 26.6 pontos e 21.3 rebotes por jogo em seu último ano. Pelos Tigers foi campeão da NAIA e três vezes campeão da  Confência Southwestern Athletic.
   Entrou na NBA em 1964, quando foi selecionado na 8° posição da segunda rodada, já de chegada provou ser um excepcional jogador, forte e feroz, dominando a quadra nas duas extremidades, marcando  46 pontos em uma partida contra os Lakers em 1965 que foi a segunda pontuação mais alta dos Knicks feita por um novato. Na sua temporada de estréia era o 7° da liga em pontos (19,5 por jogo) e o quinto em rebotes (14,7 por jogo), graças ao seu desempenho foi eleito o novato do ano e escolhido para o seu primeiro All Star Game. Em sua carreira provou ser um jogador decisivo, melhorando suas médias de pontos da temporada regular para os playoffs, e mais, para a época ele era baixo para sua posição (pivô), mas compensava com sua força física e mantinha médias respeitáveis de tocos e rebotes. 
   Os Knicks foram se fortalecendo durante os anos e Reed também, na temporada de 1968/1969 quebrou o recorde da franquia de rebotes em uma temporada 1191, uma média de 14.5 por jogo. Nessa mesma temporada chegou Walt Frazier, que junto com Reed formariam uma das melhores defesas da liga. Na temporada de 1969/1970 obtiveram o recorde da franquia (60 vitórias), uma sequência de 18 vitórias e o melhor recorde da liga, nesse ano Reed entrou para história como o primeiro jogador a ser o MVP do All Star Game, MVP da NBA e MVP das finais na mesma temporada. De quebra ainda foi eleito para o All NBA First Team, All NBA Defensive First Team e o Atleta do Ano. Ainda nesse ano, os Knicks foram campeões da NBA no jogo sete contra os Lakers no Madison Square Garden, Reed jogou com uma ruptura muscular, que até então o tiraria da partida, ao entrar na quadra foi surpreendente para todos, além de anotar os quatro primeiros pontos da vitória foi fundamental para a moral da equipe. 
   Na temporada seguinte o desempenho da equipe caiu, mas ainda assim venceram a Divisão Atlântico e Reed quebrou o recorde de rebotes da franquia, pegando 33 contra os Royals. Mesmo assim os Knicks perderam nas finais de conferência para o Washington Bullets. E a pior temporada de Reed foi a de 1971/1972, ele foi atrapalhado por uma tendinite no joelho esquerdo, o que limitou sua mobilidade e o tirou da temporada após 11 jogos, enquanto isso os Knicks foram as finais da NBA e perderam para os Lakers. A temporada de 1972/1973 foi de outro campeonato, batendo os Lakers nas finais e tendo Reed mais uma vez como o MVP. Depois disso as lesões começaram a atrapalhar demais e a carreira do pivô foi encurtada, após sua 10° temporada no final de 1974 Reed se retirou das quadras. Encerrou a carreira com médias de 18.7 pontos e 12.9 rebotes, 2x Campeão da NBA (1970 e 1973), 2x MVP das finais (1970 e 1973), MVP da NBA (1970), 7x All Star consecutivo (1965-1971), MVP do All Star Game (1970), All NBA First Team (1970), NBA All Defensive First Team (1970), Novato do ano (1965), teve o número 19 aposentado pelos Knicks e foi eleito um dos 50 melhores jogadores da história.
Astro dos Knicks
   Ele saiu das quadras para o banco, tornou-se técnico, primeiro dos Knicks (1977/1978), em seguida foi treinar a Universidade de Creighton de 1981 a 1985, foi assistente técnico voluntário em St. John e depois repetiu a função nos Kings e Hawks. Depois disso em 1989 começou a trabalhar como gerente geral e vice-presidente de operações dos Nets, fazendo mágicas para a equipe, selecionou Derrick Coleman e Kenny Anderson, negociou com Drazen Petrovic e deu aos Nets uma equipe forte que chegou aos playoffs no inicio dos anos 90, contratou Chuck Daly para técnico e depois tornou-se vice presidente de operações, levando os Nets as finais da NBA de 2000 e 2003. Trabalhou com os Hornets em 2004 na mesma função e aposentou-se em 2007.
  Reed foi um excelente atleta e manager, tornando equipes vencedoras e fazendo história dentro e fora das quadras, mesmo pequeno para a posição foi um dos pivôs mais dominantes da liga e merecedor do seu posto entre os 50 melhores da história.
   

