segunda-feira, 27 de julho de 2015

Napier no Magic?

Napier pode estar de mudança

   O Orlando Magic está perto de um negócio com o Miami Heat para adquirir Shabazz Napier, de acordo com Adrian Wojnarowski do Yahoo Sports. O Heat ganharia em troca do armador uma escolha protegida de segunda rodada.
   Napier, que foi a escolha da primeira do Draft de 2014 pelo Heat, jogou em 51 partidas, tendo médias de 5.1 pontos e 2.5 assistências, com 36,4% de aproveitamento dos arremessos do perímetro. Mas a temporada acabou pra ele em Abril, quando foi submetido a uma cirurgia de hérnia. 
   O líder de Connecticut no campeonato da NCAA de 2014, foi a 24° escolha do Draft pelo Charlotte e negociado para o Miami, em uma movimentação que foi vista como uma forma de apaziguar Lebron James que havia elogiado o jogo de Napier repetidamente. Mas Lebron foi para Cleveland duas semanas depois. 
   O Heat tem Mario Chalmers com mais um ano de contrato como backup para Goran Dragic, que assinou esse mês por mais cinco anos e 85 milhões. Ainda assim, há boatos de que o Heat vai tentar trocar Chalmers e Birdman, o Heat está em uma dura luta contra a taxa excedente de cap, se trocar Napier salvará 1.3 milhões para a próxima temporada. 
   O Magic possuí cinco atletas na posição de armador ou ala/armador, com Napier seriam seis, o negócio pode ser bom para o Heat mas para o jovem armador acho bem complicado. Principalmente por ter que disputar espaço com C.J Watson que é o atual backup de Elfrid Payton, talvez não tenha muito espaço na temporada, uma pena para um jovem armador com um bom futuro pela frente. 

