sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

NBA na televisão aberta: incertezas e preocupações

NBA a marca cobiçada
   Algumas notícias de blogs sobre esporte e basquete me deixaram preocupados nessa semana, muito se fala em uma proposta da Rede Globo em ter os direitos de transmissão dos jogos da NBA. Isso me assusta um pouco, porque?
   Primeiramente, devo ressaltar os aspectos positivos da ação, seria uma oportunidade da NBA ampliar seu mercado no país e do basquete ser ainda mais difundido, o que poderia acarretar em mais praticantes e com o tempo até mesmo mais equipes profissionais. O incentivo ao esporte iria aumentar, atraindo novos investidores e valorizando o mercado.
   Porém, vejo muito mais motivos de medo e incertezas, primeiro, se realmente a Globo conseguir esses direitos de transmissão muitas coisas tem de mudar. A grade de programação (que é a mesma a anos) teria de mudar, mas vamos combinar que a Globo não vai trocar o futebol de quarta a noite pela NBA, não vai parar de exibir uma mini-série, o Programa do Jô nem nada assim para encaixar a NBA. Eles vão transmitir ao menos dois jogos semanais como a ESPN, as séries de Playoffs e TODOS os jogos das finais? Além disso, precisa-se de uma equipe com qualidade (que só a ESPN tem) na NBA, que tem experiência e saiba o que fala, com exceção do Professor Byra Bello ninguém se salva, e assim com uma transmissão sem qualidade não têm audiência. 
   O meu maior medo é que tratem a NBA como o fazem com o UFC, sendo os únicos que tem os direitos de transmissão  e o fazem da pior maneira possível, mostrando as reprises das lutas horas depois de ocorridas e somente cards com brasileiros. Se fizerem o mesmo com a NBA é um crime, tirar de uma emissora com 25 anos de dedicação e experiência e tratar como quiser. Realmente gostaria de ver a NBA na televisão aberta, seria ótimo para aqueles que amam o esporte e não podem ver, seria ótimo para quem paga para ver e melhor ainda para um novo público. Mas acredito que a Globo não seja o lugar o certo, vejo a Bandeirantes e Record como emissoras com espaços (ou pelo menos programas substituíveis) e que poderiam reunir um grupo competente para trabalhar e transmitir os jogos. 
   Sinceramente espero que a NBA fique com a ESPN, que não troque de canal e que se mantenha assim o máximo de tempo possível (ou para sempre). Não vejo pessoas mais competentes e dedicadas que a equipe da ESPN, sou fã do trabalho que realizam e os acompanho desde 2002, por enquanto deixa como está até surgir uma emissora aberta com tanto empenho e dedicação para assumir a NBA. Até lá vamos seguir pagando para ter um serviço de qualidade, é melhor que não pagar e não ter o mesmo serviço.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Segura eles

Melhor equipe da liga
  Nessa temporada uma equipe é a sensação da liga, vem doutrinando no lado oeste e já bateu o recorde da franquia de vitórias seguidas (16) e continua jogando com muita qualidade. 
   O Golden State Warriors dessa temporada vem comum elenco jovem e de qualidade, aliado a alguns jogadores experientes (Andrew Bogut, David Lee, Shaun Livingston, Marreese Speights, Leandrinho), com um técnico novato que já mostra sua qualidade. Steve Kerr está superando todas as expectativas postas sobre ele, conduzindo os Warriors a 21 vitórias e 2 derrotas, a melhor campanha do Oeste. Os Warriors vem de uma sequência de 16 vitórias, que é o novo recorde da franquia, comandado por dois jovens promissores, Stephen Curry que tem médias de 23.7 pontos, 7.7 assistências e 1.8 roubos de bola por jogo, juntamente com Klay Thompson com médias de 21.7 pontos, 3.5 assistências, 42.4% e média dos arremessos de três e 1.3 roubos de bola por jogo. Juntos os jovens armadores combinam para 45.4 pontos por partida, são uma das melhores duplas da NBA em pontuação e aproveitamento, e comandam o ataque da equipe com muitas bolas de três pontos e infiltrações rápidas e precisas.
Dupla que comanda a equipe
   Nas últimas duas temporadas chegou aos Playoffs, indo muito bem, mas acabou pegando adversários difíceis, sendo eliminados em 2012 para os Spurs nas semifinais de conferência e para os Clippers em 2013 na primeira rodada, em um dramático jogo sete. Nesse ano a equipe aparenta um amadurecimento de suas jovens estrelas (Curry e Thompson), e um basquetebol envolvente, de ataque muito bem organizado e uma defesa consistente e compacta, que dificulta as penetrações e marca muito bem todos os arremessos.
   O que podemos esperar dos Warriors? Acredito que sejam os primeiros colocados do oeste e tenham a melhor campanha da liga, com possibilidades de chegar as finais de conferência, mas acho que param por aí. No momento ainda vejo Rockets ou Spurs como campeões do oeste, vamos ver se queimo a língua.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Incomparáveis

