terça-feira, 25 de julho de 2017

Heróis do passado: Austin Carr

Carreira brilhante no ensino médio e NCAA
   Hoje contamos a trajetória de Austin Carr, a primeira escolha do Draft de 1971, que fez história nos Cavaliers e tem o seu número aposentado pela franquia como homenagem. Pra quem não conhece sobre a fera, se liga no texto.
   Carr é de Washington e jogou basquete por Holy Redeemer School e pela Mackin Catholic High School, onde começou a se destacar, sendo considerado um dos melhores atletas da história da escola. Ele anotou 475 em 24 partidas no seu segundo ano na escola e no último ano anotou 600, conduzindo Mackin ao título do torneio da Liga Católica, sendo nomeado Parade All-American em 1967.
   Foi recrutado pela Universidade de Notre Dame, onde teve mais sucesso ainda. Chegando de uma promissora passagem pelo ensino médio, onde anotou mais de 2000 pontos, ele viu seu jogo melhorar anotando 2560 pontos em seus quatro anos de NCAA. Sua média de 34.5 pontos por jogo é a quinta maior da história do basquete universitário, em seus últimos dois anos anotou mais de 1000 pontos na temporada e juntou-se a Pete Maravich como únicos a alcançarem tal feito. Carr é o recordista da NCAA em pontos em uma partida (61), em arremessos tentados (44) e arremessos convertidos (25), além de ter uma média de 50 pontos por jogo em partidas eliminatórias do torneio da NCAA, marca aparentemente imbatível. 
Fez história com os Cavaliers
   Com uma carreira universitária tão boa não se podia esperar menos que a NBA, ele foi a primeira escolha do Draft de 1971 pelo Cleveland Cavaliers da NBA e pelo Virginia Squires da ABA. Carr começou com problemas na NBA, por conta de uma fratura no pé perdeu o primeiro mês da temporada, ao retornar novamente sofreu outra lesão no pé e perdeu mais sete semanas. Ao regressar mostrou seu potencial e o porque de ter sido a escolha número um e a tempo de ser selecionado para o All-Rookie First Team. No fim da temporada passou por uma cirurgia no pé para resolver seus problemas constantes.
   Na temporada seguinte a chegada de Lenny Wilkens ajudou na defesa dos Cavs, e possibilitou que conseguissem 9 vitórias a mais, mas a melhor temporada de Carr chegou em seu terceiro ano como profissional onde anotou 21.9 pontos, 3.6 rebotes e 3.8 assistências, lhe rendendo uma seleção para o All-Star Game. Infelizmente, dois meses depois de terminar a temporada sofreu uma lesão no joelho que lhe tirou de metade da temporada de 1974/75, sua ausência foi sentida, e sua falta na rotação titular pode ter influenciado a falta de uma vitória para chegar aos Playoffs pela primeira vez.
Levou os Cavs aos Playoffs e final de conferência pela
primeira vez 
   Pelas três temporadas seguintes, Carr ajudou os Cavs a chegarem aos Playoffs de forma consecutiva, perdendo em 1976 as finais de conferência para o Boston Celtics em seis jogos. Carr ainda foi trocado duas vezes, jogando com o Dallas Mavericks e com o Washington Bullets. 
   Carr foi parte importante dos Cavs dos anos 70, conseguindo levar a franquia aos Playoffs e as finais de conferência pela primeira vez na história, deixando assim suas marcas na franquia e tendo o número 34 aposentado em sua homenagem. Ele teve médias na carreira de 15.4 pontos, 2.8 assistências e 2.9 rebotes, sendo um dos grandes nomes da história do Cavs, fica aqui nossa homenagem pra essa lenda.
   Carr foi 1x All-Star, NBA All-Rookie Primeiro Time, eleito como o 22° melhor jogador universitário da história e membro do Hall da Fama do Basquete Universitário.

terça-feira, 18 de julho de 2017

Ruim com ele, melhor sem ele?

Clippers melhor sem Chris Paul?