Heróis do passado: Charles Barkley

Começo da história
   A nossa série vai homenagear um dos 50 melhores jogadores da história, membro do Dream Team, amigo de Jordan e um dos melhores ala/pivôs da liga, hoje vamos contar a história de "Sir" Charles Barkley. Ídolo dos Sixers, Suns e Rockets, tem uma história brilhante na liga.
   Barkley nasceu e foi criado em Leeds, Alabama, onde tentou jogar no Leeds High School, mas como junior de 1,78 m e 98,8 Kg, foi nomeado como reserva. No verão cresceu e foi a 1,93 m e no seu último ano tornou-se o titular da equipe, com médias de 19.1 pontos e 17.9 rebotes, levando sua equipe as semifinais estaduais com recorde de 26-3. Só aí foi visto por olheiros universitários, quando anotou 26 pontos contra o melhor jogador do recrutamento Bobby Lee Hurt. Um assistente do treinador de Auburn viu Barkley e disse, sobre um cara gordo que joga como o vento, ele foi recrutado por Sonny Smith e conclui administração em Auburn.
   Ele jogou por três temporadas em Auburn, sempre lutando para controlar seu peso, ele foi o reboteiro da SEC em todas suas temporadas. Ele conquistou os fãs, pegando rebotes e dando tocos compensando o seu físico, e como sua marca pegava rebotes defensivos e finalizava com uma enterrada no "coast to coast". Durante sua carreira universitária jogou como pivô, mais baixo que a média dos demais pivôs com 1,98 m. Ele é membro da equipe Auburn All-Século e detém até hoje o recorde de percentual de arremesso da carreira com 62,6% de aproveitamento. Ele ganhou vários prêmios, foi Jogador do ano da SEC, três vezes All-SEC, mais tarde foi nomeado Jogador da Década de 1980 da SEC. Em seus três anos teve médias de 14.8 pontos, 68,2% de aproveitamento, 9.6 rebotes, 1.6 assistências e 1.7 tocos. Em 2001 teve a camiseta número 34 aposentada em sua homenagem.
5° escolha do Draft de 1984
   Sua carreira na NBA começou no Draft de 1984, quando foi escolhido na quinta posição geral pelo Philadelphia 76ers. Em sua primeira temporada sobe a tutela de Moses Malone, foi capaz de gerir seu peso e se condicionar de forma adequada para a NBA. Nessa temporada foi eleito para a equipe All-Rookie, com médias de 14 pontos e 8.6 rebotes por partida, ainda chegaram aos playoffs e perderam nas finais de conferência para o Boston Celtics. Na temporada seguinte tornou-se o líder da equipe em rebotes e o segundo cestinha, com médias de 20 pontos e 12.8 rebotes por jogo e se tornou titular da equipe, perdendo nas semifinais de conferência. 
   Na temporada 1986/87 tornou-se o líder da equipe com a saída de Moses Malone, ano em que foi o líder da liga em rebotes (14.6 por jogo) e em rebotes ofensivos (5.7). De quebra teve média de 23 pontos e 59,4% de aproveitamento, sendo eleito para o All Star Game pela primeira vez. Na temporada seguinte com a saída de Doctor J., Barkley tornou-se o jogador da franquia, fazendo dessa a sua temporada mais produtiva da carreira, com médias de 28.3 pontos, 11.9 rebotes e 58,7% de aproveitamento, sendo novamente All Star e All NBA First Team. Ele seguiu jogando em alto nível nas temporadas seguintes, na temporada 1989/90 ficou em segundo na votação para MVP, levou a equipe a 53 vitórias mas novamente caíram na pós temporada contra o Chicago Bulls. 
   Em sua sétima temporada e no quinto All Star Game, ele liderou o Oeste a vitória com 17 pontos e 22 rebotes, maior marca desde Wilt Chamberlain com 22 rebotes em 1967, sendo nomeado o MVP. A temporada de 1991/92 foi a última de Barkley com os Sixers, onde jogou com o número 32 em homenagem a Magic Johnson que havia se retirado por causa do HIV, teve médias de 23.1 pontos e 11.1 rebotes, com 55,2% de aproveitamento, encerrou a carreira na franquia como 4° maior cestinha, terceiro em média de pontos, terceiro em rebotes, oitavo em assistências e segundo em percentual de aproveitamento. Foi o líder em rebotes e percentual de aproveitamento por sete temporadas seguidas, e seis vezes em pontuação. No final dessa temporada foi negociado com o Lakers, mas o Sixers voltou atrás e ele foi oficialmente apresentado pelo Suns em 1992.
