sábado, 25 de outubro de 2014

Fim da linha?

Talvez o fim de carreira de um dos melhores jogadores da história

   Ontem uma notícia me deixou chateado e perplexo, a poucos meses escrevia sobre Steve Nash e sua possível última temporada (http://maisbasquete.blogspot.com.br/2014/08/fechando-um-ciclo.html), retornando após um ano parado por uma lesão nas costas. Pois bem, foi confirmado ontem que Nash está fora da temporada, novamente por lesão no nervo das costas, e agora?
   O armador de 41 anos vinha para a provável última temporada, estava recuperado de lesão, em forma e jogando bem na pré-temporada, mostrando que seria peça chave para os Lakers nessa temporada. Infelizmente a volta dessa lesão pode decretar o fim de uma brilhante carreira, especulasse nos Estados Unidos que Nash irá mesmo aposentar-se, independente de jogar a temporada ou não. Eu me ponho no lugar dele, eu estaria muito desanimado e provavelmente pararia mesmo de jogar, como disse ano passado em um documentário que foi feito sobre sua recuperação: "Sinto que meu corpo está me dizendo para parar". 
   Agora o duas vezes MVP, nono melhor armador de todos os tempos e um dos maiores passadores da história, deverá se aposentar de forma "forçada" e vai entrar para a lista dos melhores jogadores da NBA que não ganharam um anel. Ontem em entrevista Nash disse: "Estar na quadra nesta temporada era minha prioridade, e é desapontante não estar apto para isso. Eu trabalhei muito duro para ficar saudável. Eu vou continuar a apoiar o time durante este período de descanso e focarei na minha saúde a longo prazo". O armador era o jogador mais velho em atividade na liga, viria para sua 19° temporada, agora seu futuro é incerto, mais para um final de carreira triste e frustrante do que para uma recuperação e outra temporada. Como fã da NBA a perda de Nash é lastimável, sinto como se a geração de 90 fosse extinta e com ela o fim de uma era, a que mais acompanhei e para mim a melhor de todas.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Apenas basquete

   
Modalidade cresceu no país e vai com força para as Paralímpiadas

   A um mês atrás aqui em minha cidade ,Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul, pude conhecer e entrevistar um profissional que realiza um trabalho excelente com basquetebol. Tiago Frank, professor de Educação Física formado em Caxias, técnico da seleção brasileira de basquetebol em cadeira de rodas sub-21 que falou mais sobre o esporte e as expectativas de futuro para a modalidade.
   O esporte paralímpico em nosso país não era muito divulgado e nem possuía muitos investimentos, porém após uma boa atuação nos Jogos Parpans de 2007 no Rio (com atuação excelente do Brasil) isso mudou um pouco. Os investimentos no esporte paralímpico aumentaram, as oportunidades também, com inúmeros projetos que foram criados e oportunidades de prática para pessoas com deficiência. Nessa lógica espero que algum dia os investimentos se equivalham, para deficientes ou não.
   Mais Basquete: Fale um pouco sobre você e sua profissão.
   Tiago: Professor de Educação física, graduado em licenciatura plena pela Universidade de Caxias do Sul. Especialização em educação especial e treinamento esportivo. Atuo diretamente com pessoas com deficiência, com atividades paradesportivas e de lazer, coordenando um setor específico na Secretaria de Esporte e Lazer em Caxias, além de atuar como Supervisor do CIDEF e técnico de basquete em cadeira de rodas da equipe caxiense e da seleção brasileira sub21.
   Mais Basquete: Gostaria que falasse sobre sua relação com o basquete e como começou a trabalhar com basquetebol em cadeira de rodas.
   Tiago: Minha relação com o basquete iniciou ainda na infância quando comecei a treinar em uma equipe de Caxias do Sul. No decorrer da minha formação acadêmica iniciei em um projeto social chamado "bola é vida" e deste projeto, inicia na implantação de categorias de base junto a UCS. Em 2004, comecei minha carreira em nível estadual, como técnico de equipes de base. No ano de 2009, em função do meu trabalho com basquete, fui convidado a treinar a equipe de basquete em cadeira de rodas do CIDEF.
   Mais Basquete: Você acredita que o esporte paralímpico pode vir a ser tão valorizado quanto o esporte olímpico?
   Tiago: O esporte Paralímpico esta ganhando visibilidade no Brasil. O movimento de esporte para Pessoas com deficiência é recente, bem como os investimentos realizados no setor. Já vislumbramos um espaço que há 20 anos era inexistente, muito por conta de desconhecimento e preconceitos de que pessoas com deficiência não eram capazes (estigma). Acredito sim, que no futuro teremos cada vez mais espaço para o movimento paralímpico, bem como investimentos no setor. O momento é bom em função das Paralimpíadas de 2016.
   Mais Basquete: Vocês conseguem viver apenas do esporte?
   Tiago: Enquanto profissional? Esta pergunta é bastante subjetiva, não entendi o "viver". Sou um profissional de Educação Física que trabalha com esporte paralímpico e é minha fonte atual de renda.
   Mais Basquete: Qual o seu sonho para o basquete em cadeira de rodas?
   Tiago: Atuar como técnico em uma seleção Paralímpica.
   Mais Basquete: . Como funciona a rotina de treinamentos?
   Tiago: Seleção - os treinamentos ocorrem por etapas que antecedem competições. Meu grupo em Caxias treina diariamente.  
   Agradeço ao Tiago pela oportunidade e pelo conhecimento que adquiri com essa rápida entrevista, pessoas como essas que merecem ser reconhecidas e fazem os valores do esporte ser transmitidos e bem ensinados.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O retorno²