   
Lendas não precisam ser comparadas
   Vivemos um momento diferente e de expectativas nessa temporada da NBA, Kobe está a poucos pontos de passar Jordan e tornar-se o 3° maior cestinha da história da NBA. E o que muda?
   Absolutamente nada, para os fãs de Kobe é uma chance de encher a boca e falar que ele tem mais pontos que Jordan, porém os fãs de Jordan rebaterão dizendo que MJ tem uma média de pontos maior (30.1 ppj) e que chegou a 32.292 pontos jogando menos partidas e arremessando menos. É uma discussão totalmente desnecessária e que até pouco tempo eu fazia, sou fã de Jordan e sempre disse que ele era o cara, o melhor de todos, ainda penso assim, mas parei de compará-lo com Kobe, até porque o Black Mamaba é o melhor da sua geração. Vejo da mesma forma que comparar Pelé e Maradona, Pelé para os brasileiros é o rei do futebol, para os argentinos é Maradona, cada um tem o seu favorito.
   A alguns anos atrás Jordan disse sobre as comparações entre ele e Kobe: "Parem de nos comparar, antes faziam isso entre eu e Magic, agora eu e Kobe." Concordo com MJ, ambos são incomparáveis, mesmo que Kobe tenha os mesmo movimentos que Jordan, que passe Jordan nos pontos, que seja o único em um quesito e Joran o único em outro, não há razão para compará-los. O esporte é feito por gerações, antes de Jordan vieram Wilt Chamberlain, Bill Russel, Doctor J, Magic Johnson, Larry Bird, sempre se falando e comparando um com o outro, e agora todos são lendas, todo mundo conhece eles, assim como Jordan e Kobe. Lembro de ouvir muitas vezes a frase: "O novo Jordan", sempre comparando um jovem promissor com MJ, o que era bom e ruim ao mesmo tempo, bom pois o jovem mostrava potencial, aparentava ter um futuro promissor, e ruim pois o mesmo entrava em um mundo de expectativas e cobranças. Quantos "Novos Jordans" não tiveram sucesso?
   Normalmente comparamos atletas e pensamos como seria jogassem na mesma época? Como seria uma partida entre os dois? Quem venceria? A NBA nos propiciou diversas partidas entre Kobe e Jordan, isso vale mais que qualquer comparação, precisamos entender que as gerações passam e o astros mudam, tanto que o astro da geração 2000 é Lebron James. Com o passar dos anos novos astros surgem, novas lendas se criam e essa é a beleza do esporte, a renovação de estrelas que mantém o amor pelo esporte das pessoas em alta.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Voleibol: o maior exemplo!

Durante quase três décadas tivemos o voleibol como o grande exemplo do desenvolvimento do esporte brasileiro. É possível sermos vencedores. Se não temos críticas ao profissionalismo dos técnicos (especialmente dos líderes dos selecionados nacionais, masculino e feminino), do nível de nossos atletas, das alegrias de suas conquistas e da dedicação ao esporte e às causas sociais por ex-jogadoras e ex-jogadores, não temos mais este orgulho com a organização do voleibol brasileiro.

Isto inclui o Sr. Carlos Arthur Nuzman, que vive um momento de ostracismo na mídia, velejando tranquilamente por causa das turbulências que atingiram a nossa maior estatal, mas que é o protagonista do sucesso do voleibol, dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro em 2007 e dos Jogos Olímpicos Rio-2016. Toda essa visibilidade nem sempre é positiva, pois do Pan-2007 temos várias denúncias de corrupção, desvios, obras não entregues a tempo das competições ocorrerem, sucateamento das construções após os jogos e de sua gestão à frente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é relatada como autoritária e recheada de manobras para afastar aqueles que querem mudanças no comitê.