MVP chegou na temporada de 92/93
   A troca foi boa para Barkley e o Suns, ele levou a equipe ao melhor recorde da liga com 62-20, tendo médias de 25.6 pontos, 12.2 rebotes, 52% de aproveitamento e a média mais alta da carreira em assistências com 5.1 por jogo. Com isso foi eleito o MVP e tornou-se o terceiro jogador na história da NBA a ser MVP no ano seguinte a troca de franquia, sem contar que levou as Finais da NBA pela primeira vez desde 1976. Mas novamente nas finais foi derrotado por Jordan. A temporada seguinte foi conturbada por lesões, mas mesmo assm Barkley anotou 56 pontos em um jogo dos Playoffs contra os Warriors, a terceira maior marca da NBA. A temporada de 1995/96 marcou sua última como membro dos Suns, ele foi o líder da equipe em pontos, rebotes e roubos de bola, 23.3 pontos, 11.6 rebotes e 77% de aproveitamento dos lances-livres, sua melhor marca na carreira. Ele se tornou o décimo jogador da história a anotar 20000 pontos e 10000 rebotes na carreira, e após a eliminação na primeira rodada dos Playoffs foi negociado para o Houston Rockets. 
Última tentativa de vencer a NBA
   Sua ida para Houston foi sua última tentativa de vencer a NBA, juntando-se a Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler na temporada 1996-97. Em seu primeiro jogo, já teve a melhor marca da carreira em rebotes com 33. Ele continuo a lutar contras as lesões e jogos apenas 53 jogos, ainda assim foi o segundo cestinha da equipe com 19.2 pontos de média e 13.5 rebotes, mas perderam nas finais de conferência para o Utah Jazz. Na temporada de 1997/98, Barkley novamente sofre com lesões e o Suns foi eliminado na primeira rodada dos Playoffs contra o Jazz. Ainda nesse ano, ele se tornou o segundo jogador na história a acumular 23000 pontos, 12000 rebotes e 4000 assistências na carreira. A temporada derradeira de sua carreira foi 1999/00, quando teve médias de 14.5 pontos e 10 rebotes por jogo, se despedindo das quadras dia 19 de abril de 2000 contra o Vancouver Grizzlies. 
   Além disso, na sua carreira Barkley foi duas vezes campeão olímpico, com o Dream Team de 1992 e depois em Atlanta 1996. Em ambas campanhas foi o líder em pontos e percentual de arremessos, detentor do recorde olímpico de pontuação com 30 pontos em 1992. 
   Barkley marcou o basquete com seu jogo físico, que lhe renderam os apelidos de Sir Charles e The Round Mound off Rebound, além disso, suas posições fora das quadras as vezes controversas o fizeram uma figura marcante da história da NBA. Ele terminou sua carreira com 16 temporadas jogadas, com 22.1 pontos, 11.7 rebotes e 3.9 assistências de média por jogo, 1 x MVP, 11 x All Star, 1 x MVP All Star Game, 5 x All NBA First Team, eleito como um dos 50 melhores jogadores da história, tem seu número 34 aposentado por Sixers e Suns. Detentor de dois recordes da temporada regular, com maior número de rebotes em um tempo (13) e maior número de rebotes ofensivos em um período (11), e outros três em playoffs, com o maior número de lances-livres convertidos em um tempo (19), mais lances-livres cobrados em uma série de sete jogos (100) e mais erros em uma série de sete jogos (37). E mesmo com todos esses feitos não conseguiu sequer um título, entra no grupo dos grandes astros que não venceram a NBA.
   A carreira desse monstro foi consagrada com a entrada no Hall da Fama em 2006, e atualmente Barkley é comentarista da TNT e faz um trabalho muito bom diga-se  de passagem. Por tudo que fez e ainda faz pelo basquete, Sir Charles merecia ser homenageado. 