O MVP mais jovem da história renasce nessa temporada
   A temporada da NBA nos guarda muitas angustias, quem será o campeão, o novato do ano, o MVP, mas algo a mais anseia os fãs do melhor basquete mundo, dois retornos. Nessa pré-temporada podemos acompanhar Derrick Rose e Kobe Bryant atuando por suas equipes, jogando bem e aparentando estarem saudáveis, será que vão estar em alto nível?
   Hoje faço uma análise das atuações até o presente momento e o que podemos esperar dos dois astros para essa temporada. Começarei falando do Derrick Rose, jovem astro do Chicago Bulls, volta depois de praticamente dois anos sem jogar, recuperado de uma lesão em cada joelho participou do campeonato mundial de basquete e jogou mal, aparentava estar fora de ritmo, pesado e errando muitos arremessos. Após suas atuações no mundial, pensei que poderia ser o fim de uma carreira de sucesso, porém Rose encontrou seu jogo e está atuando cada vez melhor, como se nunca tivesse se lesionado. Rose tem jogado com a mesma explosão e velocidade de sempre, sua pior partida foi contra os Pistons onde anotou apenas cinco pontos e uma assistência, mas mantem na pré-temporada médias de 14 pontos e 5 assistências por jogo em dezessete minutos e meio. 
   O que podemos esperar de Rose? Se conseguir manter-se saudável e jogando no nível em que está, considerando que jogue trinta minutos por partida, aliado ao grupo que tem ao seu redor levará os Bulls aos playoffs, mas ainda é cedo para se falar em título (pouco provável). Podemos esperar o mesmo jogador de sempre, com infiltrações, bandejas e enterradas de muita explosão e com a mesma vontade de sempre. 
Black Mamba volta com tudo para sua 19° temporada
   Quem também retorna as atividades é Kobe, o maior astro da liga na era pós-Jordan está com força máxima e recuperado de uma ruptura do tendão de Aquiles. O ala de 36 anos vem com força máxima, para quem quiser confirmar o que digo, existem inúmeros vídeos do astro nos treinos como se nunca tivesse se lesionado, acabando com seus marcadores e dando muitas dicas a seus novos companheiros. Nessa pré-temporada vem jogando bem e mostrando que ainda esta em forma, continua com seus passes fantásticos, arremessos precisos e crossovers de quebrar a espinha. Kobe tem uma média de 11 pontos em 22 minutos por partida, pouco perto do que consegue normalmente na liga, mas provavelmente esteja se poupando. Além disso, Kobe tem a dura missão de reerguer os Lakers que vem mal a alguns anos, talvez com Randle e Boozer a temporada seja melhor.
   O que nos aguarda de Kobe nessa temporada? Se conseguir manter sua média de pontuação da carreira (25.5 pontos por jogo) seguindo o calendário, Kobe conseguirá passar Jordan no ranking de maiores cestinhas de todos os tempos, e o melhor contra os Bulls em Chicago. Como amante do basquete espero que isso aconteça, ver um cara como Kobe superar as marcas de Jordan é impressionante. Torço para que o mesmo se mantenha saudável e jogue por mais algumas temporadas, isso é o que torna a NBA a melhor liga de basquete do mundo, além de seus atletas que jogam em altíssimo nível, temos essas lendas vivas que jogam e os novos astros que chegam para brilhar.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

O Brasil e a NBA

Destaque do Flamengo,  Laprovittola 13 pontos e 12 assistências
   Agora pouco mais uma equipe brasileira enfrentará um time da NBA, a exemplo do Vasco da Gama em 1999 que jogou contra os Spurs, Flamengo joga contra os Suns hoje, quarta que vem contra o Magic e sexta que vem contra os Grizzlies.
   O Flamengo é a primeira equipe sul-americana a jogar uma pré-temporada da NBA, um feito inédito e de grande orgulho para nós brasileiros e amantes do esporte. Aliado aos jogos em nosso país, nos aproximamos ainda mais do basquete, nos possibilita grandes oportunidades de negócios e investimentos no basquete. Ações como essas são chances únicas e que devem ser muito bem aproveitadas.









Dragic teve atuação apagada com
6 pontos e 1 assistência
   Na partida, o Flamengo começou muito bem, impondo o seu ritmo e chegando a abrir 12 pontos de vantagem, porém, infelizmente os Suns conseguiram ainda no primeiro tempo voltar no placar e assumir a liderança. O que diferenciou o jogo foi o ritmo imposto pelo Suns, os jovens e muito atléticos jogadores impuseram uma velocidade de jogo que acabou com a defesa do rubro-negro. A volta para o terceiro período trouxe um Flamengo mais agressivo, que impôs seu jogo e ficou um bom tempo a frente do placar, assustando os texanos. Mas o último período foi definitivo e os Suns abriram vantagem e fecharam a conta em 100 a 88.
   O resultado é o de menos, o rubro-negro carioca provou que sim pode jogar bem contra equipes da NBA, e representou o nosso país lá fora, agora temos mais duas partidas para torcer e quem sabe uma vitória não vem?