   Para Doc Rivers a saída de CP3 para o Houston Rockets pode deixar a equipe melhor na distribuição da bola. O treinador disse em entrevista hoje pela manhã:
   "Bem, teremos movimentação de bola (agora que Chris se foi). Essa é uma das coisas que, na maioria das vezes, sempre preguei. Com a habilidade de Chris, você quer aproveitar o que ele pode fazer. Ele era um cara que precisava da bola para fazer jogadas, e ele fez isso tão bem que você muda para fazer isso. Se você olhar para o meu trabalho historicamente, tem sido muito mais movimentação de bola, corte, trabalho em equipe, e é isso que vamos voltar a fazer". - disse o treinador na conferência de imprensa sobre as movimentações da off-season.
   Mesmo com Paul em quarto lugar no número de assistências (9.2 por jogo), o Clippers foi o 15° em total de assistências (22.5), 13° em passes feitos (301) e recebidos (229.8), e 23° e 25°, respectivamente, em secundárias (4.8) e potenciais assistências (42.1). 
   CP3 foi o principal criador de jogadas dos Clippers, principalmente quando Blake Griffin se machucou faltando um bom pedaço de competição ainda. O ataque estava em suas mãos, sendo o 7° da liga em tempo de posse de bola (7.2 minutos), culminando nos Clippers como a 2° equipe que mais fez jogadas de isolação (929), o que não interferiu muito no ataque visto que foram o 4° melhor da liga com 110.3 pontos por 100 posses.
   Rivers têm uma ideia de como quer os CLippers, espalhando a quadra, não se estagnando e criando o maior número possível de espaços abertos. Lou Williams, Patrick Beverly, Austin Rivers e Milos Teodosic não têm o mesmo currículo que CP3, mas talvez um dos quatro prospere e torne-se o general da quadra que Rivers procura. Desses armadores, quem vejo com mais possibilidades de prosperar é Teodosic, um grande armador, com passe absurdo, inteligência e visão de jogo acima da média, deve ser o titular e quem mais espero ver nesse novo Clippers. 
   Mas não sei se o Clippers fica melhor sem CP3. Qual sua opinião, fica melhor ou pior?

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Heróis do passado: Larry Nance

O primeiro campeão de enterradas
   Na nossa série hoje relembramos a carreira de um grande ala/pivô, que teve boas passagens por Phoenix Suns e Cleveland Cavaliers, sendo muito conhecido por suas enterradas potentes. Hoje quem atua nas quadras é seu filho, mas de longe o talento do basquete da família ficou com o pai.
   Larry Nance jogou basquete pela Universidade de Clemson, onde atuou por quatro anos (1977/78 - 1980/81), onde teve médias de 11.5 ponto, 6.7 rebotes e 1.5 assistências por partida, levando sua equipe ao Elite Eight em seu primeiro ano.
   Nance chegou a NBA em 1981, como a 21° escolha do Draft pelo Phoenix Suns, onde não foi muito aproveitado em sua temporada de estréia. Saindo sempre do banco, atuou em 80 partidas e teve médias de apenas 6.6 pontos e 3.2 rebotes, em 14.8 minutos jogados. No ano seguinte as oportunidades aumentaram consideravelmente, sendo titular em todas as 82 partidas da temporada com médias de 16.7 pontos, 8.7 rebotes e 2.6 tocos, uma evolução absurda. 
Enterrando com potência, como de costume
   Ele foi um jogador constante, das 14 temporadas em que atuou na NBA em 12 delas teve médias de pelo menos 16 pontos e 8 rebotes, as duas exceções foram sua temporada de novato e a última temporada. Sempre teve um arremesso muito bom, na carreira sua média é de 54,6% de aproveitamento e jogava muito bem dentro do garrafão, sua melhor temporada na foi a de 1986/87, quando teve médias de 22.5 pontos e 8.7 rebotes por jogo.
Número 22 aposentado pelos Cavs
   Atuou por apenas duas franquias, os Suns e os Cavaliers, exatamente sete temporadas por cada uma delas. Em 1988 foi negociado para o Cavaliers juntamente com Mike Sanders e a escolha n°1 dos Pistons, por Kevin Johnson, Mark West, Tyrone Carbin, a escolha de primeira e segunda rodada dos Cavs e a escolha de segunda rodada dos Lakers de 1989. 
   Com os Suns foi aos Playoffs em três temporadas consecutivas (1981/82-1983/84) e com os Cavaliers, também de forma consecutiva, da temporada 1987/88 até 1992/93. Registrando médias de 15.7 pontos e 7.9 rebotes por jogo, perdendo para o Bulls nas semifinais de conferência de 1992/93 e, no mais perto que chegou de um título, perdeu para os Lakers nas finais de conferência de 1983/84.
   Além disso, Nance foi o primeiro vencedor do NBA Slam Dunk Contest em 1984, além de ter sido 3 x All-Star, seu jogo defensivo também se destacava, com uma média sólida de rebotes e tocos (2.2 por partida na carreira), o que lhe rendeu 1 x All-NBA Primeiro Time de Defesa e 2 x All-NBA Segundo Time de Defesa. Sua média de tocos é a maior da história para qualquer atleta que não seja um pivô, prova de sua forte defesa. Por conta de tudo que realizou com os Cavaliers teve o número 22 aposentado em sua homenagem, encerrando a carreira com médias de 17.1 pontos, 8.8 rebotes e 2.2 tocos por partida.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Piada boa