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Popovich elogia Hammon: "Ela é boa nisso"

Fazendo história
   Becky Hammon teve uma célebre carreira na WNBA como jogadora, ganhando seis indicações para o All Star Game e sendo a sétima maior cestinha da história com 5841 pontos.
   Com seus tempos de jogadora no passado, agora aos 38 anos ela procura fazer seu nome na NBA, atuando como a primeira mulher assistente técnica em tempo integral na história da liga, para o San Antonio Spurs de Greg Popovich. Em entrevista para Tom Tolbert da Rádio KNBR, Popovich discutiu sobre os motivos pelos quais a contratou, e o impacto que ela causou na equipe e na franquia como um todo, em um curto espaço de tempo.
   "Tornou-se enorme quando a contratei, e agora está ainda maior por causa da situação da Summer League. Mas nós nem sequer pensávamos nessas coisas. Eu a contratei porque ela estava em minhas reuniões técnicas o ano inteiro, porque ela estava machucada. Ela tem opiniões e noções fortes sobre o basquete. Obviamente ela foi uma grande atleta. Como armadora, ela é uma líder, é impetuosa, é inteligente, e nossos caras respeitam o que ela fez na quadra, então ela está treinando conosco, ela está enfrentando os desafios. Então por isso nós a colocamos como treinador em tempo integral e lhe demos a oportunidade da Summer League. Eu nem olho para ele como, bem, ela é a primeira mulher a fazer isso ou aquilo. Ela é uma treinadora, e ela é boa nisso. Acho que algumas pensaram que esse era algum tipo de truque, o que estávamos tentado ser legais. Estou feliz que ela está aqui. Eu respeito sua opinião, eu aprecio o give-and-take dela, e quando ela foi para Summer League e essas coisas de desenvolver. Ela dá aos técnicos (Summer League) uma chance de treinar, mas a verdadeira razão de você estar lá é para ver o novo prospecto que você escolheu, ou um agente livre que você pode querer desenvolver e espera que faça parte da sua equipe. Esse era o propósito dela na Summer League, e ela fez um grande trabalho tentando fazer os caras jogar da maneira que queremos que joguem" - disse Popovich.
   Hammon continuo a ser manchete na Summer League, treinando os Spurs e levando-os para o campeonato da competição, passando a equipe confiança, de forma equilibrada.
   Popovich deixou claro que ele pretende terminar os seus cinco anos de contrato. Não seria surpresa para ninguém ver Hammon tomar as rédeas e fazer história como seu substituto. Isso, se nenhuma outra equipe contratá-la antes.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Cuban critica DeAndre Jordan