quarta-feira, 25 de março de 2015

Único

Hall da Fama, Lenda e Único
   Ontem a noite Dirk Nowitzki entrou para a história da NBA, um Hall da Fama indiscutível e talvez o melhor estrangeiro a atuar na liga e para mim o melhor, atingiu uma marca única.
   Com seus 15 pontos, 13 rebotes e 5 assistências, além de colaborar para a equipe dos Mavs o tornou um jogador ainda mais diferenciado, único para ser mais exato. Após o jogo de ontem Dirk tornou-se o primeiro jogador da história a ter 25000 pontos, 10000 rebotes, 1000 tocos e 1000 bolas de três convertidas, com certeza é um dos melhores alas de força da liga e da história.
   Dirk é capaz de atacar e defender com facilidade, detentor de um fadeway indefensável e com uma capacidade de arremessar bolas de três como se fosse um SG ou SF, ele é com certeza um dos grandes da história da liga e um dos meus atletas favoritos. Essa marca atingida por Dirk coroa uma carreira brilhante de 17 anos, dedicadas inteiramente a uma única equipe, sem contar que é o líder em pontos de todos os tempos dos MAVS, venceu a NBA e foi o MVP das finais de 2011.
   Até onde o alemão pode chegar é uma incógnita, já que aos 36 anos está mais perto da aposentadoria do que da quebra de outros recordes, é o 7° maior cestinha da liga atrás de Shaq por 676 pontos. Independente do que aconteça Dirk é o maior astro estrangeiro da história, com um recorde que não deve ser alcançado por ninguém e com certeza um Hall da Fama ao se aposentar, devemos apreciar esse monstro sagrado do basquete enquanto ele ainda pode jogar. 