Peyton Manning a la Jim Carrey


   Sabe aquela piada que não perde a graça? Tipo o Chaves e um Maluco no Pedaço? Pois então, parece que nos Estados Unidos zoar o Kevin Durant é a piada mais engraçada do momento, talvez da história.
   Ontem a noite, ESPYS rolando, o oscar do esporte, Golden State ganhando alguns prêmios. Eis que Peyton Manning sobe ao palco para anunciar uma premiação, e começa falando que: "o time de ginástica feminino dos Estados Unidos é tão dominante que o Kevin Durant disse que vai se juntar com elas ano que vem".
video

   Todos caíram na risada, menos quem? KD que foi filmado e colocado no telão no exato momento com uma cara de brabo das mais engraçadas da história. O fato viralizou pelas redes, Durant comentou apenas com um emoji de rosto indiferente em seu twitter.
   Mas KD tem sido alvo de inúmeras críticas por deixar o Thunder e se juntar a um time já dominante como os Warriors, com muitos especialistas dizendo que isso será para sempre uma mancha em sua carreira. De qualquer forma, KD ganhou o prêmio de melhor performance de título no ano e os Warriors forma eleitos o melhor time em qualquer modalidade.
   Na minha opinião o Kevin Durant tem que ouvir essa zoação pela escolha que fez, escolhas trazem consequências, ele foi campeão mais vai ser sempre zoado pelo que fez para ser campeão. Não julgo a atitude dele como certa ou errada, apenas achei muito engraçada a piada e a reação do ala do Warriors. E pra você essa zoeira com o Duratn é válida ou pessoal tá marcação com ele?

terça-feira, 11 de julho de 2017

Heróis do passado: Zydrunas Ilgauskas


Uma vida dedicada aos Cavs
   Voltando a escrever a nossa série Heróis do Passado, hoje contando a história de Zydrunas Ilgauskas, o Big Z, um dos grandes pivôs estrangeiros que passaram pela liga que foi um bom jogador, podendo ser ainda melhor se não fossem as lesões constantes.
   Ilgauskas nasceu em Kaunas na Lituânia, onde começou a jogar basquetebol profissional com o clube local, os Atletas em 1993. Na temporada seguinte já tinha médias de 20.3 pontos, 12.8 rebotes e 2.8 tocos por partida.
   Em 1996 começou sua carreira na NBA sendo a 20° escolha pelo Cleveland Cavaliers, mas não jogou sua primeira temporada, passou todo período na lista de contundidos devido a uma fratura no pé direito. Jogando como novato na temporada 1997/98 foi nomeado para o All-Rookie Primeiro Time com médias de 13.9 pontos, 8.8 rebotes e 1.6 tocos por partida.
   Mas as lesões continuavam incomodando, Big Z assinou uma renovação por 6 anos em 1998, mas por conta de uma nova lesão no pé atuou apenas em 5 jogos nos próximos dois anos. Em 2000 passou por uma cirurgia no osso navicular do pé esquerdo, mas retornou ainda na temporada 2000/01 para ser titular, por pouco tempo. Em dezembro de 2000 estava novamente fora da temporada, a lesão no momento abalou os Cavaliers, a franquia foi de 15 vitória nas primeiras 23 partidas com Big Z para um recorde de 30-52.
   Nas duas melhores temporadas que teve na carreira foi All-Star, em 2003 e 2005, na temporada de 2003 teve médias de 17.2 pontos e 7.5 rebotes e ainda assim os Cavs tiveram o terceiro pior recorde da história da franquia (17-65) lhes garantindo a primeira escolha do Draft (Lebron). O Big Z assinou mais uma renovação de contrato em 2005, por mais 5 anos onde foi titular por quatro temporadas consecutivas, jogando as finais da NBA em 2007 e sendo varrido pelos Spurs. Em 2009 atuou vindo do banco com a chegada de Shaq a Cleveland.
   Em 2010 foi envolvido em uma troca entre os Clippers, Cavs e Wizards foi negociado para a equipe de Washington que comprou seu contrato e lhe tornou agente livre, sendo contrato pelos Cavs novamente. A temporada de 2010 marcou a primeira de Ilgauskas vindo do banco nos Playoffs, culminando em apenas 69 minutos jogados e 1.7 pontos e 1.6 rebotes de média, e a franquia foi eliminada nas semifinais pelo Boston Celtics.
Big Z em sua última temporada
   Na temporada seguinte Big Z foi jogar no Heat ao lado de Wade, Bosh e seus ex-colega de time Lebron. Quando jogaram contra o Cavs em Cleveland, o único atleta do Heat ovacionado pela torcida foi o pivô da Lituânia, os demais atletas foram vaiados, principalmente Lebron. Com mais uma chance de ser campeão da NBA, o Big Z bateu na trave e perdeu nas finais para o Dallas Mavericks em seis jogos.
   Ao final de 2011 anunciou sua aposentadoria, com certeza ele foi um dos grandes pivôs estrangeiros da liga, com um bom domínio do garrafão, pontuando bem e defendendo muito. Infelizmente o seu potencial nunca chegou ao máximo devido as constantes lesões, que acabaram prejudicando a sua carreira que ainda assim foi boa. Fica aqui nossa homenagem a essa figura do basquete. Aposentou-se sendo 2 x All-Star, All-Rookie Primeiro Time, MVP do Jogo dos Novatos (1998), número 11 aposentado pelos Cavs com médias de 13 pontos e 7.3 rebotes por jogo.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Sign and trade