Cuban mostra toda sua mágoa pelo pivô do Clippers

   O dono do Dallas Mavericks, Marc Cuban nunca pega leve com as palavras, e ele tinha se resguardado sobre a mudança de amor de DeAndre Jordan, retornando para o Los Angeles Clippers.
   Cuban disse sobre Jordan no Twitter: "Sexo fingido é sempre o melhor sexo, mas depois que acaba você olha para o mesmo rosto e percebe que os problemas ainda são os mesmos".
   Os comentários foram feitos hoje na Rádio ESPN, onde o anfitrião Colin Cowherd sondava o bilionário sobre a saga desse mês.  "Há coisas que não entendia sobre ele, não sabia sobre ele, demos crédito a ele, que nós provavelmente não deveríamos ter dado"- disse Cuban sobre o pivô.
   Enquanto entende de negociações do basquete, Cuban não compreende a mudança de Jordan, que indeferiu seu pedido de desculpas anteriormente feito, sugerindo que ele foi escrito por algum representante. Quarta-feira ele disse que a única que teria pedido, sobre o processo, foi para Jordan mudar seus perfis nas mídias sociais.
   "Acho que a única coisa que teria feito diferente, seria mudar a imagem do perfil do Twitter logo de cara. Para deixar do jeito que estava (com Jordan em um uniforme dos Clippers), quando me deu um fora"- comentou Cuban.
   Não é por menos todo o rancor, é o mesmo que ser largado no altar pela noiva, o que vimos aqui foi a mais pura e simples falta de respeito e palavra. O que DeAndre Jordan fez é um vexame para o esporte, principalmente para sua carreira, ele sempre será lembrado por ter sido o jogador que mudou de ideia na última hora. Provavelmente agora todas as equipes da liga vão pensar muito antes de finalizar um contrato, para ter certeza absoluta que não serão esnobados. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

Summer League é do Spurs

Kyle Anderson o MVP da Summer League
   Em jogo que acaba de ser encerrado, o San Antonio Spurs levou o troféu de campeão da Summer League de 2015. Na final a equipe texana bateu o Phoenix Suns por 93 a 90.
   Em um jogo muito disputado do início ao fim, os Spurs sagraram-se campeões, com destaque para o seu banco de reservas que pontou muito e sacramentou a vitória. O destaque da equipe não foi o MVP da Summer League, como era esperado, Kyle Anderson, mas sim o ala Jonathan Simmons que vindo do banco anotou 23 pontos, pegou 3 rebotes e distribuiu 3 assistências. Anderson teve um começo de partida apagada, com apenas 4 pontos no primeiro tempo de jogo, no final jogou melhor e acabou a partida com 15 pontos, 7 rebotes e 4 assistências.
   Pelo lado do Suns o destaque foi Mike James, o ala anotou 32 pontos, pegou 8 rebotes, roubou 3 bolas e deu 4 assistências, mas infelizmente sua performance monstruosa de nada rendeu. Devon Booker jogou muito bem, mas foi ejetado com 6 faltas, ainda assim anotou 10 pontos, 2 assistências e 3 rebotes em 28 minutos de quadra.
Becky Hammon a primeira mulher a treinar uma equipe
na Summer League
   O que deve-se ressaltar foi o elevado número de erros, 20 para os Suns e 14 para os Spurs, o equilíbrio nos rebotes 40 a 39 para os Suns e o aproveitamento dos arremessos que ficou perto dos 45% para ambas equipes. Podemos ver coisas interessantes, Devon Booker mostrou que vem muito bem para a NBA, pronto para ajudar vindo do banco, se mostrou confiante e inteligente. Kyle Anderson provou para Pop que pode ajudar no elenco, com atuações muito boas o MVP do torneio buscará seu espaço na equipe nessa temporada. E o mais legal, Becky Hammon já era a primeira mulher a treinar uma equipe na Summer League e tornou-se a primeira a ser campeã, mostrou que sabe ser uma técnica principal e levou os Spurs ao título, será que ela pode ser a primeira treinadora da NBA quando Pop se aposentar?
   Só resta agora acompanharmos a temporada regular e ver em qual nível esses jovens talentos vão estar, quem se destacará e quem será esquecido.