segunda-feira, 23 de março de 2015

O adeus de uma lenda

15° do draft de 1996
   O começo da semana nos reservou o anúncio da aposentadoria de um dos melhores armadores da história, Steve Nash com 41 anos e a dois sem conseguir atuar devido as lesões, deixou a liga.
   O armador fez história por onde passou, no ensino médio quando atuava em St. Michaels, onde jogava basquete, futebol e rugby, em sua temporada senior tinha médias de 21.3 pontos, 11.2 rebotes e 9.1 rebotes por jogo. Na temporada seguinte (91/92) levou seu time ao título da British Columbia AAA e foi eleito o jogador do ano.
   Depois disso, seu técnico enviou cartas e vídeos em seu nome para 30 universidades americanas, mas nenhuma demonstrou interesse, até que o técnico de Santa Clara, Dick Davey assistiu seus vídeos e foi vê-lo jogar. Na hora quis recrutar o armador mesmo dizendo que era o pior jogador de defesa que tinha visto. Nash recebeu a bolsa de estudos e fez história, quando chegou levou a equipe a um título da WCC e ao torneio da NCAA, vencendo a número dois do país Arizona. Em seu último ano, foi o cestinha e nomeado o jogador do ano em sua conferência, levando os Broncos ao torneio da NCAA novamente, foi All-American, terminou como o líder de todos os tempos em assistências (510), percentual de lance livre (86%) e em tentativas de três pontos (263-656), é o terceiro da história em pontos (1689) e o recorde de uma temporada em lances livres (89%) e em 2006 teve seu número aposentado, tornando-o o primeiro atleta da Universidade a ter essa honra.
   Nash foi a 15° escolha do draft de 1996, e infelizmente teve pouco tempo de jogo, pois tinham na equipe Kevin Johnson, Sam Cassell e Jason Kidd que já era um All-Star. Graças a Donnie Nelson, em 1998 Nash foi negociado para os Mavericks, na troca de dois jogadores, os direitos em Pat Garrity e um escolha de primeira rodada do draft (que seria posteriormente Shawn Marion). Atuou pelos Mavs de 1998 até 2004, foi onde cresceu como atleta e tornou-se um dos melhores jogadores da década, provando ser um armador formidável. Em 2004 quando tornou-se agente livre e tentou negociar com Mark Cuban, que queria lhe pagar 9 milhões por quatro anos, já que queria montar sua equipe em torno de Nowitzki, sendo assim os Suns lhe ofereceram um contrato de 6 anos por 63 milhões, ganhando  o atleta após esperar a contra proposta de Cuban.
Os melhores anos da carreira, 2x MVP
   Pelos Suns viveu seus melhores momentos na carreira, foi duas vezes MVP, na temporada de 2005 foi nomeado o MVP com médias de 15.5 pontos e 11.5 assistências com sua melhor média de roubos de bola da carreira 1.1. Na temporada seguinte foi novamente o MVP, com a melhor média de pontos na carreira 18.8 pontos, 10.5 assistências e a melhor marca de rebotes da carreira 4.2 por jogo. Nash levou os Suns a duas finais de conferência, o que não acontecia a 11 anos, foi responsável pela equipe liderar a liga em aproveitamento dos arremessos em 2006 e 2009 e ainda, foi o cara que ajudou Leandrinho a se adaptar e melhorar seu jogo. Depois disso tentou a sorte com os Lakers mas as lesões o prejudicaram, ainda assim termina sua brilhante carreira como um dos melhores jogadores da liga que não foi campeão da NBA e como o terceiro da história em assistências com 10335.
   O craque possuí  como prêmios em sua carreira 2x MVP (2005,2006), 8x All Star, 3x All Nba Fist Team, 2x All NBA Second Team, 5x Líder em assistências, 6x Líder em total de assistências, 2x Líder da liga em aproveitamento dos lances livres, 7x Líder em assistências por 48 minutos, 4x Membro do 50-40-90, Atleta Canadense do Ano (2005), 3x Atleta Canadense Masculino do Ano (2002, 2005, 2006), J. Walter Kennedy Citizenship Award (2007- prêmio por serviços comunitários e o maior percentual de aproveitamento de lances livres da carreira.
Fim de carreira
   Nash já é uma lenda, acabou de se aposentar mas sem dúvidas vai ser Hall da Fama, é o melhor canadense da história da NBA e tem muito o que colaborar para o mundo do basquete. Pela sua seleção já era membro da comissão técnica e não duvido que venha a ser o técnico, sem sombras de dúvidas foi um dos melhores atletas que vi jogar e um ser humano exemplar. Vamos sentir sua falta mestre.