O fato novo é a denúncia da Controladoria Geral da União (CGU) de que o Sr. Ary Graça e seus comparsas – sim, são uma quadrilha – desviaram milhões dos prêmios dos atletas, estes que sustentaram com suas paixões e dedicação o nível do voleibol. Sim, enganamo-nos ao pensar que era basicamente um sucesso administrativo. O voleibol brasileiro é o que é pela grandeza de seus atletas e formadores. E será eles que irão reerguer, com maior força e qualidade a modalidade – me parece que isto irá além dos resultados, mas com uma administração verdadeiramente transparente da modalidade.


@anabmoser tem razão: o voleibol é maior e, provavelmente, sairá fortalecido de mais este escândalo., deixando a lição de que o sinal de alerta deve ficar aceso em todo o esporte nacional, pois há denúncias comprovadas na natação, no atletismo, nas lutas... Portanto, para nós – educadores físicos, técnicos e atletas de alto nível – cabe a reflexão e o protagonismo de estarmos mais atentos ao que ocorre nos bastidores, pois por trás disso tudo, tem um jovem que sonha, que é iludido com a possibilidade de sucesso que se frustra quando as condições mínimas de formação lhe são negadas pelo simples fato de que o dinheiro do investimento na base virou pó exatamente por causa de pessoas inescrupulosas. Quando você resolver ficar em silêncio, pense bem nisso.

Correndo por fora

   Uma equipe vem bem demais nessa temporada da NBA, jogando pela conferência leste, aparecendo mais uma vez entre os classificados para os Playoffs e com uma sequência de 8 vitórias. Já sabem de quem eu falo?
   Estou falando do Atlanta Hawks que possuí um recorde de 15 vitórias e 6 derrotas, estando em segundo na conferência leste, mas mesmo assim ninguém menciona tal feito. Na quarta-feira chegaram a oitava vitória consecutiva, após baterem os Sixers (saco de pancadas) em casa por 95 a 79. Os Hawks vem se classificando para os Playoffs a sete temporadas consecutivas (2007-2014), e atualmente, mesmo com um elenco que não conta com uma super estrela vem atuando bem e emplacam uma boa sequência de vitórias. Nessas sete aparições consecutivas, foi eliminado quatro vezes ainda na primeira rodada e três vezes perdeu na semifinal de conferência, mas deve-se ressaltar que foram varridos apenas duas vezes, em 2009 pelo Cleveland e 2010 pelo Orlando Magic, ambos na semifinal da conferência.
   No atual elenco que mais se destaca é o excelente pivô Al Horford, o armador Jeff Teague que faz uma boa temporada e o ala, líder em aproveitamento de bolas de três pontos, Kyle Korver. Podemos atribuir a sequência de aparições nos Playoffs a pequena rotatividade de técnicos, em 7 anos foram apenas 3, sendo que Myke Woodson treinou os Hawks de 2004 a 2010, chegando a quatro séries seguidas de Playoffs e perdendo duas vezes nas semifinais de conferência. Algumas coisas temos que ressaltar, primeiro nos últimos anos o lado leste tem mostrado equipes muito mais fracas que do lado oeste, tanto que algumas equipes do leste não teriam se classificado pelo oeste. Segundo, neste ano as equipes mais fortes (teoricamente) vem mal, Bulls em quinto e Cavaliers em quarto, dando espaço para os demais se superarem como Toronto (1°), Hawks (2°) e Wizzards (3°), sendo que dessas, apenas o Toronto se classificaria pelo Oeste e em sétimo lugar. 
   Não estou tirando os méritos dos Hawks, apenas estou mostrando como o caminho no leste é mais "fácil" aos Playoffs. Ainda assim, os Hawks merecem sim reconhecimento pelo ótimo trabalho que estão fazendo, com um elenco limitado e superando as equipes favoritas de sua conferência. 