domingo, 19 de julho de 2015

Heróis do passado: Shaquille O'Neal

Começo da lenda
   Hoje a nossa série lembra um dos melhores pivôs da história da liga, o mais dominante da história para alguns (inclusive para mim), e provavelmente o jogador mais carismático que já passou pela NBA. Vamos homenagear hoje Shaquille O'Neal, o homem que quebrava tabelas.
   Shaq cresceu e se criou em Newark, New Jersey, onde começou a jogar basquete e agradece a Boys and Girls Club of America, por lhe propiciar um um lugar seguro para brincar e ficar fora das ruas. "Eles me deram algo para fazer. Eu tinha acabado de ir para lá arremessar, nem jogava em equipe ainda", disse o astro. Ele levou sua equipe Robert G. Cole do Ensino Médio, de San Antonio no Texas, a um recorde de 68-1 em suas duas temporadas lá, ajudando a equipe a ser campeã estadual em seu segundo ano. Seus 791 rebotes durante a temporada de 1989 seguem como o recorde estatual para jogadores em qualquer classificação.
   Depois de terminar o ensino médio, Shaq foi jogar na LSU, sendo treinado por Dale Brown, técnico que já havia conhecido anos antes na Europa. Enquanto jogador da LSU, foi duas vezes All-American, duas vezes o jogador do ano da SEC, e recebeu o troféu Adolph Rupp de 1991 como jogador do ano da NCAA, sendo eleito o melhor jogador universitário do ano pela AP e UPI. Ele deixou a universidade cedo para ingressar na NBA, mas voltou para terminar os seus estudos, foi introduzido no Hall da Fama da LSU e tem uma estátua em sua homenagem na frente do ginásio de treinos.
   Em 1992, Shaq foi escolhido como a primeira escolha geral do Draft, pelo Orlando Magic. Durante o verão, antes de se mudar para Orlando, ficou sob a tutela de Magic Johnson. Logo de cara já despontou na liga, sendo eleito em sua primeira semana como o jogador da semana, se tornando o primeiro da história a fazer tal feito. Durante sua temporada de estréia, teve médias de 23.9 pontos, 56,2% de aproveitamento dos arremessos, 13.9 rebotes e 3.5 tocos, sendo votado para o All-Star Game, se tornando o primeiro novato desde Michael Jordan em 1985 a realizar o feito, sendo também eleito o novato do ano. 
   Na sua segunda temporada (1993/94), ele foi o segundo da liga em pontuação com 29.4 pontos de média e o líder da liga em aproveitamento com 60%. Nesse ano anotou o seu primeiro triplo-duplo da carreira, com 24 pontos e as marcas mais altas da carreira de 28 rebotes e 15 tocos. Foi All-Star e All-NBA Terceiro Time e levou o Magic aos playoffs pela primeira vez na história, onde teve médias de 20.7 pontos e 13.3 rebotes na varrida sofrida para o Pacers. Na terceira temporada pelo Magic, ficou em segundo na votação de MVP da NBA, junto com Hardaway venceram a Divisão do Atlântico e a primeira série de playoffs da história da franquia. Chegaram as finais da NBA, Shaq teve médias de 28 pontos, 59,5% de aproveitamento, 12.5 rebotes e 6.3 assistências, mas mesmo assim foram varridos pelo Houston Rockets de Hakeem Olajuwon e Clyde Drexler. A temporada de 1995/96, Shaq se machucou e perdeu 28 jogos, ainda assim foi All-Star, teve médias de 26.6 pontos e 11 rebotes, e ajudou o Magic a chegar ao segundo melhor recorde da liga com 60-22. Chegaram as finais de conferência e perderam para os imbatíveis Bulls de Michael Jordan.
3 títulos, 3 MVP's das finais
   Depois disso Shaq virou agente livre no final da temporada, quando no verão foi para a Seleção Americana e mais tarde Campeão Olímpico em Atlanta 1996. Enquanto treinava com a Seleção Olímpica muitos problemas envolviam seu nome e sua renovação com o Magic, uma enquete realizada mostrou que os fãs não queriam mais Shaq e que Hardaway não queria ninguém ganhando mais que ele na equipe. Na primeira partida da seleção nos Jogos Olímpicos, Shaq disse que estava indo para o Lakers e não queria mais saber de falar sobre dinheiro. Nas primeiras quatro temporadas com o Lakers, Shaq foi o cara da franquia, e mesmo assim em todas as vezes em que chegaram aos playoffs perderam para Jazz nas primeiras três vezes e em 1999 para os campeões da NBA, Spurs.
   As coisas mudaram com a chegada de Phil Jackson, logo de cara implantou o triângulo ofensivo com Jackson, O'Neal e Bryant, levando o Lakers a três campeonatos consecutivos (2000, 2001, 2002), Shaq foi nomeado o MVP das Finais três vezes e teve a maior média de pontuação para um pivô na história das finais da NBA. Na temporada de 1999/2000 Shaq foi eleito MVP a apenas um voto de se tornar o primeiro MVP unânime da história. Após as finais da NBA de 2004, sofrer duras críticas do dono do Lakers, Mitch Kupchak e de Tex Winter, e aliado a demissão de Phil Jackson, Shaq pediu para ser negociado. Kupchak tentou uma troca por Dirk Nowitzki, mas Cuban rejeitou e em seguida Shaq foi para o Miami Heat em troca de Caron Butler, Lamar Odom, Brian Grant e uma escolha de primeira rodada do Draft.
O 4° título
   Em sua chegada prometeu aos fãs que iria dar um campeonato a eles, ao lado de Wade recuperou o seu bom basquete, atuando por 73 partidas na temporada 2004/05, seu máximo desde 2001, com médias de 22.9 pontos, 10.4 rebotes e 2.3 tocos. Foi All NBA Team pela primeira vez, foi All-Star e terminou em segundo na votação para MVP da liga. Na temporada de 2006, conseguiu o segundo triplo-duplo da carreira com 15 pontos, 11 rebotes e 10 assistências, sua marca mais alta na carreira. Shaq e Wade levaram o Heat a sua primeira final da NBA, contra os favoritos Dallas Mavericks que abriram dois a zero na série, mas perderam de virada por 4 a 2. Em 2008/09 Shaq foi trocado para o Phoenix Suns, por Shawn Marion e Marcus Banks, onde foi muito bem e chegou aos playoffs de 2008, mas sem repetir o feito em 2009 quando foi colocado como negociável, e foi a primeira em sua carreira desde 1992/93 em que não chegou aos playoffs.
   Em 2009 Shaq foi para o Claveland Cavaliers em troca de Sasha Pavlovic, Ben Wallace, 500 mil dólares e uma escolha de segunda rodada do draft de 2010. Ele teve as médias mais baixas de sua carreira em quase todas as estatísticas, assumindo um papel muito menos significativo do que se esperava. Depois de perder os Playoffs de 2010 para o Boston Celtics, Shaq foi contrato pelos Celtics após um comentário de Kobe que dizia ter mais anéis que ele. Infelizmente, Shaq passou mais tempo lesionado do que atuando, e viu os Celtics perderem para o Miami Heat nos Playoffs.
   No dia 1° de junho de 2011 ele anunciou sua aposentadoria, seu maior ponto fraco na carreira era seu lance-livre, tendo um recorde de 11 errados em 11 arremessados em 2000 contra o Seatle SuperSonics. Ele foi o homem que gerou uma tática utilizada ainda hoje, hack a shaq, que consiste em fazer faltas no pior cobrador de lances-livres da equipe adversária. Com seu tamanho, 2,16 m, 147 kg e calçando 45, com uma estrutura física invejável, ele mudou o jogo, fazendo com que mudasse o basquete, onde sistemas ofensivos e defensivos fossem adequados para tentar pará-lo. Por isso eu o considero como o pivô mais dominante da história.