sábado, 21 de março de 2015

Heróis do passado: Bob Pettit

Lenda da LSU
   Hoje a nossa série vai contar a história de um grande franchise player, um cara que defendeu apenas uma equipe em toda sua carreira e que fez muita história com os Hawks, jogando por 11 temporadas e sendo um dos melhores ala pivô/ pivô de sua história, estou de falando de Bob Pettit.
   Diferente de muitos astros da história, Pettit teve um começo de carreira lento, sendo cortado da equipe da escola como calouro e como segundo anista. Influenciado pelos treinos de quintal de seu pai, o Xerife Robert, e jogando na liga da igreja, cresceu cinco centímetros e melhorou suas habilidades consideravelmente. E deu certo, Pettit virou titular e levou Baton Rouge ao título estatual pela primeira vez em 20 anos, e de quebra foi selecionado para um All -Star Game de Leste contra Oeste. 
   Graças as suas habilidades, o jovem jogador recebeu 14 propostas de universidades, optando por jogar na LSU. Nos seus três anos como atleta universitário, deteve médias de 27.8 pontos por jogo, foi três vezes All-Southeastern Conference e duas vezes All American. Na sua primeira temporada foi o cestinha da equipe com 25.5 pontos por jogo, e o terceiro reboteiro do país com 13.1 rebotes de média, sendo vice-campeão e com um recorde de 17-7. As coisas só melhoraram, no ano seguinte foram 24.9 pontos e 13.9 rebotes de média, campeão da conferência SEC e da NCAA, e para fechar a carreira universitária foram 31.4 pontos e 17.3 rebotes por jogo, mais um título SEC, recorde de pontos em um jogo com 60 e tornou-se o segundo jogador em seu último ano a ter médias de 30 pontos na temporada. Seus feitos foram tão relevantes que foi o primeiro atleta da história da LSU a ter sua camiseta aposentada, o número 50 deixou de ser usado em 1954. 
   Como era esperado entrou para a NBA, foi selecionado na 2° posição do draft de 1954 pelos Milwaukee Hawks, assinando até então o contrato mais caro para um novato, por $11.000 dólares. Logo em seu primeiro ano já teve que encarar mudanças, deixou de jogar como pivô e virou ala/pivô (posição que defendeu na LSU), pois era muito franzino para a posição, e deu certo, foi o novato do ano e teve médias de 20.4 pontos e 13.8 rebotes por jogo, mas ainda assim sua equipe foi a última de sua divisão, tornando-o o segundo novato a vencer os prêmios da liga e defender uma franquia que ficou em último. No final dessa temporada a franquia mudou-se para St.Louis. Na sua segunda temporada, Pettit ajustou seu jogo para sofrer muitas faltas e conseguir lances-livres, prejudicando os adversários, tornou-se um reboteiro ofensivo fenomenal (talvez o melhor da história) e com um instinto ofensivo de dar inveja, foi o MVP da temporada, cestinha e o reboteiro com médias de 25.7 pontos e 16.2 rebotes. O jogador continuava em constante evolução, levando a equipe ao título da NBA de 1958 contra os Celtics (seus algozes das finais de 1957), com 50 pontos em uma partida, o recorde de pontos de um jogo de playoffs. Em 1959 foi MVP da temporada, mas a melhor temporada de sua carreira foi 1960/1961, quando teve médias de 27.9 pontos e 20.3 rebotes por jogo, tornando-se um dos três atletas a quebrar a barreira dos 20 rebotes em uma temporada. A temporada de 1965 marcou sua aposentadoria, mesmo no pico de seu basquete, após perder 30 partidas e ter média de 31.1 pontos decidiu por parar. Foi o primeiro atleta a chegar a 20000 pontos e seus 12849 rebotes eram a segunda melhor marca da história, com sua média de 16.9 rebotes sendo a terceira melhor. Pettit detem uma marca histórica, ele e Alex Groza são os únicos atletas que marcaram mais de 20 pontos em todas as suas temporadas na liga.
Um dos melhores ala/pivôs da história
   Pettit possuí recordes do All Star Game, com o maior número de rebotes em uma partida 26 (1958) e 27 (1962) e a segunda maior média de pontos, com 20.4 por partida. Virou um membro do Hall da Fama em 1970, foi nomeado um dos 50 melhores jogadores de todos os tempos, com médias de 26.4 pontos e 12.8 rebotes por jogo, Campeão da NBA (1958), 2x MVP (1956 e 1959), 11x All Star (todas suas temporadas de 1955 a 1965), 4x All Star MVP (1956, 1958, 1959, 1962), 10x All NBA First Team (1955-1964), Novato do Ano (1955), 1x All NBA Second Team (1965) e 2x Cestinha da NBA (1956 e 1959).
   Sem dúvidas foi um dos grandes ala/pivôs da liga, que aposentou-se podendo jogar muito mais e ainda assim foi Hall da Fama e é um dos 50 melhores jogadores da história, esse é o monstro Bob Pettit.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A noite promete