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Um gostinho de NBA


Uma das sensações da temporada, o retorno de Lebron 
   Para todos nós amantes do melhor basquete do mundo, ontem começou um período que nos aproxima e anima com um pouco de basquete, a pré-temporada.
   Se por um lado não tem graça, os jogos são mais para os novatos e o pessoal do banco que para os astros, serve de aperitivo para a temporada, além de trazer um pouquinho de alívio a nossa saudade pode propiciar bons momentos e oportunidades de avaliar as equipes. Em jogos como esses veremos quais bancos são mais bem preparados, como estão os astros (mesmo jogando em marcha lenta) e o que nos aguarda.
   Para quem quer acompanhar aos jogos, quarta feira a ESPN transmite Flamengo e Phoenix as 23 horas. Os demais jogos para quem tem smartphone dou a dica de baixar um aplicativo chamado: NBA Game Time, com ele pode acompanhar os jogos em tempo real, jogada por jogada, com vídeos dos lances, box score sedo atualizado instantaneamente, e quem tem o League Pass pode assistir ao jogo. O aplicativo é muito bom e não buga, vale a pena e é gratuito, além disso, serve como calendário, mostrando todos os jogos e os horários até o final da temporada regular.
   Pré-temporada é o gostinho da NBA que chega para amenizar a saudade, que essa temporada seja ainda mais espetacular que a passada. 
   

sábado, 27 de setembro de 2014

Mais um

Bom mundial traz nova chance 
   Nos últimos dias uma notícia tem chamado atenção, especulações dizem que Marquinhos, ala da seleção e do Flamengo, havia assinado contrato com o Washington Wizards e estaria retornando para a NBA após o Mundial de Clubes.
   Alguns sites americanos confirmam que, Marquinhos assinou contrato para participar do Camping dos Wizards afim de disputar uma vaga na equipe, seus concorrentes são Xavier Silas,Rasual ButlerDamion JamesVander Blue, David Stockton e Daniel Orton. Marquinhos já foi atleta da NBA entre 2006 e 2008, quando foi draftado em 2006 na 43° posição pelos Hornets, depois disso passou por Pinheiros, Sutor Basket Montenegrano, novamente Pinheiros e desde 2012 no Flamengo.
   Após um ótimo mundial de basquete pela seleção, onde foi um dos maiores destaques, Marquinhos aos 30 anos tem mais uma vez chances de voltar a NBA, mais maduro e com um bom aproveitamento das bolas de três, o brasileiro poder reforçar os Wizards. Tomara que tudo de certo e possamos ter mais um compatriota na melhor liga de basquete do mundo.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Juventude

 
Apostas dos Wolves a nova geração do basquete
 
   Assim como todos apostam em equipes experientes e que rendem muitos frutos, eu particularmente gosto de ver as jovens estrelas brilhar. Nessa temporada a franquia que vem disposta a surpreender é os Timberwolves, a equipe de Minnesota conta com um forte elenco de jovens, mesclados com atletas experientes e de renome na liga.
   Ao analisar o roster da franquia, encontramos duas escolhas de primeira rodada de Drat, Anthony Bennet que decepcionou ano passado, mas ainda assim pode vir a jogar bem na liga e o calouro sensação, Andrew Wiggins, primeira escolha desse ano e que entra na liga com pinta de astro. Junto com eles temos Zach LaVine,bom jogador e muito atlético, dono de enterradas monstruosas, Shabazz Muhammad, Gorgui Dieng e Thaddeus Young, todos jovens que vão contribuir muito com a equipe e tem tudo para serem bons atletas dentro da liga, comandados pelo jovem armador Ricky Rubio, de qualidade excelente e que evolui a cada dia e do pivô extremamente atlético, Pekovic. 
   Ao lado desses jovens, do outro lado da balança, jogadores experientes e que seriam aceitos em qualquer franquia, como Mo Williams, J. J Barea e Turiaf, todos com experiência e boas passagens em suas antigas franquias. Esse time montado pelo Minnesota vai incomodar, provavelmente chegarão aos Playoffs de conferência e sem sombra de dúvidas, Wiggins será o rookie do ano. O site da NBA organizou um ranking das equipes, analisando seu potencial em ataque e defesa, e classificando de acordo com uma letra, a equipe dos Timberwolvez apareceu com o 10° melhor ataque e a 14° melhor defesa, com uma nota B, junto com Denver, Charlote, Washington, Portland e Toronto, seriam os 4° colocados nessa média, atrás de Spurs (1°), Bulls e Clippers (2°) , Jazz e Warriors (3°).
   No papel tudo parece bem, vamos acompanhar essa temporada e torcer que os bons ventos voltem a soprar em Minnesota, como na época de Cassell e Garnett.