   Shaq terminou a carreira com médias de 23.7 pontos, 10.9 rebotes e 2.3 tocos por jogo, sendo 4 x Campeão da NBA, 3 x MVP das Finais, MVP da NBA, 15 x All Star, 3 x MVP do All Star Game, 8 x All NBA Primeiro Time, Novato do Ano, 2 x Cestinha da NBA e teve o seu número (#34) aposentado pelo Lakers.
   É o meu pivô favorito, o cara mais dominante que vi jogar, um monstro que sabia dominar o garrafão como ninguém e pontuava com facilidade. Sua força era tão grande que quebrou duas tabelas e esteve proibido de enterrar, caso as quebrasse novamente, foi provavelmente o jogador mais forte a atuar na liga. Seu carisma o levou até onde esta hoje, trabalhando como comentarista da TNT e um grande ator, e até mesmo rapper, Shaq é um dos jogadores que marcou a NBA, ele é inesquecível. 
   Abaixo um vídeo para lembrarmos do mito:
  

sexta-feira, 17 de julho de 2015

MJ será Hall da Fama FIBA

The GOAT será Hall da Fama FIBA

   O grande Michael Jordan finalmente terá o seu lugar no Hall da Fama da Federação Internacional de Basquetebol. Nessa sexta-feira a FIBA anunciou que, aos 52 anos, Michael Jordan será um dos nove homenageados da classe desse ano.
   Vão juntar-se a Jordan, atualmente principal proprietário e presidente do Charlotte Hornets, Sarunas Marciulionis (Lituânia), Anne Donovan (EUA), Vladimir Tkachenko (Rússia/Ucrânia), Ruperto Herrera Tabio (Cuba), Antonie Rigaudeau (França), treinador Jan Stirling (Austrália), oficial técnico Robert Blanchard (França) e colaborador Noah Klieger (Israel).
Sua consagração será no dia 19 de setembro, em Lille, na França, e eles aparecerão no intervalo do jogo da Eurobasket no dia seguinte.
   Jordan ganhou duas medalhas de ouro olímpicas, com sua primeira participação em 1984 quando liderou os americanos em pontuação, 17.1 pontos e 3 rebotes por partida de média. MJ levou para casa seu segundo ouro oito anos depois, em Barcelona, na Espanha, como membro do infame Dream Team.
   O Naismith Hall da Fama já hospeda Jordan, desde 2009 quando ingressou. Seus 15 anos de NBA são sensacionais, faltam elogios, 6 vezes campeão da NBA, 14 vezes All Star e 5 vezes MVP. Acredito que Jordan já deveria ter sido lembrado pela FIBA, os feitos dele pelo mundo basquete o tornaram um esporte diferenciado e mais conhecido após sua passagem, Jordan mudou a cara desse esporte e merece todo reconhecimento possível.  Abaixo um vídeo para alegrar a nossa sexta-feira.