Batalha dos melhores

   Hoje a rodada da NBA promete ser sensacional, as 23:30 com transmissão da ESPN os líderes de conferência se enfrentam, Warriors e Hawks medem forças na Oracle Arena em Oregon.
   É pouco provável que ambas as equipes se enfrentem nas finais da NBA, mesmo sendo os líderes de suas conferências, como dizia Michael Jordan: "os playoffs são um novo campeonato". Ambas equipes surpreendem os adversários, os donos da casa, os Warriors, com um técnico novato que vem atuando como se fosse Popovich ou Phil Jackson, comandando muito bem uma jovem equipe e que sabe trabalhar a bola assim como os Spurs do ano passado. Contando com os splahs brothers, Steve Kerr comanda uma equipe promissora e com muitas chances de vencer a NBA. Além disso, o candidato a MVP, Stephen Curry vem jogando com maestria e prova que pode carregar sua equipe até as finais, aliado a jogadores experientes como Bogut, Lee e Iguodala, formam um grupo difícil de ser batido.
   Do outro lado a Cinderela, a equipe mais desacreditada do leste, os Hawks, os improváveis líderes, já que Cavs montou uma seleção e Bulls vinha forte, ver a equipe de Atlanta liderando é estranho. Mas nem tanto, a pelo menos 8 temporadas os Hawks vão aos playoffs, mesmo que saiam na primeira rodada chegam lá, e nessa temporada tem Teague jogando o seu melhor basquete e Korver correndo para quebrar um recorde da NBA de aproveitamento em arremessos de 3, sem falar que nessa semana bateram o recorde de bolas de três da franquia em um jogo com 26 cestas. No garrafão dois gigantes, Paul Millsap e Al Horford que dão segurança na defesa e que incomodam muito no ataque. 
   Com certeza será um dos melhores jogos da temporada, e para os Warriors é uma revanche, já que no primeiro confronto entre as equipes esse ano perderam. Não esqueçam hoje as 23:30, jogaço do melhor basquete do mundo.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Jogaço e confusão

Jogo pegado, com erros de arbitragem e muita discussão

   A um tempinho não escrevo especificamente sobre uma partida, mas essa merece, o duelo de ontem entre Rockets e Clippers foi marcado por muita disputa, confusões e erros de arbitragem grotescos.
   O jogo marcava o retorno de Blake Griffin após quinze partidas, e o mesmo jogou com muita vontade, anotando um duplo-duplo com 11 pontos e 11 rebotes. Quem se destacou pelos Clippers foi Chris Paul com 23 pontos e 5 assistências, e DeAndre Jordan o monstro do garrafão com míseros 5 pontos e absurdos 20 rebotes. Pelo time adversário o destaque óbvio foi James Harden, o ala anotou 34 pontos, deu 7 assistências e pegou 7 rebotes, comandando os Rockets a mais uma vitória fora de casa e contra um forte adversário. Terrence Jones com 16 pontos e 12 rebotes, e Trevor Ariza com 19 pontos e 9 rebotes também contribuíram.
   Mas o destaque maior foi para a vontade dos jogadores e os erros de arbitragem, durante a partida toda os jogadores se estranharam e disputaram com muito vontade todos os lances. O que aconteceu? Duas pequenas confusões, a primeira entre Harden e Matt Barnes, Barnes fez uma falta dura jogando Harden ao chão e gerando um empurra entre os atletas perto do lance. Aqui o primeiro erro dos árbitros, na minha opinião foi uma falta flagrante de grau 2, para exclusão pois nunca visou a bola, agarrou o adversário deliberadamente e o arremessou ao chão, mas foi marcada falta de grau 1. A segunda confusão foi entre Brewer e Griffin, no contra-ataque Brewer enterrou fugindo do toco de Griffin que na sequência o empurrou contra a base da tabela, no vídeo BG reclama de um soco na comemoração de Brewer que não vi, foi dada falta técnica, e aqui sim cabia uma falta flagrante de grau 1. Mas o pior estava por vir, a 12 segundos do fim no contra ataque foi marcada falta de ataque de Blake Griffin contra Ariza, mas claramente o jogador dos Rockets estava em progressão o que concomitaria em falta de defesa. E o ponto alto foi o lance seguinte, na reposição de bola Ariza claramente pisa na linha antes de pedir tempo para não estourar os cinco segundos de reposição, o que seria a perda da posse de bola e o placar estava 99 a 98 para os Rockets. Sendo assim, os Clippers poderiam vencer a partida tendo ainda 8 segundos no relógio para jogar.
   Nesse jogo a arbitragem, infelizmente, fez a diferença e temos de convir que os caras da NBA erram bastante e as vezes toleram demais as faltas flagrantes.