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Recuperado

   
Na ativa e voando

   Um dos melhores armadores da liga tem jogado muito e provado que está recuperado das lesões que o afastaram da temporada passada, estou falando de Rajon Rondo que ontem anotou um triplo-duplo na vitória dos Celtics sobre o Wizzadrs.
   O armador possuí nesse ano médias de 8.8 pontos, 7.8 rebotes e 11.2 assistências, lidera a liga como o melhor passador, algo que já fez por duas vezes em sua carreira em 2012 (11.7 apj jogo) e 2013 (11.1 apj). Rondo aparenta estar saudável do joelho que lhe causou problemas nas duas temporadas passadas, onde jogou apenas 38 partidas (2012/2013) e 30 partidas (2013/2014). Aliás, essa temporada de 2012/2013 tinha tudo para ser maravilhosa para o armador, ele vinha a perseguição de uma recorde de Magic Johson, o de maior sequencia de jogos com 10 ou mais assistências, Magic possui 46 jogos e Rondo chegou a 37, mas parou por aí pois no jogo contra os Nets foi ejetado após uma briga com Kris Humphries, onde anotou apenas 3 assistências. Além disso, nesse ano estava com a melhor média de pontos da carreira (13.7 ppj) e seria o armador titular no All Star Game, o qual ficou de fora após romper o ligamento anterior cruzado contra o Heat, o deixando de fora de toda temporada.
   A temporada seguinte foi de recuperação, começando a jogar somente em janeiro após um período de treinos com os Maine Red Claws, equipe da D-League vinculada aos Celtics. Rondo estreou no dia 17 de janeiro contra os Lakers, jogando apenas 19 minutos. Nessa temporada Rondo parece estar saudável e lidera a liga em assistências, faz a linha de um armador clássico, com mais assistências do que arremessos, mas mesmo assim é bom em bolas de três, tem uma infiltração quase imparável e muita, mas muita inteligência, sem falar que é excelente defensor e pega vários rebotes. Para quem não leva muita fé no cara só porque ele pontua pouco aqui vai o currículo, Campeão da NBA de 2008, 4 x All Star (2010-2013), 4 x Time de defesa (duas primeiro e duas segundo time), líder em roubos de bola na liga (2010), líder em assistências da liga (2012, 2013), pelos Celtics possuí quatro recordes, maior número de assistências em uma temporada: 794 (2009/2010), maior número de roubos de bola em uma temporada: 189 (2009/2010), maior número de assistências em um jogo de playoffs: 20 (2010/2011), maior média de assistências por jogo durante a temporada regular: 11.7 (2011/2012). 
   Ainda bem que ele está de volta e completamente recuperado, para os amantes do basquete é um grande jogador e que sempre pode-se esperar uma jogada ou passe mirabolante. Vamos ficar de olho nele, que acredito que vai ser o líder em assistências da temporada. 

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

O que há Sixers?

Muita história nas costas de atletas muito jovens
   O que está acontecendo com os Sixers? A alguns anos as coisas não vem bem para os lados da Philadelphia, de uma franquia competitiva no inicio dos anos 2000 para um saco de pancadas.
   Quando que a alguns anos atrás os torcedores dos Sixers, ao invés de torcer por títulos, estaria torcendo por uma vitória para não haver um recorde negativo? Ontem com a vitória fora de casa, graças a Carter-Williams que jogou demais, e anotou 20 pontos, 9 rebotes e 9 assistências, conseguindo um recorde de 1-17, detalhe que quase igualaram o pior começo de temporada da história (Nets 09/10).
   A franquia possuí três títulos da NBA, em 1955 ainda como Syracause Nationals, em 1967 com um time comandado pelo mito Wilt Chamberlain e seu último título em 1983 com Julius Erving e Moses Malone dominando a liga. Depois disso, foram campeões de conferência em 2001 com Iverson e perderam nas finais para os Lakers de Kobe e Shaq. De lá pra cá chegaram aos Playoffs por sete temporadas (2002, 2003, 2005, 2008, 2009, 2011 e 2012), mas sempre caíndo nas primeiras rodadas ou semifinais de conferência, e para piorar a situação, nas últimas três temporadas terminaram em 9° (2013), 14° (2014) e por enquanto estão em último no Leste.
   Não sei o que acontece, provavelmente problemas administrativos, no caso com o cara que monta as equipes e contrata, porque eles obtiveram algumas boas escolhas do Draft, Nerlens Noel, Joel Embiid, Michael Carter-Williams, todos jovens de futuro promissor, mas que ao meu ver, precisam de alguém experiente ao lado para "ensinar" os atalhos da quadra e qualificar o jogo deles. Outro fator importante foram as lesões de Noel ano passado e de Joel Embiid, provavelmente com os dois juntos em quadra a equipe seria mais forte defensivamente e talvez não passasse tanta vergonha.
   É fato que a temporada apenas começou, muita coisa pode acontecer, mas os torcedores dos Sixers ainda tem muito o que sofrer, talvez a longo prazo esses jovens todos tragam bons frutos, mas por enquanto azedou o pudim.