Hayward vai para o Boston com um sign and trade

   Essa será a forma de negociação entre Boston Celtics e Utah Jazz para levar Gordon Hayward para o time verde do leste, segundo  Tony Jones do Salt Lake Tribune.
   Ontem o ala decidiu em deixar o Jazz e assinar com os Celtics como agente livre irrestrito, mas precisaria fazer um contrato com a franquia de Utah e em seguida ser trocado para os celtas. O time de Boston precisa abrir espaço no Cap para poder pagar o máximo para Hayward, e notícias de hoje indicam que os Celtics colocaram Marcus Smart, Jae Crowder e Avery Bradley no mercado.
   Hayward precisaria estar disponível para qualquer negociação e de acordo com o que David Locke, comentarista de rádio do Jazz disse a NBA TV, o ala estaria interessado em assinar um contrato de quatro anos com uma opção de sair após três temporadas, invés dos cinco anos e o máximo que somente o Jazz pode oferecer.
   A manobra do Celtics no mercado agora visa abrir espaço no Cap e diminuir a quantidade de alas, além de Hayward que chega os Celtics contam no elenco com Crowder, Jaylen Brown e os novatos Jayson Tatum e Semi Ojeleye. Essa movimentação pode envolver uma troca por algum jogador do garrafão, muito se comenta em uma tentativa de trazer Marc Gasol para jogar junto com Horford e, a meu ver, montar uma equipe competitiva no Leste pensando nos Cavaliers. 
   A troca é certa, agora só espera-se a movimentação que será feita e quem deixa os Celtics para abrir espaço no Cap. Olho nessa offseason alucinante.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Será o fim?

Bosh foi dispensado, terá número aposentado mas não foi confirmada a aposentadoria


  Hoje uma notícia me deixou chateado, após sete anos o Miami Heat dispensou Chris Bosh, um dos atletas que mais gostei de ver atuar na liga. O pior nem é o fato de sua dispensa, o problema é imaginar que esse possa ter sido o final de sua carreira aos 33 anos.
   Bosh chegou em 2010 ao Heat, formou o big three com Lebron e Wade, conquistou dois títulos da NBA com a franquia e sempre foi um dos grandes atletas da liga. Mas infelizmente por conta de coágulos em sua panturrilha, o ala/pivô não entre em quadra desde a temporada 2015/16, quando começou a não ser mais liberado pelos médicos. 
   Pat Riley exaltou a sua passagem pelo Heat, dizendo que Bosh melhorou a franquia como eles nunca tinham imaginado, sendo eternamente gratos pelas quatro finais de NBA e os títulos conquistados. Na última temporada em que atuou  teve médias de 19.1 pontos, 7.4 rebotes e 0.6 tocos por partida, contribuindo muito para a equipe.
  Se realmente for o final de sua carreira será um final precoce de um grande astro, Bosh é com certeza um dos melhores atletas do Draft de 2003, foi 2 x Campeão da NBA, 11 x All-Star de forma consecutiva e medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008. Teve, ou tem, uma carreira brilhante, tanto que já foi confirmado que o Miami Heat irá aposentar a camisa número 1 em sua homenagem.
   Como torcedor e amante do basquete espero muito que Bosh ainda possa jogar, mesmo que em outra franquia pois não se falou oficialmente em sua aposentadoria. Mas caso seja verdade, provavelmente Bosh será um Hall da Fama e com uma carreira brilhante, sua última partida foi em fevereiro de 2016 contra o Kings. Ele teve médias de 19.2 pontos, 8.5 rebotes e 2 assistências por partida, um dos grandes nomes do basquete a ter a carreira interrompida por conta da saúde.